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10 de junho – Dia de Portugal, de Camões e das Comunidades Portuguesas / June 10 – Day of Portugal, Camões and Portuguese Communities

 

10 de Junho – O Dia de Portugal.

Hoje comemoramos uma série de datas especiais: a morte de Luís de Camões, o dia do Anjo da Guarda de Portugal e das Comunidades Portuguesas ao redor do mundo.

Este é também o dia da Língua Portuguesa, do cidadão nacional e das Forças Armadas.

Para celebrar é muito simples: brinde com um bom vinho português esta terra M E R Ã V I L H O S A.

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June 10 – The Day of Portugal.

Today we celebrate a series of special dates: the death of Luís de Camões, the day of the Guardian Angel of Portugal and the Portuguese Communities around the world.

This is also the day of the Portuguese language, the national citizen and the Armed Forces.

The celetration  is very simple: toast with a good Portuguese wine to this W O N D E R F U L country.

Lounge do Vinho a “nova” Expovins / Wine Lounge the “new” Expovinis

A partir deste ano, a ExpoVinis Brasil, que era considerada a principal feira do mercado de vinhos, destilados e acessórios da América Latina, não será mais realizada. Ela foi engolida pela Fispal Food Service – maior exposição do segmento de alimentação fora do lar do Brasil que acontece de 12 a 15 de junho, no Expo Center Norte, em São Paulo.

A Expovinis foi, provavelmente de modo muito adequado, renomeada Lounge do Vinho e segundo os organizadores “terá o objetivo de proporcionar aos empresários do setor as melhores opções de vinhos a serem comercializados em bares, restaurantes e pizzarias e que podem se tornar importante opção para complementar as vendas no cardápio e aumentar a margem de lucro dos estabelecimentos.”

Vamos lembrar que lounge é uma palavra em inglês, que pode significar sala de estar, sala de espera ou ante-sala. Um sala onde nada acontece. Um lounge bar, por sua vez, é um salão onde pessoas podem se encontrar, interagir de uma maneira relaxada e desfrutar de algumas bebidas. Parece muito com a Expovinis para esperar alguma mudança. Nem deveriam ter escolhido outro nome.

A Expovinis estava meio perdida, sem rumo certo, com pouca gente conseguindo realizar negócios e contactar os profissionais do setor, principais objetivos da feira. A maioria do público se comportava como numa feira destinada ao consumidor: perguntando pouco e bebendo muito. Até demais.

Parece razoável mover a Expovinis para uma feira maior e relacionada ao setor, mas neste caso, deveríamos falar sobra a APAS, a feira anual da Associção de Supermercados. Afinal é neste canal que ocorre a maior parte das vendas de vinho no Brasil. É onde se encontra as oportunidades de crescimento imediato. No entanto esta opção parece ter ficado fora do cardápio, pois as empresas organizadoras dos 2 eventos são diferentes e mais uma vez, o setor de vinho no Brasil, separado por interesses diferentes, incapaz de encontrar um denominador comum entre importadores e produtores nacionais, perderá oportunidades de crescimento que ficam como outras tantas, só nas promessas.

Tremenda furada.

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E a razão é simples: a venda de vinho em bares e restaurantes corresponde a menos de 25% no Brasil e até em vários países do mundo que têm uma tradição muito mais arraigada de consumir vinho durante as refeições. Isso ocorre porque os restaurantes cobram muito caro pelo vinho, tornado-o pouco atraente para o consumidor destes locais. E sem uma mudança radical destes empresários, é pouco provável que algo se modifique.

Muito importadores e produtores nacionais participaram de maneira expontânea na APAS, buscando obviamente a presença no principal canal de venda de vinhos e um público quase 2 vezes maior daquele que visita a Fispal. Porém isso aumenta custos de promoção, diminui o impacto e dilui resultados.

Segundo o site da Fispal, o consumo de vinho no Brasil aumentou 15,85% nos último três anos, o que qualquer profissional de marketing pode reconhecer como crescimento vegetativo, ou seja, junto com a população. Ainda conforme eles, até 2030, o Brasil será a quinta nação que mais consome vinho no mundo, o que também é um angulo “diferente” de interpretar os números, pois alguns dos grandes países do mundo (Rússia, China e Índia) possuem uma cultura e consumo de vinho ainda muito incipiente e com isso fica fácil ser o quinto no mundo, enquanto o consumo per capita, o que importa de verdade, segue ainda engatinhando em 1,8 litros há anos.

Acho melhor guardar o espumante e deixar a comemoração disso tudo para depois que tomarmos iniciativas estrategicamente melhor colocadas para um real desenvolvimento do vinho no Brasil.

 

Fonte:  Fispal Foodservice – Lounge do Vinho

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As of this year, ExpoVinis Brasil, which was considered the main Latin American wine fair will no longer be held. It was swallowed up by the Fispal Food Service – the largest exhibition of the foodservice segment in the country that will take place from June 12 to 15 at Expo Center Norte in São Paulo.

Expovinis was, probably very appropriately, renamed Wine Lounge and according to the organizers “will have the objective of providing the sector’s entrepreneurs with the best wine options to be marketed in bars, restaurants and pizzerias and that may become an important option for supplement the sales on the menu and increase the profit margin of the establishments. ”

Let’s remember that lounge is an English word, which can mean living room, waiting room or anteroom. A room where nothing happens. A lounge bar, in turn, is a lounge where people can meet, interact in a relaxed manner and enjoy a few drinks. It looks a lot like Expovinis to expect any kind of change.

Expovinis was a little off, no clear direction, attracting few people able to conduct business and contact the professionals of the sector, main objectives of the fair. Most of the public behaved like in a consumer fair: asking little and drinking a lot. More often that not, too much.

It seems reasonable to move Expovinis to a major sector-related fair, but in this case, we should talk about APAS, the annual trade fair of the Supermarket Association. After all, it is in this channel that most of the sales of wine in Brazil take place. It is where you find the opportunities for immediate growth. However, this option seems to have been left out of the menu because the organizers of the two events are different and once again the wine sector in Brazil, separated by different interests, unable to find a common denominator between importers and national producers, will lose growth opportunities that remain like so many others, only in the promises.

What a fail.

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And the reason is simple: the sale of wine in bars and restaurants corresponds to less than 25% in Brazil and even in several countries of the world that have a much more deeply rooted tradition of consuming wine during meals. This is because restaurants charge too much for the wine, making it unattractive to the consumer of these places. And without a radical change of these entrepreneurs, it is unlikely that something will change.

Many importers and national producers participated spontaneously in the APAS, obviously looking for presence in the main wine sales channel and a public almost two times bigger than the one that visits Fispal. However, this increases promotion costs, decreases impact and results.

According to Fispal’s website, wine consumption in Brazil increased by 15.85% in the last 3 years, which any marketer can recognize as population growth. Still according to them, by 2030, Brazil will be the 5th most consuming wine in the world, which is also a “different” angle of interpreting numbers, since some of the great countries of the world (Russia, China and India) have a culture and consumption of wine still very incipient and thus it is easy to be the 5th in the world, while consumption per capita, which really matters, has been crawling around a mere 1.8 liters for years.

I think it is better to keep the sparkling wine in the fridge and celebrate after we take initiatives strategically better placed for a real development of wine in Brazil.

 

Fonte:  Fispal Foodservice – Lounge do Vinho

Afinal para que mudar? / Why do we have to Change?

Durante uma transição de carreira eu conheci o mundo do vinho e imediatamente me apaixonei. E como toda apaixonada, meu amor não via limites, só oportunidades. Eram feiras e congressos, vinhos nacionais ou importados, viagens, palestras, blogs, posts, lojas, restaurantes, importadoras, representações, países, castas e métodos de vinificação distintos, enfim, um mundo sem fronteiras a explorar.

Meu encanto com todas estas opções vagarosamente, foi sendo cerceado pela realidade de uma micro-empresária no Brasil. O dilema entre o que eu queria fazer e o que eu podia fazer. O processo foi vagaroso porque sempre fui persistente (ahan teimosa) e focada em resultados (ahan super teimosa). Eu me esticava daqui, puxava dali e achava que ía conseguir conciliar inúmeros projetos, afinal, gerenciamento de projetos também era algo que eu mandava bem.

Porém eu estava acostumada com o mundo corporativo. Foram quase duas décadas trabalhando em estruturas que acomodavam inúmeros projetos, equipes diretas, indiretas etc. Agora era só eu. E estava na cara que eu não estava dando conta. Não quis aceitar. Afinal, pequenos empreendedores que querem ser grandes falam sempre de como trabalhavam muito. Só que tem um momento de dizer chega.

É terrível este momento. Doído demais. Porém necessário, convida a reflexão, à auto-avaliação e finalmente àquele abismo assustador: a mudança necessária. Porque tem a mudança desejada: você pinta a casa, muda a decoração, de romântica para gótica, pinta o cabelo preto de ruivo, sei lá, mas é fruto de sua criatividade, e não necessidade.

Enfim,  deste momento casulo, em que me fechei, me ausentei e refleti, a Eu Levo Vinho deu espaço para a Portugal com Alma. Neste processo, abri mão de muitas atividades com clientes queridos, mas eu precisava dar foco naquilo que durante uma rígida análise é evidentemente a minha maior paixão: Portugal.

O outro lado da moeda é que a Portugal com Alma já nasceu assim: amada, desejada e querida por quem a conheceu na barriga, ainda como a Eu Levo Vinho.

E como criança muito esperada nasceu espoleta, cheia de novidades, alegrias e com mais paixão ainda pela terra do meu coração. Novos roteiros, festas medievais, aldeias misteriosas, herança celta, roteiros de águas termais. Gente, muita coisa boa. E mais facilidades nos pagamentos!

O vinho não foi esquecido, claro que não. Nem as viagens por outros países. Vem mais posts por aí. No entanto, de hoje em diante, somos Portugal com Alma, porque para ser Portugal tem que ter muita alma e amor no coração.


During a career transition, I got to know the world of wine and immediately fell in love with it. Exactly like all other lovers, my passion saw no limits, only opportunities. It comprised all and everything: national and imported wines, fairs and congresses, trips, lectures, blogs, posts, shops, restaurants, importers, exporters, countries, varieties and different vinification methods. A world without limits to explore.

My infatuation was slowly being curtailed by the reality of a micro-businesswoman in Brazil. The dilemma between what I wanted to do and what I could do. The process was slow because I was always persistent (ahan stubborn) and focused on results (ahan super stubborn). I would stretch out from here, pull from there and think that I could reconcile countless projects, after all, project management was also something that I did well.

But I was used to the corporate world. Almost two decades working on structures that accommodated countless projects, direct and indirect teams, etc. However, it was just me now. And it was obvious that I couldn’t do it all. I did not want to accept it. After all, small entrepreneurs who want to grow to be the big guys always talk about how they worked sooo hard. But, there is a moment you got to say enough is enough.

This moment is terrible. Awful. But necessary. It invites reflection, self-evaluation, and finally that frightening abyss: the necessary change. Because you have the desired change: you refurbish your house, change the decoration, you change your look from romantic to gothic, dye your black hair red, whatever, but it is the result of your creativity, not a necessity.

Finally, after this cocooning period, in which I closed myself and reflected, Eu Levo Vinho gave space to Portugal com Alma.

In this process, I gave up many activities with dear clients, but I needed to focus on what is obviously my greatest passion: Portugal.

The other side of the coin is that Portugal com Alma was born this way: loved, wanted and loved by those who knew her as an embryo, Eu Levo Vinho.

And as a very expected child, Portugal com Alma was born full of energy, full of news, joy and with more passion for the country of my heart. New tours, medieval festivals, mysterious villages, Celtic heritage, thermal water fonts. Guys, lots of good stuff. And a plus: easier payment methods!

The wine was not forgotten, of course not. Neither the trips to other countries. More posts out to come soon. However, from now on, we are Portugal com Alma, because to be Portugal you have to have a lot of soul and love in your heart.

Cortiça – do sobreiro à rolha

Tá super na moda o pessoal se lançar em debates frenéticos em defesa ou contra a utilização de rolha de cortiça no vinhozinho nosso de cada dia, pois a cada dia aparecem mais defensores da screwcap, rolhas plásticas, de vidro, etc. O certo é que este é o material vedante preferido para os vinhos, principalmente os de mais alta qualidade, pois a absoluta maioria dos consumidores o associa a este tipo de vinho e inclusive se dispõe a pagar mais pelo produto, de acordo a pesquisas em vários países. No fim das contas, mais de 12 milhões de garrafa por ano são vedadas com rolhas de cortiça.

9 entre 10 consumidores preferem... rolha!
9 entre 10 consumidores preferem… rolha!

A árvore que fornece a cortiça é da família do carvalho e é chamada de sobreiro, o bom e velho Quercus Suber L. Esta árvore é mais facilmente encontrada em Portugal, Espanha, Marrocos e Argélia, onde também se encontram os grandes centros beneficiadores de cortiça.

Nos sobreirais, as árvores se encontram espaçadas, naturalmente, pois não podem estar próximas a outras árvores já que necessitam de muito sol. Gostam também de terrenos mais arenosos e pedregosos, os muito argilosos podem deixar marcas na cortiça, pois a árvore absorve o barro. Um sobreiral, ou seja, um conjunto de sobreiros, é chamado de montado. E é uma das paisagens mais típicas e bonitas do Alentejo.

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Alentejo no inverno.
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Alentejo no verão.

A cortiça é reconhecida por ser:

  1. muito leve;
  2. elástica, por isso pode ser facilmente comprimida para entrar pelo gargalo de uma garrafa;
  3. impermeável a líquidos e quase impermeável a gases, protegendo o conteúdo da garrafa com perfeição;
  4. e imputrescível, pois resiste à ação da humidade.
A bolota também vem de um tipo de sobreiro.
A bolota também vem de um tipo de sobreiro.
E dá um sabor delicioso ao porco preto ibérico.
E dá um sabor delicioso ao porco preto ibérico que se alimenta dela.

A cortiça tem estas características, em parte, pela formação de anéis. Cada anel representa 1 ano de vida da árvore e é uma resposta ao risco de desidratação, pois a árvore é nativa de regiões muito secas. Outro ponto é que ela é bastante resistente a altas temperaturas e esta característica ajudou o sobreiro a sobreviver aos incêndios que destroem grandes florestas nos verões escaldantes destas regiões.

O sobreiro agradece tantas bênçãos de 2 formas:

  • tendo folhas verdes durante todo o ano e assim realizando fotossíntese por mais tempo que as árvores que perdem suas
  • folhas no inverno … e nós humanos certamente precisamos deste oxigênio;
    fornecendo a cortiça, é claro!

Além disso o beneficiamento da cortiça é bastante ecológico. Até suas aparas viram aglomerados, moídos e com cola. Ou combustível para as caldeiras.

Só depois da árvore alcançar 25 anos de vida é retirada a primeira cortiça, a cortiça virgem como chamam os produtores, que não pode ser usada. A segunda é chamada amadia e daí por diante se segue um ritual que se repete a cada 9 anos. Não é anormal que só após a quarta retirada de cortiça se possa produzir rolhas. Para elas a vida começa mesmo aos 50! O ano que a gente vê marcado na árvore é o ano da extração. Um sobreiro dá cortiça por cerca de 200 anos.

Mas há que se ter cuidado! A cortiça é basicamente a casca da árvore e só pode ser retirada por profissionais habilitados e com muita cautela, pois um corte errado pode destruir a produção da árvore para sempre. Por exemplo, não se retira cortiça da parte de cima da árvore para não estragar a copa. A extração se dá no final da primavera e no verão.

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A rolha pode ser:

  1. natural: extraída por brocagem da cortiça;
  2. natural colmatada: tem seus poros preenchidos por pó de cortiça;
  3. de champagne: possuem um corpo aglomerado e 1, 2 ou 3 discos num dos topos, mas com diâmetro maior que as rolhas normais;
  4. técnica: possui um corpo de cortiça aglomerada muito densa e com discos de cortiça natural colados em 1 ou 2 topos;
  5. técnica micro-granulada: de nova geração com um corpo de cortiça aglomerada de granulometria específica;
  6. capsulada: rolha natural cujo topo é colada uma cápsula de madeira, PVC, metal, vidro, etc.

Tudo isso visa se adequar às necessidades do vinho e seu produtor. A rolha para vinho de mesa, por exemplo, tem diâmetro superior à rolha para o vinho do Porto, pois o vinho do Porto não gasifica e não precisa de rolha tão forte. Já a rolha de espumante, como vimos, é super reforçada. Faz todo sentido, né?

Tá vendo?
Tá vendo?

Mas o destino da cortiça, em termos de rolha, é selado já na sua pré-seleção após a extração, a primeira de 3. Vamos ver como é o beneficiamento, passo a passo?

  1. Secagem. Ela passa 6 meses secando antes do beneficiamento. Esta fase é fundamental para a qualidade. Aqui ocorre a primeira separação de acordo a cor e textura.
  2. Cozedura em caldeira a lenha. Só água para esterilização e amolecer, assim se pode aplainar por 1 hora, pois fica mais maleável. Após o processo, ela deve repousar, de acordo com a cortiça, mais ou menos 8 dias;
  3. Corte / rabaneira;
  4. Fura / broca;
  5. Pré-escolha, a segunda classificação;
  6. Secagem em estufa por 1 noite mais ou menos;
  7. Retificagem de calibres e topos;
  8. Pré-seleção classe, a terceira e ultima triagem;
  9. Limpeza;
  10. Revestimento;
  11. Gravação de nome do produtor, etc;
  12. Tratamento com silicone;
  13. Embalagem;
  14. Teste de humidade, densidade e diâmetro com 20 rolhas a cada lote no vinho para macerar e analisar.
Cozedura.
Cozedura.
Rol.has cortadas.
Rolhas cortadas.
Seleção final.
Seleção final.

Você já deve imaginar que com tudo isto, a simples e inocente rolha que você parte no meio ao abrir sua segunda garrafa tem um custo significativo. Pois bem, os preços variam de 70 a 800 euros o milhar.… Existem 7 classes de rolha: a flor ou super extra é a de melhor qualidade.

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Os cuidados com limpeza e qualidade são muito bem explicados pelo TCA. Quem? Um composto químico, o TCA, o que o pessoal do vinho chama de bouchonné, que pode ser originário da cortiça. Ou não, já que o TCA é encontrado em barris de madeira, e pode ser causado por más condições de armazenamento e pelo transporte da cortiça e do vinho. Mas a rolha de cortiça é normalmente considerada a responsável pelo odor característico, descrito como semelhante a jornal mofado, cachorro molhado, pano úmido ou porão úmido.

O limiar humano para a detecção de TCA depende da sensibilidade de cada indivíduo, mas é sempre inofensivo para a saúde. A taxa de incidência do TCA é de 0,7 a 1,2%. Para nossa alegria, os resultados de testes, mostram uma forte redução nos níveis de TCA, de cerca de 81% na última década.

Nosso amado Portugal é responsável por cerca de 50% da produção mundial de 200 mil toneladas de cortiça. Aproximadamente 1/3 da cortiça é transformada em rolha, pois o material é muito versátil e não só origina roupas, calçados, bolsas, bijuterias, mas também serve por exemplo, de revestimento para foguetes. Isso mesmo. Foguetes…

A indústria da cortiça é hoje um verdadeiro pilar social para milhares de pessoas, muitas vezes em regiões onde representa a principal fonte de renda das famílias, pois em Portugal deram origem a 8.000 postos de trabalho diretos em mais de 600 empresas e mais de 6.000 postos de trabalho na área de exploração florestal. Isso fora os postos de trabalho indiretos.

Quem diria...
A rolha. Quem diria…

Nosso agradecimento especial ao Sr. Elisio Ferreira dos Santos, 97 anos, proprietário da Elisio e da JJ, fábricas que tem mais de 70 anos de história beneficiando cortiça e a seus filhos que nos acolheram com tanta consideração.

Não tá a fim de ler tanto? Vê o filme, mas tem menos detalhes porque é material de aula.

Cortiça do sobreiro à rolha. Cada passo da transformação desta matéria-prima incrível desde o Alentejo onde cresce em abundância até a região do Porto onde é beneficiada.

Fonde de dados: APCOR

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Presently it is quite popular that people enter into frantic debates in defense or against the use of cork in wine, specially as screwcaps, plastic stoppers, glass stoppers, etc become more and more common. The fact is that this is the preferred stopper for wines, especially those of higher quality, since the absolute majority of consumers associate it with this type of wine and are even willing to pay more for the product, according to research in several countries. More than 12 million bottles per year are sealed with cork stoppers.

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9 out of 10 consumers prefer … cork!

The tree that provides the cork is from the oak family and is called cork oak, the good old Quercus Suber L. This tree is most easily found in Portugal, Spain, Morocco and Algeria, where we also find the large cork producing companies .

In the fields, trees keep a certain distance from each other, because they can not be close to each other as they need a lot of sun. They also like more sandy and stony soils. Soils high in clay can leave marks in the cork, because the tree absorbs the clay. A Montado is a set of cork trees. And it is one of the most typical and beautiful landscapes of Alentejo.

 

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Alentejo in the winter.
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Alentejo in the summer.

 

Cork is known for being:

  1. very light;
  2. elastic, so it can be easily compressed to pass through a bottleneck;
  3. impermeable to liquids and almost impermeable to gases, protecting the contents of a bottle to perfection;
  4. and it does not rotten, because it resists to humidity.
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The acorn also comes from a type of cork tree.
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And it gives a delicious flavor to the black Iberian pig that feeds on it.

Cork has these specific characteristics, in part, by the formation of rings. Each ring represents 1 year of the life of the three and is a response to the risk of dehydration because the tree is native to very dry regions. Another point is that it is quite resistant to high temperatures and this helps cork trees to survive the fires that destroy large forests in the scorching summers of these regions.

The cork tree thanks so many blessings in 2 ways:

  1. having green leaves throughout the year and thus performing photosynthesis for longer than the trees that lose their leaves in winter … and humans certainly need this oxygen;
  2. providing cork, of course!

The processing of cork is also very ecological. The left overs from production can be agglomerated by being ground and glued. Or it can be used as fuel for boilers.

The first cork extraction happens after the oak is 25 years old. This is the “virgin cork”, as the producers call it. However, it is useless. By the second year, the tree produces the  “amadia”, and thereafter follows a ritual that is repeated every 9 years. It is not unusual for cork stoppers to be produced only after the fourth cork removal. For them life begins at 50! The year that we see marked in the tree is the year of extraction. A cork tree gives corks for about 200 years.

But you have to be careful! The cork is basically the bark of the tree and can only be removed by qualified professionals and with great caution, because a wrong cut can destroy the production of the tree forever. For example, no cork is removed from the top of the tree to avoid ruining the canopy. Extraction occurs in late spring and summer.

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A cork can be:

  1. natural: extracted by cork drilling;
  2. colmated natural: has its pores filled with cork dust;
  3. of champagne: they have an agglomerated body and 1, 2 or 3 discs in one of the tops, but with a larger diameter than the usual corks;
  4. technical: has a very dense cork body with natural cork disks glued in 1 or 2 tops;
  5. micro-granulated technique: new generation with a cork body agglomerated of specific granulometry;
  6. capsulated: natural cork whose top is glued with a wooden cap, PVC, metal, glass, etc.

All this aims to adapt to the needs of the wine and its producer. The cork for table wine, for example, has a bigger diameter than the cork for Port wine, because Port wine does not gasify and does not need such a strong cork. The sparkling cork, as we have seen, is super-strengthened. Makes all the sense, huh?

 

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Can you see it?

 

But the fate of raw material, in terms of which kind of cork it is going to be, is sealed already in its pre-selection after the extraction. Let’s see the processing, step by step?

  1. Drying. It spends 6 months drying before processing. This phase is key to quality. Here the first classification occurs according to color and texture;
  2. Cooking in a wood burning boiler. Only water is used for sterilization and softening, so then it can be pressed flat for 1 hour, as it becomes more malleable. After the process, it must rest, depending on the cork, for about 8 days;
  3. Cutting;
  4. Drilling;
  5. Pre-choice, the second classification;
  6. Greenhouse drying for 1 night or so;
  7. Rectification of gauges and tops;
  8. Preselection class, the third and last sorting;
  9. Cleaning;
  10. Coating;
  11. Name engraving of the producer, etc;
  12. Treatment with silicone;
  13. Packaging;
  14. Moisture, density and diameter test with 20 corks per lot in the wine to be macerated and analyzed.
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Cooking.
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Cut cork.

 

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Final selection.

 

You should imagine that with all this, the simple and innocent cork you go in the middle when opening your second bottle has a significant cost. Well, prices range from 70 to 800 euros a thousand … There are 7 classes of cork: the flower or super extra is the best quality.

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All the care with hygiene and quality are very well explained by TCA. What? TCA is a chemical compound, that wine people call bouchonné, which can be originated in cork. Or not. TCA is also found in wooden barrels, and can be caused by poor storage and transportation conditions of cork and wine. But the cork stopper is usually considered to be responsible for the characteristic odor, described as similar to moldy newspaper, wet dog or damp cloth.

The human threshold for the detection of TCA depends on the sensitivity of each individual, but is always harmless to the health. The incidence rate of ACT is 0.7 to 1.2%. Test results show a strong reduction in TCA levels of around 81% in the last decade.

Our beloved Portugal accounts for about 50% of the world’s production of 200 thousand tons of cork. Approximately 1/3 of raw material is turned into cork, since the material is very versatile and not only produces clothes, shoes, handbags, jewelry, but also serves, for example, for rocket lining. That’s it. Rockets …

The cork industry is today a true social pillar for thousands of people, often in regions where it represents the main source of income for families, since in Portugal they support 8,000 direct jobs in more than 600 companies and over 6,000 jobs in the area of ​​logging, considered indirect jobs.

 

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The cork. Who would say …

 

Our special thanks to Mr. Elisio Ferreira dos Santos, 97 years old, owner of Elisio and JJ, factories that have more than 70 years of history processing cork and his family who welcomed us with so much attention.

Don’t like to read this much? See the movie, but it has less details as it is used as classes material. Link below.

Cork from oak to bottle. Every step of the transformation of this incredible raw material from Alentejo where it grows in abundance until Porto city where it is industrialized.

Source: APCOR

Você conhece vinho verde? / Do you know “vinho verde”?

Acha que vinho é tinto? Talvez branco? Puxou no fundo da memória um rosé? Mas saiba que existe vinho verde e é um vinho que tem muito a dizer.
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Ao contrário do que muita gente pensa, o vinho verde não é feito de uvas verdes, principalmente porque vinho (suco de uva alcoólico) é o resultado da fermentação de leveduras (normalmente da própria fruta, localizadas na casca dela) com o açúcar também da própria fruta. E a uva, como qualquer fruta, só contém açúcar quando está madura.
Agora que você já sabe o que o vinho verde não é, vamos saber suas principais características.
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Rótulo de vinho verde, apenas especificando o produtor.
A casa dele é o noroeste de Portugal. É uma região basicamente demarcada pelos rios Minho ao norte (divisa com a Espanha) e um pouco além do Douro ao sul. E que recebe grande influência do Oceano Atlântico ao oeste. Finalmente a leste estão diversas serras, o que dá à região uma aparência de anfiteatro, se você a imaginar da costa para o interior, vista de cima. Uma área, portanto, muito húmida, cercada de água por quase todos os lados. O nome vinho verde vem da paisagem característica desta região: extensas planícies verdejantes com algum relevo diferente ocasional.
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O rio Minho, na fronteira da Espanha com Portugal e a sua paisagem verde exuberante.
Tanto verde acaba por originar muita matéria em decomposição na terra, o que aliado a um solo de granito com um PH baixo por sua vez origina terrenos com caraterísticas muito especiais.
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O solo granítico que aliado ao clima origina um terreno com características muito particulares.
Mas se fosse só isso, seria o vinho branco do norte de Portugal, certo? O que caracteriza o vinho verde, além de ser elaborado nesta região específica de Portugal, com as mencionadas características especiais, é a leveza, o frescor e o menor teor alcoólico. Atenção pessoal da dieta, menos álcool significa menos calorias. Então vale a pena conhecê-lo melhor, por que além de tudo, os vinhos verdes são aromáticos e gastronômicos, reunindo qualidades perfeitas para a nossa culinária e clima.
Detalhe importante: este vinho único no mundo apresenta exemplares brancos (o mais comum por aqui), rosés, tintos e espumantes.
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Exemplo de vinho verde rosé e de vinho verde espumante.
Esta região, acredita-se, foi originalmente ocupada pelos celtas. Fãs de cidra e cerveja, os celtas estavam acostumados com bebidas mais leves e de menor teor alcoólico que os vinhos em geral. Durante a ocupação romana e a introdução da cultura da vinha pelos mesmos, esse estilo de vinho, de maior afinidade com a cerveja, se popularizou. Não se parece com o gosto do brasileiro?
Mas não só com o gosto dos brasileiros. Estes vinhos são os mais exportados de Portugal logo depois do emblemático vinho do Porto. Os países que mais importam vinho verde de Portugal são Estados Unidos, Alemanha e França. Imagine, o país símbolo do vinho, é fã de vinho verde!
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Lindas paisagens verdejantes do noroeste de Portugal.
A uva estrela desta região é a Alvarinho. Originária da Espanha (Albariño), esta casta encontrou nesta região, especificamente na sub-região de Monção e Melaço, as melhores condições para potencializar o que tem de melhor.
Outras castas são a Trajadura, Loureiro e a Arinto, também conhecida como Pedernã.
A casta Alvarinho tem muito aroma e sabor de fruta (pêssego, laranja, maçã verde) e de flor (acácias, flor de laranjeira).
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Cacho de Alvarinho com sua característica “orelinha”.
As uvas Loureiro agregam aromas e sabores similares ao da Alvarinho e um toque herbáceo, de louro.
A Trajadura possui aromas delicados de frutas (maçãs, pêssegos e peras).
A casta Arinto, além de um fundo cítrico, agrega principalmente o maravilhoso frescor que caracteriza o vinho verde e o faz delicioso para acompanhar, mariscos, peixes e carnes brancas.
Normalmente são consumidos jovens (no máximo com 2 ou 3 anos) e entre 8º e 12ºC. Evite servir com molhos cítricos, a base de iogurte ou muito apimentados.
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O serviço do vinho verde utiliza a mesma taça de vinho branco.
Voltando à culinária brasileira, vinho verde combina bem com:
Norte: costela de tambaqui grelhada.
Nordeste: torta e bobó de camarão, casquinha de siri e acarajé. Só evite se o prato for muito picante.
Centro-oeste: sopa paraguaia (bolo típico, feito com queijo minas) e empadão goiano.
Sudeste: lombo assado, cuscuz paulista e leitão à pururuca.
Sul: tainha na telha e galeto grelhado.
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A versatilidade do vinho verde permite combinações com peixe ou carne.
Combina perfeitamente bem com outros pratos como sushi ou sashimi, filé de peixe com molho camarão ou alcaparras, carne seca com purê de abóbora e bisteca de porco.
E é ideal para comida de boteco: bolinho de mandioca, frango a passarinho, coxinha e o meu predileto, pastel de palmito.
Eu sei que estamos acostumados com o Cabernet chileno e o Malbec Argentino, mas com a chegada da primavera, lhes convido a se aventuraram pelo mundo dos vinhos brancos em geral e pelos caminhos florais do vinho verde, em especial. Especialíssimo. E variedade é o que não falta.
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Agradecimento: Eng. Enólogo José Domingues.
Não gosto de dizer quais sensações, aromas e sabores que você vai encontrar no vinho porque essa é uma experiência pessoal, para mim é como contar fim de filme. Deixo uma listinha de 12 preferidos.
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Até R$ 50
1) Casal Garcia (Trajadura, Loureiro, Pedernã e Azal) 2011 no site da Wine a R$ 30
2*) Tapada dos Monges (corte de Arinto, Trajadura e Padernã) 2012 a R$ 37 no Makro
3) Varanda do Conde (Alvarinho e Trajadura) a R$ 42 no Pão de Açucar Delivery.
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4) Muralhas de Monção (Alvarinho e Trajadura) 2012 a R$ 47 no site da Wine.
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Até R$ 100
5) Quinta da Aveleda (Trajadura) a R$ 54 no site da Americanas.
6*) Quinta da Gomariz Grande Escolha (Loureiro) 2012. Encontrei o 2011 a R$ 80 no site da importadora, a Decanter.
7) Deu la Deu (Alvarinho) 2011 a R$ 91 no site da wine.
8*) Portal do Fidalgo (Alvarinho) a R$ 95 no site da Bebida on Line.
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9*) Muros Antigos (Alvarinho) 2012 a R$ 100 no site da importadora, a Decanter.
Mais de R$ 100
10*) Soalheiro (Alvarinho) 2012 indisponível no site da importadora, a Mistral, mas encontrei no site do Varanda a R$ 115.
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11*) Muros de Melgaço (Alvarinho) 2011 a R$ 160 no site da importadora, a Decanter.
12*) Covela (Avesso) Escolha 2012 não tem o preço no site da importadora Magnun, mas no site da Boutique do Vinho vi a R$ 165.
Nota: os preços (de 2013) são uma referência para ajudar na hora da escolha e de total responsabilidade dos vendedores.
* Vinhos da lista dos 50 grandes vinhos de Portugal no Brasil

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Do you think all wine is red? Maybe some are white? Do you recall perhaps a rosé ? But we would like to tell you that there is vinho verde (green wine) and it is has a lot to say.
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Contrary to popular belief, “vinho verde” is not made from green grapes, mainly because wine (alcoholic grape juice) is the result of fermentation of yeasts (usually of the fruit itself, located in the bark) with the sugar also in from fruit. And the grape, like any fruit, only contains sugar when it is ripe.
Now that you already know what “vinho verde” is not, let’s know its main features.

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“Vinho verde” label, only specifying the producer.

It is typical from the northwest of Portugal. It is a region basically demarcated by the rivers Minho to the north (border with Spain) and a little beyond the Douro to the south. It receives a big influence from the Atlantic Ocean to the west. Finally to the east, there are several mountain, which gives the region an amphitheater appearance, if you imagine it from the coast to the interior, seen from above. An area, therefore, very humid, surrounded by water on almost all sides. The name “vinho verde” comes from the characteristic landscape of this region: extensive green plains.

The river Minho, on the border of Spain with Portugal and its lush green landscape.

So much green originates a lot of decomposing matter in the earth, which allied to a soil of granite with a low PH in its turn originates lands with very special characteristics.

The granite soil that allied with the climate originates a land with very particular characteristics.

But if that was all that, this would be white wine from the north of Portugal, right? What characterizes “vinho verde”, besides being elaborated in this specific region of Portugal, with the mentioned special characteristics, is the lightness, the freshness and the lower alcoholic content. So here we have the first interesting tip: less alcohol means less calories. Then it is worth to know it better, because after all, “vinho verde” is aromatic and gastronomic, bringing together perfect qualities for pairing.
Important detail: this unique wine in the world presents white specimens (the most common here), rosés, reds and also sparkling wines which are difficult to find outside Minho region in Portugal.

Example of rosé green wine and sparkling green wine.

This region was originally occupied by the Celts. Fans of cider and beer, the Celts were accustomed to lighter and less alcoholic beverages than wines in general. During Roman occupation and the introduction of the culture of the vineyard by them, this style of wine, more similar to beer became popular.
These wines are the most exported from Portugal just after the emblematic Port wine. The countries that most import “vinho verde” from Portugal are the United States, Germany and France. Who would guess it, the country that is the symbol of wine is a fan of “vinho verde”!

Beautiful green landscapes of northwest Portugal.

The star grape of this region is “Alvarinho”. Originally from Spain (Albariño), the variety found in this region, specifically in the sub-region of Monção and Melaço, found the best conditions to enhance their best qualities. Other varieties are Trajadura, Loureiro and Arinto, also known as Pedernã. The Alvarinho variety has awesome aroma and flavor of fruit (peach, orange, green apple) and flower (acacia, orange blossom).

Cacho de Alvarinho and its characteristic “ear”.

Loureiro grapes add aromas and flavors similar to that of Alvarinho and an herbaceous touch, of laurel. Trajadura has delicate aromas of fruits (apples, peaches and pears).
Arinto grape variety, besides a citric note, adds the wonderful freshness that characterizes “vinho verde” and makes it delicious to pair with seafood, fish and white meats.

It is meant to be drank usually young (maximum 2 or 3 years) and between 8º and 12ºC. Best to avoid serving with citrus, yogurt or very spicy sauces.
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The service of “vinho verde” uses the same glass of white wine.

It pairs well with:
hard cheese, cod, fish & chips, shrimp, crab, pork, chicken, sushi or sashimi.
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