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Não perca: Feira Medieval de Pinhel (Guarda) – A Cidade do Falcão

Pinhel irá promover mais uma edição de sua Feira Medieval, que irá decorrer de 01 a 04 de junho no centro histórico do município.
Uma verdadeira viagem no tempo, re(a)vivando a sua história e as suas memórias, enchendo de vida e cor o centro da cidade com a 4ª edição da Feira Medieval – A Cidade do Falcão – “Guarda-Mor do Reino e Senhorios de Portugal”.
Pinhel fica a 2 horas da cidade do Porto. Se estiver pelo norte Portugal, não perca os manjares, cortejos, torneios, teatros, música, dança e animação de rua desta linda festa.

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Pinhel will promote another edition of its Medieval Fair, which will run from 01 to 04 June in the historic center of the municipality.
A true journey through time, re living history and its memories, filling the city’s historical center with life and color during the 4th edition of the Medieval Fair – The City of the Falcon – “Guardian of the Kingdom and Landlords of Portugal”.
Pinhel is 2 hours from Porto, if you are in northern Portugal, do not miss the delicacies, processions, tournaments, theaters, music, dance and street entertainment of this awesome party.

Olha só o vídeo. / Check the video.

Festa Medieval de Pinhel

Vindima no Dão / Winemaking in Dão

Que rufem os tambores!
Chegou o post sobre o tão esperado roteiro de Vindimas no Dão. Um convite para conhecer a fundo um dos segredos mais bem guardados de Portugal: o Dão, uma DOP que produz alguns dos mais elegantes Touriga Nacional do país.

No nosso mais tradicional roteiro oferecemos gastronomia, história e convivência na aldeia com o conhecimento aprofundado da elaboração do vinho, desde a vindima até a adega, em produtores artesanais, de médio e grande porte. Uma verdadeira imersão no mundo do vinho.

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Partiremos do ponto de encontro no Porto com destino à frequesia da Ínsua no conselho de Penalva do Castelo. Penalva possui uma das maiores concentrações de monumentos históricos de Portugal: sítios pré-históricos, romanos e medievais.

Já a Casa da Ínsua, uma das 4 casas que delimitam a região do Dão, foi construída na segunda metade do século XVIII. A quinta possuía a única fábrica de gelo na região, uma geradora hidroeléctrica, adegas e lagares. Tudo isso preservado com cuidados dignos de museu. Uma riqueza histórica marcante.

Dedicaremos todo um dia ao icônico Douro, berço do vinho do Porto e patrimônio mundial da humanidade. Desfrutaremos de um almoço nesta magnifíca paisagem, sua história marcante e degustaremos o mais conhecido dos vinhos portugueses: o Porto.

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Também dedicaremos um dia à Serra da Estrela, local da nascente do Rio Dão. Leve seu casaco, pois chegaremos ao ponto mais alto de Portugal, as Penhas Douradas.

Não deixaremos para tras o conhecido queijo da Serra, por isso vamos à premiada Queijaria de Germil a fim de compreender detalhadamente o rígido processo de elaboração do queijo da Serra da Estrela com direito a degustação.

Visitaremos uma oficina artesanal de cestaria, uma arte milenar cuja fabricação, decoração e utilização varia de acordo com cada país, região, povo, costumes, e tradição. Segundo a teoria de alguns pesquisadores existem muitas fontes sobre a origem da cestaria.

  • Origem Indígena, na fabricação de cestos para transportar objetos ou para armazenagens de alimentos.
  • Origem nômade, na procura de soluções do armazenamento e transporte de alimentos e na antiguidade.
  • Origem Persa, alguns escudos utilizados no batalhão dos imortais foram feitos de cestaria.
  • Origem Ibérica, outros dizem que a Vila de Gonçalo, localizada be perto de onde estaremos, foi o berço da cestaria em Portugal e Espanha.

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E por último, mas não menos importante teremos oportunidade de participar de 2 dias de vindima. É diversão da colheita ao lagar e à pisa, mas não se preocupe, se você se cansar é só parar para comer alguma coisa e tomar um copinho de água. Ou vinho. Uma experiência comunitária emocionante e que proporciona aos enófilos uma aprendizagem incrível.

Teremos 6 degustações exclusivas em produtores com perfis totalmente diferentes, proporcionando uma visão completa da região do Dão.

Fecharemos nossa viagem em Viseu que foi várias vezes residência dos condes D. Teresa e D. Henrique, pais de D. Afonso Henriques que teria nascido ali a 5 de agosto de 1109. Só para lembrar, D. Afonso Henriques é considerado ninguém menos que o pai de Portugal por ter unificado todas as regiões do agora país e mandado para casa os mouros que estavam por lá já há alguns séculos.

Voltando a Viseu, esta data da época dos celtiberos, prova disso é que encontraram num altar pagão datado do séc. I, as seguintes inscrições: “Às deusas e deuses vissaieigenses. Albino, filho de Quéreas, cumpriu o voto de bom grado e merecidamente.” Com a Romanização, a cidade ganhou grande importância, devido ao entroncamento de estradas romanas, por isso Viseu está associada à figura de Viriato, já que se pensa que este herói lusitano tenha talvez nascido nesta região.

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E outra lenda bacana que inclusive está representada no brasão da cidade. O rei Ramiro II de Leão, em viagem para outras terras, conheceu Sara, a irmã de Alboazar, rei do castelo de Gaia, e se apaixonou a tal ponto que raptou Sara. Ao saber do sucedido, o irmão de Sara vingou-se raptando a esposa do rei, D. Urraca. Ferido no orgulho, D. Ramiro teria escolhido em Viseu alguns dos seus melhores guerreiros para o acompanharem, penetrando sorrateiramente no castelo, e deixando os guerreiros nas proximidades. Enquanto Alboazar caçava, D. Ramiro conseguiu entrar no castelo e encontrar D. Urraca que, sabendo da traição do marido, recusou-se a acompanhá-lo. Quando Alboazar regressou da caça, D. Urraca decide vingar-se do marido mostrando-o ao raptor. Ramiro, aprisionado e condenado à execução, pede para, como último desejo, morrer ao som da sua buzina, que era o sinal que tinha combinado com os soldados para entrarem no castelo. Ao final do sexto toque, os soldados cercam imediatamente o castelo, incendiando-o. Alboazar morreria nas mãos dos soldados do rei Ramiro. Parabéns a D. Urraca e pena que D. Ramiro se saiu com a sua, mas assim é a história.

Viseu tem muita história, é uma cidade muito bonita (premiada várias vezes como a melhor cidade da Europa para se viver) e tem lojas, shoppings etc, para você poder levar além das lembranças, muita coisa bonita para casa.

Não perca tempo, como a hospedagem é em casa de proprietário rural (e que casa), as vagas são limitadas!

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Drums rolling!

The long-awaited post is finally here: Winemaking in Dão Tour. An invitation to know one of the best-kept secrets in Portugal: Dão, a DOP that produces some of the most elegant Touriga Nacional in the country.

In our most traditional itinerary, we offer gastronomy, history and living in a Portuguese village with in-depth knowledge of winemaking, from harvest to the winery, in small and medium-sized artisan producers. A true immersion in the world of wine.
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We will leave the meeting point in Porto to freguesía of Ínsua in Penalva do Castelo council. Penalva has one of the largest concentrations of historical monuments in Portugal: prehistoric, Roman and medieval sites.
Casa da Ínsua, 1 of the 4 houses that surround Dão, was built in the 2nd half of the 18th century. The “quinta” had the only ice factory in the region, a hydroelectric generator, wineries and mills preserved with museum-worthy care. An extraordinary historical richness.
We will dedicate a whole day to the iconic Douro, the cradle of Port wine and world heritage of humanity, enjoying lunch in this magnificent landscape, its remarkable history and tasting the best-known Portuguese wines: Porto.
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Likewise, we will dedicate one day to the Serra da Estrela, the source of the Rio Dão. Take your coat, because we will visit the highest point of Portugal, the Penhas Douradas.
We will not leave forget the well-known cheese from Serra, so we go to the award-winning cheese producer in Germil to understand the rigid handling of elaboration of the Serra da Estrela cheese. Tasting included.
We will visit a handmade basketwork workshop, an ancient art which manufacture, decoration and use vary according to each country, region, people, customs and tradition. As per researchers, the millenary art of basketry could have several origins:
  • Indigenous origin, manufacture of baskets for carrying objects or for storing food.
  • Nomad origin, in search of food storage and transport solutions.
  • Persian origin, the shields used in the battle of the immortals were made of basketry.
  • Iberian origin, others say the village of Gonçalo, near where we will be, was the cradle of basketry in Portugal and Spain.

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And last but not least we will participate in 2 days of harvest. It’s fun to harvest and drink, but do not worry, if you get bored or tired, just stop and have something to eat, drink a glass of water. Or maybe wine. An exciting community experience that gives oenophiles incredible learning.
We will have 6 exclusive tastings in producers with different profiles, providing a complete view of Dão.
We will finish our trip in Viseu that was a residence by counts D. Teresa and D. Henrique, parents of D. Afonso Henriques who was born there August 5th, 1109. Just as a reminder, D. Afonso Henriques is none other than the father of Portugal for having unified all regions of the now country and sending home the Moors who were there for several centuries.
Back to Viseu, that dates from the time of the Celtiberians, proof of this is they found on a pagan altar dated from the first century the following inscriptions: “To the Goddesses and the Gods Vissaieigenses. Albino, son of Quensas, fulfilled the vote willingly and deservedly”. With the Romanization, the city gained great importance, due to the intersection of Roman roads, so Viseu is linked with the figure of Viriato since the Lusitanian hero may have been born in this region.
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Another nice legend is represented in the coat of arms of the city: King Ramiro II of Leon, on a journey abroad, met Sara, the sister of Alboazar, king of the castle of Gaia, and fell so much in love he kidnapped Sara. On learning what had happened, Sara’s brother took avenge by kidnapping the king’s wife, D. Urraca. Wounded in pride, D. Ramiro chose in Viseu his best warriors, sneaked alone into the castle, and left his warriors nearby. While Alboazar was hunting, D. Ramiro found D. Urraca, who, knowing of her husband’s betrayal, refused to go with him. When Alboazar returned from hunting, D. Urraca took revenge on her husband by showing him the abductor. Ramiro, imprisoned and sentenced to execution, asks as his last wish to die at the sound of his horn, which was the signal for his soldiers to invade the castle. At the end of the sixth ring, the soldiers at once surround the castle, setting it on fire. Alboazar died at the hands of King Ramiro’s soldiers. Cuddles to D. Urraca and sorry that D. Ramiro could escape, but such is history.
Viseu historic heritage is vast, a delightful city (awarded several times as the best city to live in Europe) and it has shops, malls etc, so you can take not only memories but still something lovely home.
Lose no time, because accommodations are in a village house (and what a house, wow), spots are limited!
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Receita de Canelé Bordelais. E sim, tem tudo a ver com vinho.

Este docinho simples e simpático, típico da região vinhateira de Bordeaux, na França, seduz há séculos. Um pouquinho de história e a receita desta delícia estão bem aqui!

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A associação da canelé com o vinho é simples: os produtores de vinho adicionam claras de ovo ao mosto do vinho, num processo conhecido como clarificação, que retira o excesso de sedimentos do vinho e deixa-o mais suave. Há alternativas modernas ao processo, porém, as claras de ovos ainda são usadas por muitas vinícolas de pequeno porte.

Historicamente, as gemas de ovo oriundas deste processo viraram doces encantadores pelo mundo, e na França, mais especificamente em Bordeaux, foram utilizados para criar os primeiros canelés. Se você estiver em Bordeaux, as canelés são muito fáceis de achar e segundo o povo de lá mesmo, as da Baillardran são as melhores. Se não for o caso, segue a receita.

Nossa receita exige bem poucos ingredientes e eu acho até bem simples de fazer, para tanto sabor. Rende de 12 a 16 porções, dependendo do tamanho da sua forma.

2  detalhes importantes:
. As canelés devem ser preparadas de véspera.
. Deve-se usar a forma própria. Além da questão estética, eu notei que as que eu preparei nas formas de cupcake, ficaram parecidas com queijadinhas, murcharam mais e ficaram mais torradas e secas. A forma tradicional é de cobre, quase impossível de achar até na França. A minha, eu trouxe de lá, mas é de silicone. Ótima. Por aqui, eu já vi em boas casas do ramo.

Ingredientes:
. 1/2 litro de leite
. 2 ovos inteiros
. mais 2 gemas de ovo batidas
. 1/2 fava de baunilha ou 1/2 colher de chá de extrato de baunilha
. 3 colheres de sopa de rum
. 1 xícara de farinha de trigo
. 1 xícara de açúcar mascavo
. 2 colheres de sopa de manteiga
. Manteiga para untar a forma
. Açúcar branco para polvilhar a forma

Instruções:
No dia anterior:
. Ferva o leite com a baunilha e a manteiga. Retire o fogo, deixe esfriar só um pouco.
. À parte, misture a farinha com o açúcar, em seguida, adicione os ovos e as gemas de ovo à essa mistura.
. Depois, despeje esta mistura no leite morno.
. Misture tudo suavemente para obter uma mistura fluída e suave, tipo massa de panqueca. E se achar que errou: não, não errou, a massa fica quase líquida.
. Deixe esfriar e adicione o rum. Pode não usar rum? Pode, mas não é igual e não esqueça que o álcool evapora no forno.
. Leve à geladeira por 24 horas a 48 horas no máximo, a fim de hidratar bem a farinha de trigo.
Para assar as canelés:
. Pré-aqueça o forno a 250ºC.
. Unte a forma própria com manteiga e, em seguida, polvilhe com um pouco de açúcar.
. Despeje a massa apenas até estarem 3/4 cheios – NÃO mais. Parece inacreditável, mas elas crescem no forno e se você encher demais vai ser um rolo.
. Apoie a forma de silicone numa assadeira, e leve ao forno em temperatura alta por 5 minutos, em seguida, baixe a temperatura para 175ºC e continue a cozinhar por 1 hora mais ou menos.
. Os canelés estarão prontos quando sua adorável e quase crocante cobertura estiverem com uma leve crosta marrom, e eles ainda estiverem úmidos, quase como um pudim, por dentro, mas sem soltar sedimentos quando espetados com palito.
. Desenforme com cuidado enquanto ainda mornos.

As minhas ficaram ótimas em relação ao sabor e textura, mas preciso fazê-las mais uniformes, pois as cores estavam muito diferentes e entender também porque murcharam tanto. Diz a lenda que é porque não usei ovos frescos. Onde achar ovos frescos em São Paulo é que é o desafio…

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Você pode servir as canelés com chá ou café, ou desfrutá-las numa versão mais ousada, com vinho do Porto ou conhaque. Aliás é ótima para servir em festas, você prepara na véspera e só põe no forno na hora que for adequada. Bon appetit!

2 histórias se cruzam por um instante e 4 séculos: Solar de Mateus e Mateus Rosé

Portugal tem muitas marcas de vinhos populares ao redor do mundo, por exemplo, Casal Mendes, Periquita, Calamares, Casal Garcia e o Mateus Rosé, para mencionar alguns. Curiosamente, o Mateus Rosé não é muito popular por aqui, porém foi a primeira marca portuguesa de vinho apreciada mundialmente, estando presente em 125 países, há várias décadas.

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A história do Mateus Rosé começa em 1942, quando Fernando Van Zeller Guedes, o fundador da gigante de vinhos portuguesa, Sogrape, criou um conceito distinto, apresentado numa garrafa inovadora. A garrafa foi inspirada nos cantis usados pelos soldados na Primeira Guerra Mundial. O tal vinho era diferente: cor-de-rosa, adocicado, refrescante e com uma efervescência ligeira. O rótulo foi uma homenagem ao grandioso património histórico português.

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Antiga garrafa de Mateus à venda no eBay.

O vinho especialmente concebido para os mercados norte-americano e do norte da Europa, cresceu rapidamente nas décadas de 1950 e 1960 e, no final da década de 80, junto com a versão de branco, representou quase 40% da exportação total de vinho de mesa de Portugal.

No início dos anos 70, Mateus Rosé era o vinho mais popular do mundo. A Rainha Elizabeth está até hoje entre suas fiéis consumidoras. Diz a lenda que a Rainha ficou insatisfeita com a selecção de vinhos oferecida em uma festa privada no Hotel Savoy em Londres no início dos anos 60 e pediu ao maitre que lhe trouxesse Mateus.

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Jimmy Hendrix curtindo um Mateus.

Hoje, o vinho perdeu um pouco de sua popularidade internacional, mas mesmo assim milhares  de estrangeiros (70% dos 80.000 visitantes anuais) buscam o edifício que corre o mundo no rótulo do Mateus Rosé. O Palácio ou Solar de Mateus está situado na freguesia de Mateus, concelho de Vila Real, Distrito de Vila Real e foi construído na primeira metade do século XVIII pelo 3º Morgado de Mateus, António José Botelho Mourão para substituir a casa da família, já existente no local, desde o início do século XVII.

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Um Solar para chamar de seu.

Segundo especialistas, a construção da casa, ou pelo menos de sua fachada central e decoração, é atribuída ao artista, decorador e arquiteto italiano Nicolau Nasoni (Toscana, 2 de Junho de 1691 – Porto, 30 de Agosto de 1773), considerado um dos mais significativos arquitetos da cidade do Porto durante o século XVIII.

A fachada do palácio se destaca pela dupla escadaria que conduz à porta principal, sobre a qual aparece o escudo familiar flanqueado por duas estátuas. No interior,  pode-se visitar uma biblioteca que abriga livros do século XVI, valiosos móveis, porcelanas e quadros e um pequeno museu onde se encontra 1 edição de “Os Lusíadas” de Luís de Camões, da qual só se produziram 200 exemplares. Parte da casa é fechada à visitação, pois ainda é habitada pela família.

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O palácio encontra-se rodeado por um lindo jardim cravado de belas estátuas. Chama a atenção, uma escultura de 1981, de João Cutileiro – Dorme no Lago. E muitas vinhas. Porém, o vinho rosado das garrafinhas bojudas não é feito aqui. O Palácio produz um vinho sim, mas o Porto Quinta da Costa das Aguaneiras. Exatamente, tudo que os 2 têm em comum é a fachada da mansão no rótulo mundialmente famoso e nada mais.

Em 1911, o Palácio de Mateus foi classificado como Monumento Nacional. Acima de tudo, a Casa de Mateus é hoje uma fundação privada, criada para proteger e divulgar o patrimônio histórico e fomentar a atividade cultural.

E mesmo que estas 2 histórias se cruzem por um momento muito mais breve do que eu poderia esperar, recomendo tanto a visita ao Palácio quanto uma boa garrafa de Mateus.

Fonte: Vinho Mateus Rosé e Casa de Mateus

Por que vinho tem aroma de abacaxi, canela ou madeira? Alguém colocou tudo isto lá? Descubra aqui o segredo para esta pergunta que não quer calar.

Existem bem mais de 100 compostos aromáticos individuais no vinho que interagem uns com os outros para criar milhares de aromas potenciais. Ainda assim, apesar do que você possa ter ouvido, não importa se você é um super provador ou aquele tipo de cara que gira a taça e cheira em desespero sem sentir absolutamente nada, quase todo mundo pode melhorar o seu olfato, aprendendo a identificar diferentes aromas no vinho. Isso soa complicado, mas se resume simplesmente a praticar e prestar muita atenção – e é claro que anotar umas dicas do Master Sommelier Matt Stamp, não vai fazer mal para ninguém.

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Aroma pra caramba!

Se você já detectou aromas distintos no vinho, provavelmente você está a caminho de aprender a identificar diferentes classes de aromas. Por exemplo, você pode ter encontrado uma nota de pimentão verde, grama recém cortada ou até mesmo cheiro de gasolina. Por mais complexa que seja a ciência dos aromas, existem algumas classes  de compostos muito conhecidos, referidos como compostos de impacto, que são prevalentes em certos vinhos. Estes compostos de impacto são como indicadores muito relevantes, apontando para um varietal e não outro, o que significa que aprender a identificá-los pode desbloquear habilidades sobrenaturais de degustação tipo o Masters da vida. Da próxima vez que você provar um vinho, tente identificar o seguinte:

1.Pirazinas (metoxipirazina)
Aromas de pimentão, grama cortada fresca, pimentão verde, aspargos, ervilha e terra.
Vinhos: Cabernet Sauvignon, Merlot, Malbec, Carménère, Sauvignon Blanc e Cabernet Franc.
As pirazinas são mais associadas com variedades de Bordeaux. Em vinhos tintos, é muitas vezes um toque mais difícil de sentir e às vezes pode ser associada com aroma de chocolate amargo. A maioria dos enófilos adoram estes aromas nos seus brancos, mas o tomam com reserva nos tintos. Curiosamente, à medida que os vinhos tintos envelhecem, a pirazina modifica-se, revelando cereja e chocolate.
Existem 3 metoxipirazinas primárias que contribuem com aromas “vegetais”:
. 2-metoxi-3-isobutil-pirazina (IBMP) = aromas de pimentão, terra, grama e herbáceos;
. 2-metoxi-3-isopropilpirazina (IPMP) = aromas de aspargos, ervilhas e terra;
. 2-metoxi-3-alquilpirazina = aromas de noz e defumados.

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2. Monoterpeno
Aromas de rosas, flores, frutas doces, mexerica, coentro e especiarias doces.
Vinhos: Gewürztraminer, Viognier, Riesling, Albariño, Muscat Blanc e Torrontés.
Os monoterpenos mais pronunciados incluem os compostos de Linalol, Geraniol e Nerol. Estes são os mesmos compostos aromáticos utilizados para criar perfumes, sabonetes e xampus com aromas doces por isso não é nenhuma surpresa que algumas pessoas possam descrever estes vinhos como tendo um cheiro de sabonete. O que é interessante sobre estes aromas é que ao contrário dos outros compostos, você pode senti-los nas frutas, ou seja, eles independem da vinificação.

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3. Sotolona
Aromas de curry, xarope de bordo (o famoso maple syrup), feno-grego, nozes e melaço.
Vinhos: oxidados como Madeira, Vin Jaune, Jerez, Sauternes e alguns tintos ou Chardonnays bem antigos.
Este é o principal composto de sabor encontrado no feno-grego. No vinho, provém da oxidação e é mais prevalente em vinhos fortificados como o Jerez e o Madeira. Você também pode prová-lo se você envelhecer um vinho branco por cerca de 7 a 10 anos, este aroma é intrigante e fundamental para identificar vinhos antigos.

 

Maple Syrup: aproveite para provar fora do Brasil. Taí um aroma difícil para nós. Feno-grego é mais fácil de encontrar. Vire um rato de feiras, supermercados e floriculturas.

4. Rotundona
Aromas de pimenta preta, manjerona, couro, cacau em pó e ervas.
Vinhos: Syrah ou Shiraz, Grenache, Zinfandel, Petite Sirah, Grüner Veltliner e Mourvèdre.
Este composto é o ingrediente chave nas pimentas preta e branca e é cerca de 10.000 vezes menos prevalente no vinho. Ainda assim, a sensibilidade humana a este composto é muito elevada, por isso desempenha um papel importante nos perfis de sabor dos vinhos que o contêm.

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5. Compostos de Enxofre
Podem ser o segredo da super discutida origem da mineralidade no vinho.
Vinhos: Chablis e Champagne
Alguns compostos de enxofre têm notas fantásticas, como o aroma de giz num excelente Chablis. Outros são bem ruins, como cheiro de lã molhada,  considerado uma falha no vinho causada pela exposição à luz solar.

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6. TDN (1,1,6, -trimetil-1,2-di-hidronaftaleno)
Aromas de querosene, petróleo e diesel.
Vinhos: possivelmente em Sauvignon Blanc e Chardonnay, mas é mais perceptível (e amado) no Riesling.
Este aroma é um dos poucos compostos que quase inexistem em uvas ao natural e se desenvolvem nos vinhos à medida que envelhecem. Os vinhos com notas mais pronunciadas de gasolina vêm de vinhedos mais quentes porque este composto se desenvolve com uvas expostas à forte luz solar.

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7. Diacetil
Aromas de manteiga e creme de leite.
Vinhos que sofreram fermentação maloláctica.
Este composto é muito mais pronunciado em vinhos brancos, mas acrescenta um aspecto muitas vezes descrito como cremoso ou aveludado ao vinho tinto. O diacetil se origina no processo de pós-fermentação chamada fermentação maloláctica que envolve bactérias que consomem o ácido málico e o transformam em ácido láctico. O resultado é um vinho incrível com aroma e textura cremosos e amanteigados . Pouquíssimos vinhos brancos passam por este processo é esta uma das principais razões para que tenham um sabor muito diferente dos vinhos tintos.

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Creme e manteiga. Uma delícia fora e nos vinhos.

Além da maravilha que o vinho como ser vivo representa, através de sua riqueza de compostos, fermentação e envelhecimento, teoriza-se que a videira desenvolveu estes compostos de aroma como um avanço evolutivo para atrair insetos e animais para auxiliar na polinização e dispersão de sementes. Não vamos desapontá-las, não é mesmo?

Créditos fotos: internet.

Fonte: a sempre brilhante http://winefolly.com/tutorial/impact-compound-aromas/

Aposto que desta uva você nunca ouviu falar.

A uva Goethe, também chamada de Rogers 1, é uma híbrida, ou seja, uma uva criada pela mistura com outras. No caso da Goethe, ela foi criada por um cientista americano, E. S. Rogers, e faz parte de um grupo de 45 variedades criadas por ele, em meados do séc. XIX em Massachusetts. O conjunto delas foi chamado de Roger’s Hybrids e em 1862 já aparecia em catálogos de plantas. Ela apareceu no Brasil a partir de 1877 durante colonização italiana. Ou seja, não é exatamente uma novidade. Novidade é o sucesso que ela vem fazendo no sul de Santa Catarina.
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A Goethe é a soma por polinização de 13% de Vitis Labrusca (uvas de mesa, não viníferas ou também chamadas americanas), no caso, a variedade Carter com 87% de 2 uvas viníferas (uvas europeias próprias para a elaboração de vinhos), neste caso as variedades Moscatel de Hamburgo e Chasellas branca.

A Moscatel de Hamburgo é muito aromática, agradável e dá vinhos bem frescos e frutados. A Chasellas é uma das principais variedades suíças (da denominação de origem Valais) e da região fronteiriça francesa que resulta em brancos com boa acidez, vinhos ótimos para fondue, por exemplo. E quando a gente fala de uvas brancas com boa acidez, logo lembramos de espumante, como este produzido com a Goethe.

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Esta uva se adaptou bem às condições climáticas e aos solos da região de Urussanga, no sul de Santa Catarina e foi amplamente difundida entre os colonos da região. O cultivo da uva Goethe é raro por que sua acidez limita um pouco sua utilização enológica e além disso ela pode ser sensível sob certas circunstâncias climáticas. Porém, o entusiasmo econômico gerado pela casta, nesta região foi tanto que o selo de indicação geográfica de procedência Vale das Uvas Goethe foi conquistado em 2011 e implatado em 2013.

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O calcanhar de Aquiles de todo este sucesso é a utilização da uva americana Carter na formação da Goethe. Os híbridos são, por exemplo, proibidos na Europa e vêm sendo extirpados de várias partes do mundo, porque produzem aqueles vinhos com gostinho de vinho de garrafão. Aqui no Brasil, as uvas americanas ou de mesa são parte da cultura vitivinícola do país e bem aceitos pela maioria dos consumidores brasileiros.

E você, já parou para pensar na uva que compõe o seu vinho?

Fontes:  Vales da Uva GoetheProgoethe

Que terror! Vai entender: dia das Bruxas, dia de Todos os Santos, dia dos Mortos … e seu vinho perfeito.

Se você, como eu, está confuso com o que é Dia das Bruxas, Dia de Todos os Santos e Dia dos Mortos, prepare-se porque este post vai esclarecer todas as suas dúvidas.

31 de outubro – Dia das Bruxas

O tal do Halloween é celebrado em grande parte dos países ocidentais, porém é mais presente nos (filmes de terror dos) Estados Unidos. O costume foi introduzido neste país, pelos imigrantes irlandeses em meados do séc. XIX.

A história desta data comemorativa tem mais de 2500 anos. Surgiu entre os celtas, que acreditavam que no último dia do verão (31 de outubro), os espíritos saiam dos cemitérios para tomar posse dos corpos dos vivos. Para assustar estes fantasmas, os celtas colocavam nas casas, objetos assustadores como, por exemplo, caveiras, ossos decorados, abóboras enfeitadas entre outros.

Por ser uma festa pagã foi condenada na Europa durante a Idade Média, quando passou a ser chamada de Dia das Bruxas. Por que não comemoramos este dia? Bem, porque os celtas não nos deram o prazer de sua companhia em tempos de outrora e por que a Inquisição da Igreja Católica para acabar com este fuá, começou a perseguir e condenar à fogueira quem ficava de graça por aí neste dia. Quando os europeus chegaram aqui, meio que não havia mais (leia-se, já eram) tanta gente interessada no costume.

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Os notórios excessos do Halloween…

1º de Novembro – Dia de Todos os Santos

Segundo os católicos, o Dia de Todos os Santos é uma festa em “honra a todos os santos, conhecidos e desconhecidos”. Santo Desconhecido? Ué? Mais confuso? Eu também. Voltemos as origens da celebração, ou seja ao fim do séc. II, quando os cristãos começaram a honrar os que haviam sido martirizados por sua fé e, acreditando que eles já estavam com Cristo no céu, oravam a eles para que intercedessem a seu favor. A comemoração regular começou em 13 de maio de 609 ou 610, quando o então Papa Bonifácio IV dedicou o Panteão (o templo romano em honra a todos os deuses) à Maria e a todos os mártires. Maio? Agora que achei que havia entendido….

O ponto é que a data foi mudada para novembro quando o Papa Gregório III (731-741) dedicou uma capela em Roma a Todos os Santos e ordenou que eles fossem homenageados em 1.° de novembro. Assim, sem mais nem menos. Talvez, porque o “Samhain” continuava a ser uma festa popular entre os povos celtas durante todo o tempo da cristianização da Grã-Bretanha e a Igreja Britânica tentou desviar esse interesse em costumes pagãos, acrescentando uma comemoração cristã ao calendário, na mesma data do “Samhain”. Daí o resto virou história.

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2 de novembro – Dia dos Mortos (Finados)

Para o pessoal que insistia em infernizar a vida da Igreja, com o perdão do trocadilho, com o tal Halloween, Samhain ou seja lá o que fosse, criou-se, além do dia de Todos os Santos o Dia de Finados, tentando assim  diminuir as influências pagãs na Europa Medieval.

O que fica claro é que o fim do verão era uma data muito pertinente para os celtas que habitaram a Península Ibérica por um bom tempinho, vindos da Irlanda, tanto que a cidade de Bragança, ao norte de Portugal, possuía o nome celta de Brigância. Esta cidade localizada em Trás-os-Montes abrigava um povo duro, acostumado a uma vida de comida escassa e temperaturas extremas, principalmente no inverno.

O que não impediu que em 1808 os franceses invadissem a região levando o povo transmontano a esconder todos os bens que haviam obtido a duríssimas custas. Seu vinho, por exemplo, enterram embaixo da terra, nas adegas e lagares. Quando os invasores se foram e os trasmontanos puderam recuperar seus bens, pensaram que o vinho estivesse estragado, porém ao experimentá-lo, tiveram uma bela surpresa: com o tempo passado sob o solo vinho havia adquirido novas propriedades e estava muito melhor. Pronto, daí nascia o Vinho dos Mortos, perfeito para brindar sem espanto este final de semana.

 

Você sabe a diferença entre turista e viajante?

O turista é a pessoa que gosta de visitar lugares. Observa, prova e tira muitas fotos tendo sem dúvida uma experiência agradável.

Já o viajante se propõe a explorar o novo e se mesclar ao lugar e à cultura local. É claro que esta pessoa também vai observar, provar e tirar fotos. Porém mais que isso vai viver e conviver em cada momento. É turismo de convivência e essa é a nossa proposta.

Olha só como nosso grupo se divertiu tecendo num tear tradicional, fazendo pão no forno à lenha para depois comê-lo com sardinhas na brasa e participando de uma vindima da aldeia.

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Dia 5 – Um dia de história e gastronomia, mas principalmente de convivência.

Lembra quando eu falei que Penalva do Castelo tem muito para ser visitado (Penalva do Castelo e seus Tesouros) e muita história para dar a conhecer? Pois bem, nesta manhã saímos cedo para conhecer o mosteiro de uma das primeiras ordens templárias. Uma história muito rica, mas só estando lá e escutando a nossa fiel companheira Sandra contá-la para se sentir transportado no tempo.

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E esta aí o pessoal super entretido nas explicações.

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Dali, fomos conhecer a ponte medieval que foi recém restaurada, atravessando o rio Dão, ela dava passagem àqueles que se dirigiam ao mosteiro.

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Para marcar nossa visita guiada, uma pose em grupo nas belas vinhas do Dão.

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A verdade é que já era hora de conhecer o Sr. Silvio e a sua rica história de vida. E com ele aprender uma arte que está desaparecendo por falta de artesãos: a cestaria. Acredite ou não esta já foi uma atividade artesanal economicamente relevante em Portugal. Mas só tem graça quando o Sr. Silvio conta.

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É claro que com tanta gentileza logo se estabeleceu uma relação de amizade e a fotinho em grupo não podia faltar. Bateu a fome e a hora era de visitar uma das queijarias premiadas da região e aprender a fazer o famoso queijo da Serra da Estrela.

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O Sr. Carlos e sua familia cuidam sozinhos desta produção artesanal, complexa e de qualidade reconhecida. Não deu outra, cada um voltou com um queijinho pra casa. É só congelar para viajar.

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Após o almoço fomos visitar a Quinta da Vegia com seus vinhos variados mas com uma coisa em comum: a qualidade.

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Nosso jantar foi em Várzea de Calde, uma aldeia pertinho da badalada Viseu.

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A razão era degustar um delicioso cabrito assado, um dos pratos típicos da Beira Alta.

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Mas também havia 2 motivos adicionais. O primeiro era ver a cerimônia do toco. Um costume cuja origem se perde no tempo e que impacta pelo vigor.

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A cerimônia foi embalada pelas senhoras do grupo folclórico local que encenaram a produção do linho enquanto cantavam as músicas tradicionais.

São senhoras que possuem casa, família e trabalho, mas que se juntam para manter viva a tradição da aldeia.

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E por falar em linho, você sabe como ele é produzido? Eu não sabia, mas a Glória do Museu Etnográfico de Várzea de Calde foi nossa guia em mais uma viagem pelo tempo e pelas coisas da aldeia.

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O museu é muito rico em peças e as guias muito gentis e bem informadas. Vale muito a pena. No fim da noite tinha gente até pensando em mudar de profissão…

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Mas acabou tudo foi na maior festa!

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Dia 4 – O tão esperado dia da vindima.

A ansiedade do grupo era palpável durante toda a manhã. O grupo estava ansioso por sua primeira vindima e como ela seria. Um sentimento de “friozinho na barriga” comum a quando fazemos algo pela primeira vez. É intrigante como uma tarefa tão simples possa deixar as pessoas com toda esta expectativa.

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Chegando lá, o pessoal não ficou tímido, não. Luvas e tesouras tinindo de novas, se jogaram nas videiras. Alguns estreavam em meio às parreiras.

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Outros já eram veteranos.

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É claro que de vez em quando a gente precisa de uma pausa para um gole de vinho e trocar uma idéia com a galera!

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Ou para fazer uma pose no vinhedo!

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E até mesmo aprender a dirigir trator, o que seria, de fato, muito útil na Marginal Pinheiros.

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Outros ficam dizendo toda hora que “vão ao poço”. Você pode pensar, como eu, que a pessoa realmente quer se hidratar numa tarde de calor no outono. Até que você nota que tem umas 10 pessoas no poço e ninguém sai de lá.  Porque? Por que guardaram o vinho no poço para ele ficar fresquinho… O pessoal aprende rápido.

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Terminada a vindima, aqueles que deram duro para colher as uvas vão aproveitar a deliciosa merenda preparada pelos proprietários das terras, o Sr. Frutuoso e a Sra. Lourdes.

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Trabalhar juntos e depois desfrutar de uma refeição com quem é dono da terra e possui muita história para compartilhar é incomparável. Por isso, a sua vindima pode ser como muitas outras e você será mais um grupo de turismo a ter uma experiência parcial.

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Ou então você vem com a gente e tem a chance de viver intensamente a experiência completa, ser um autêntico viajante.

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Que venha a vindima 2017!