Dia 7 – Viseu, por último mas o melhor.

Nosso último dia juntos começa cedo no Solar do Dão, localizado em Viseu. É neste antigo solar onde se localiza a Comissão Vitivinícola do Dão. Lá a turma teve a oportunidade de aprofundar seus conhecimentos técnicos sobre a região, degustar a variedade de vinhos produzidos por lá e ainda comprar algumas garrafas.

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Em seguida visitamos a estátua de Viriato, famoso personagem da história local e fomos para o centro de Viseu, conhecida como a cidade jardim pela sua beleza e considerada como uma das cidades de melhor qualidade de vida de toda a Europa.

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O almoço foi na Taberna da Milinha para conhecer uma tasca portuguesa. A bisavó do boteco.

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O chef preparou comidinhas mil que acompanharam o vinho da casa de maneira perfeita.

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E claro que não podiam faltar os enchidos e queijos locais.

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A tarde foi dedicada às compras. O grupo se soltou no Palacio do Gelo, aproveitando as ofertas e comprando os últimos presentes.

À noite tivemos a oportunidade de visitar a Adega de Penalva do Castelo que estava em plena atividade, recebendo uvas de seus mais de 1.000 associados.

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Ver tanto vinho abriu o apetite e fomos direto para o famoso leitão assado no forno à lenha, devidamente acompanhado pelos excelentes espumantes da Adega. Aliás se quiser importar os vinhos da Adega, temos o orgulho de representá-los aqui. (1 minuto pro comercial, né gente).

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Após o jantar, nossos convidados foram agraciados com um certificado de participação nas vindimas pelo Presidente da Câmara (equivale ao nosso prefeito). Afinal, tanto trabalho duro!

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E depois da cerimônia o rancho folclórico de Penalva do Castelo arrasou nas músicas tradicionais. Juntando a animação portuguesa com a brasileira foi um verdadeiro festerê com muita dança e risadas. Lembre, estas pessoas trabalharam o dia todo e vieram até aqui para defender e mostrar sua cultura. Aliás, a Dna. Luísa (do lencinho amarelinho) estava de aniversário!!! E deixou de estar com a família para estar conosco. Na aldeia é assim.

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Para fechar a noite e nossa aventura na aldeia, um brinde reunindo toda a gente que se juntou para festejar e celebrar mais um dia na aldeia.

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Gostou? Então vem com a gente!

Dia 6 – O Douro também pode ser rural.

Se você conhece só um pouco de Portugal, certamente já escutou sobre o Douro. Nosso grupo pediu para visitá-lo pois não o conheciam e um enófilo ir a Portugal e não conhecer o Douro, bem… é como ir… Você já sabe.

A Quinta do Marrocos era o nosso destino e a vista com a qual nos receberam é digna deste patrimônio tombado pela Unesco. Muitas vinícolas desta região abrigam hotéis sofisticados e restaurantes refinados. A Quinta, no entanto, é exatamente o tipo de experiência que gostamos. Uma refeição à moda antiga, ambientada numa cozinha do século XIX foi tudo de bom.

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Sopinha de espinafre servida exatamente como antigamente como entrada e uma bela feijoada portuguesa no prato principal.

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A visita incluiu o centenário vinhedo.

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E a adega, a degustação de 3 maravilhosos vinhos do Porto além do branco e do tinto da casa. Tudo fruto do trabalho da fantástica Ana Cristina, a gentileza em pessoa.

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Passamos por todo o Douro e na volta paramos em Penédono e Trancoso para conhecer aldeias históricas.

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Mas era hora de voltar para casa porque alguém muito importante esperava por nós.

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Nossa safra Há Pão de 2016 precisava ser pisada. E a turma era só animação.

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Aqui está a prova.

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Depois de tanto gasto de energia, a galera precisou de um bacalhau a lagareiro.

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E para fechar a noite, filhoses com mel da Dna. Lourdes.

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Tá bom ou quer mais?

Dia 5 – Um dia de história e gastronomia, mas principalmente de convivência.

Lembra quando eu falei que Penalva do Castelo tem muito para ser visitado (Penalva do Castelo e seus Tesouros) e muita história para dar a conhecer? Pois bem, nesta manhã saímos cedo para conhecer o mosteiro de uma das primeiras ordens templárias. Uma história muito rica, mas só estando lá e escutando a nossa fiel companheira Sandra contá-la para se sentir transportado no tempo.

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E esta aí o pessoal super entretido nas explicações.

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Dali, fomos conhecer a ponte medieval que foi recém restaurada, atravessando o rio Dão, ela dava passagem àqueles que se dirigiam ao mosteiro.

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Para marcar nossa visita guiada, uma pose em grupo nas belas vinhas do Dão.

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A verdade é que já era hora de conhecer o Sr. Silvio e a sua rica história de vida. E com ele aprender uma arte que está desaparecendo por falta de artesãos: a cestaria. Acredite ou não esta já foi uma atividade artesanal economicamente relevante em Portugal. Mas só tem graça quando o Sr. Silvio conta.

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É claro que com tanta gentileza logo se estabeleceu uma relação de amizade e a fotinho em grupo não podia faltar. Bateu a fome e a hora era de visitar uma das queijarias premiadas da região e aprender a fazer o famoso queijo da Serra da Estrela.

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O Sr. Carlos e sua familia cuidam sozinhos desta produção artesanal, complexa e de qualidade reconhecida. Não deu outra, cada um voltou com um queijinho pra casa. É só congelar para viajar.

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Após o almoço fomos visitar a Quinta da Vegia com seus vinhos variados mas com uma coisa em comum: a qualidade.

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Nosso jantar foi em Várzea de Calde, uma aldeia pertinho da badalada Viseu.

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A razão era degustar um delicioso cabrito assado, um dos pratos típicos da Beira Alta.

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Mas também havia 2 motivos adicionais. O primeiro era ver a cerimônia do toco. Um costume cuja origem se perde no tempo e que impacta pelo vigor.

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A cerimônia foi embalada pelas senhoras do grupo folclórico local que encenaram a produção do linho enquanto cantavam as músicas tradicionais.

São senhoras que possuem casa, família e trabalho, mas que se juntam para manter viva a tradição da aldeia.

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E por falar em linho, você sabe como ele é produzido? Eu não sabia, mas a Glória do Museu Etnográfico de Várzea de Calde foi nossa guia em mais uma viagem pelo tempo e pelas coisas da aldeia.

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O museu é muito rico em peças e as guias muito gentis e bem informadas. Vale muito a pena. No fim da noite tinha gente até pensando em mudar de profissão…

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Mas acabou tudo foi na maior festa!

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Dia 4 – O tão esperado dia da vindima.

A ansiedade do grupo era palpável durante toda a manhã. O grupo estava ansioso por sua primeira vindima e como ela seria. Um sentimento de “friozinho na barriga” comum a quando fazemos algo pela primeira vez. É intrigante como uma tarefa tão simples possa deixar as pessoas com toda esta expectativa.

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Chegando lá, o pessoal não ficou tímido, não. Luvas e tesouras tinindo de novas, se jogaram nas videiras. Alguns estreavam em meio às parreiras.

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Outros já eram veteranos.

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É claro que de vez em quando a gente precisa de uma pausa para um gole de vinho e trocar uma idéia com a galera!

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Ou para fazer uma pose no vinhedo!

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E até mesmo aprender a dirigir trator, o que seria, de fato, muito útil na Marginal Pinheiros.

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Outros ficam dizendo toda hora que “vão ao poço”. Você pode pensar, como eu, que a pessoa realmente quer se hidratar numa tarde de calor no outono. Até que você nota que tem umas 10 pessoas no poço e ninguém sai de lá.  Porque? Por que guardaram o vinho no poço para ele ficar fresquinho… O pessoal aprende rápido.

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Terminada a vindima, aqueles que deram duro para colher as uvas vão aproveitar a deliciosa merenda preparada pelos proprietários das terras, o Sr. Frutuoso e a Sra. Lourdes.

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Trabalhar juntos e depois desfrutar de uma refeição com quem é dono da terra e possui muita história para compartilhar é incomparável. Por isso, a sua vindima pode ser como muitas outras e você será mais um grupo de turismo a ter uma experiência parcial.

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Ou então você vem com a gente e tem a chance de viver intensamente a experiência completa, ser um autêntico viajante.

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Que venha a vindima 2017!

Dia 3 – Penalva do Castelo e seus tesouros.

Quando pensamos numa aldeia, acho que a imagem mais comum é de um lugar pacato, parado, onde os dias passam lentos e a vida não tem novidades. Pois bem, aqui não é bem assim, Penalva do Castelo tem um monte de história, ou até de pré-história e com a pessoa certa, nossa amiga Sandra Marinho da Câmara da Freguesia, a gente passou uma manhã conhecendo um pouco destes tesouros históricos.

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Pausa para o almoço: arroz de polvo e vinho: Há Pão?

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Bom, chega de comer e vamos cozinhar com nossa mulher maravilha, a Lurdes. Sabe tudo e mostrou pra galera como se faz pão português do melhor. Há Pão e do melhor. Aqui a gente não para.

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Depois do jantar, fomos à exuberante Viagem Medieval em Canas de Senhorim.

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Dia 2 – Ao pé da Serra da Estrela para conhecer ……. vinho.

Nosso primeiro dia juntos começou com degustação. É claro. Direto para a Lusovini, a produtora de vinhos como o Flor de Nelas e o Pedra Cancela, excelentes exemplares em seu segmento. Esta antiga cooperativa foi comprada e remodelada por feras no assunto que a fizeram uma potência em termos de marcas, vendas e agora, um lugar super agradável para visitar.

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Recebidos como se recebem amigos, com um delicioso espumante, logo fizemos um visita detalhada por toda equipe da Lusovini e olha, vinho excelente que você encontra no Brasil, é que não faltou.

Seguimos para rever os amigos da Adega do Carvalhão Torto. Uma proposta totalmente diferente. Uma Adega familiar, administrada por uma família linda, envolvida com o assunto há décadas e que nos recebeu com um carinho tão grande que encantou o grupo todo. Estes vinhos ainda não têm a exposição que merecem no Brasil, mas tudo muda, não é mesmo?

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Sr. Oliveira, Luiz e sua irmã nos honraram com esta foto de grupo.

Depois de tanto vinho, só mesmo respirando um pouco de ar fresco no topo da Serra da Estrela! Ufa…

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Dia 1 – A emoção da chegada.

Nosso grupo de visita eno-gastronômico e histórico-cultural chegou. Um nome grande para coisas simples como devorar a tradicional comida portuguesa, beber seu delicioso vinho e conhecer tesouros antigos e escondidos que só mesmo os locais conhecem e compartilham com o carinho do povo da aldeia.

Para isso, recebemos nossos convidados com um delicioso almoço na Casa Aleixo no Porto e fomos direto ao Hotel Palácio do Bussaco para conhecer um pouco da história, ver de perto um dos mais belos monumentos deste país e brindar com um tradicional espumante da região a chegada de novos amigos.

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Depois, já em casa, foi hora de relaxar e conhecer o que atraiu todos até aqui: a adega do Há Pão.

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Final perfeito para um dia corrido, mas muito legal.

Como não comprar gato por lebre no caso de um dos vinhos mais famosos do mundo

Em nosso mais recente post, contamos sobre o aniversário do Julgamento de Paris, quando o Chateau Montelena e o Stag’s Leap foram preferidos pelos próprios juízes franceses entre vinhos de Bordeaux e Borgonha. O Chateau Montelena tem um rótulo icônico, que até filme já virou (Bottleshock ou Julgamento de Paris), mas o Stag’s Leap é um rótulo menos conhecido. E o mais curioso, é que Stags Leap (sem o apóstrofe é o nome de uma AVA da Califórnia) e significa em português “salto do veado”. Não bastasse isso existem 2 vinícolas quase com o mesmo nome e que podem equivocar os mais desavisados.

Curiosamente, as 2 vinícolas foram fundadas na década de 70 no distrito de Stags Leap em  Napa Valley. Querendo honrar a área onde suas uvas eram cultivadas, cada uma adotou o nome do distrito como o nome de sua adega. Até aí tudo bem, o problema começou quando uma delas ganhou uma competição internacional e a outra não.

A coisa ficou tão complicada que a briga chegou à Suprema Corte da Califórnia que determinou que já que ambas as vinícolas foram fundadas ao mesmo tempo na mesma área e lançaram seus vinhos no mesmo ano, 1972, ambas teriam o direito de usar o mesmo nome. A solução dada pelos juízes: uma vinícola usaria um apostrofe antes do (s) e a outra depois.

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Após o processo resolvido, os proprietários das vinícolas se tornaram amigos, lançando em 1985 um Cabernet Sauvignon com igual percentual de uvas de cada propriedade sob o nome “Accord”.

Hoje as 2 vinícolas produzem vinhos deliciosos e têm uma bela distribuição. Pelo menos nos EUA. E se você estiver por lá e quiser provar o que é representativo de cada uma, para a Stag’s do Julgamento de Paris procure o Cabernet S.L.V. e para a Stags’ procure o renomado Petite Syrah. Cheers!

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Fonte: You may not be drinking the famous Stags Leap wine you think you are drinking