Vindima no Dão / Winemaking in Dão

Que rufem os tambores!
Chegou o post sobre o tão esperado roteiro de Vindimas no Dão. Um convite para conhecer a fundo um dos segredos mais bem guardados de Portugal: o Dão, uma DOP que produz alguns dos mais elegantes Touriga Nacional do país.

No nosso mais tradicional roteiro oferecemos gastronomia, história e convivência na aldeia com o conhecimento aprofundado da elaboração do vinho, desde a vindima até a adega, em produtores artesanais, de médio e grande porte. Uma verdadeira imersão no mundo do vinho.

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Partiremos do ponto de encontro no Porto com destino à frequesia da Ínsua no conselho de Penalva do Castelo. Penalva possui uma das maiores concentrações de monumentos históricos de Portugal: sítios pré-históricos, romanos e medievais.

Já a Casa da Ínsua, uma das 4 casas que delimitam a região do Dão, foi construída na segunda metade do século XVIII. A quinta possuía a única fábrica de gelo na região, uma geradora hidroeléctrica, adegas e lagares. Tudo isso preservado com cuidados dignos de museu. Uma riqueza histórica marcante.

Dedicaremos todo um dia ao icônico Douro, berço do vinho do Porto e patrimônio mundial da humanidade. Desfrutaremos de um almoço nesta magnifíca paisagem, sua história marcante e degustaremos o mais conhecido dos vinhos portugueses: o Porto.

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Também dedicaremos um dia à Serra da Estrela, local da nascente do Rio Dão. Leve seu casaco, pois chegaremos ao ponto mais alto de Portugal, as Penhas Douradas.

Não deixaremos para tras o conhecido queijo da Serra, por isso vamos à premiada Queijaria de Germil a fim de compreender detalhadamente o rígido processo de elaboração do queijo da Serra da Estrela com direito a degustação.

Visitaremos uma oficina artesanal de cestaria, uma arte milenar cuja fabricação, decoração e utilização varia de acordo com cada país, região, povo, costumes, e tradição. Segundo a teoria de alguns pesquisadores existem muitas fontes sobre a origem da cestaria.

  • Origem Indígena, na fabricação de cestos para transportar objetos ou para armazenagens de alimentos.
  • Origem nômade, na procura de soluções do armazenamento e transporte de alimentos e na antiguidade.
  • Origem Persa, alguns escudos utilizados no batalhão dos imortais foram feitos de cestaria.
  • Origem Ibérica, outros dizem que a Vila de Gonçalo, localizada be perto de onde estaremos, foi o berço da cestaria em Portugal e Espanha.

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E por último, mas não menos importante teremos oportunidade de participar de 2 dias de vindima. É diversão da colheita ao lagar e à pisa, mas não se preocupe, se você se cansar é só parar para comer alguma coisa e tomar um copinho de água. Ou vinho. Uma experiência comunitária emocionante e que proporciona aos enófilos uma aprendizagem incrível.

Teremos 6 degustações exclusivas em produtores com perfis totalmente diferentes, proporcionando uma visão completa da região do Dão.

Fecharemos nossa viagem em Viseu que foi várias vezes residência dos condes D. Teresa e D. Henrique, pais de D. Afonso Henriques que teria nascido ali a 5 de agosto de 1109. Só para lembrar, D. Afonso Henriques é considerado ninguém menos que o pai de Portugal por ter unificado todas as regiões do agora país e mandado para casa os mouros que estavam por lá já há alguns séculos.

Voltando a Viseu, esta data da época dos celtiberos, prova disso é que encontraram num altar pagão datado do séc. I, as seguintes inscrições: “Às deusas e deuses vissaieigenses. Albino, filho de Quéreas, cumpriu o voto de bom grado e merecidamente.” Com a Romanização, a cidade ganhou grande importância, devido ao entroncamento de estradas romanas, por isso Viseu está associada à figura de Viriato, já que se pensa que este herói lusitano tenha talvez nascido nesta região.

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E outra lenda bacana que inclusive está representada no brasão da cidade. O rei Ramiro II de Leão, em viagem para outras terras, conheceu Sara, a irmã de Alboazar, rei do castelo de Gaia, e se apaixonou a tal ponto que raptou Sara. Ao saber do sucedido, o irmão de Sara vingou-se raptando a esposa do rei, D. Urraca. Ferido no orgulho, D. Ramiro teria escolhido em Viseu alguns dos seus melhores guerreiros para o acompanharem, penetrando sorrateiramente no castelo, e deixando os guerreiros nas proximidades. Enquanto Alboazar caçava, D. Ramiro conseguiu entrar no castelo e encontrar D. Urraca que, sabendo da traição do marido, recusou-se a acompanhá-lo. Quando Alboazar regressou da caça, D. Urraca decide vingar-se do marido mostrando-o ao raptor. Ramiro, aprisionado e condenado à execução, pede para, como último desejo, morrer ao som da sua buzina, que era o sinal que tinha combinado com os soldados para entrarem no castelo. Ao final do sexto toque, os soldados cercam imediatamente o castelo, incendiando-o. Alboazar morreria nas mãos dos soldados do rei Ramiro. Parabéns a D. Urraca e pena que D. Ramiro se saiu com a sua, mas assim é a história.

Viseu tem muita história, é uma cidade muito bonita (premiada várias vezes como a melhor cidade da Europa para se viver) e tem lojas, shoppings etc, para você poder levar além das lembranças, muita coisa bonita para casa.

Não perca tempo, como a hospedagem é em casa de proprietário rural (e que casa), as vagas são limitadas!

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Drums rolling!

The long-awaited post is finally here: Winemaking in Dão Tour. An invitation to know one of the best-kept secrets in Portugal: Dão, a DOP that produces some of the most elegant Touriga Nacional in the country.

In our most traditional itinerary, we offer gastronomy, history and living in a Portuguese village with in-depth knowledge of winemaking, from harvest to the winery, in small and medium-sized artisan producers. A true immersion in the world of wine.
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We will leave the meeting point in Porto to freguesía of Ínsua in Penalva do Castelo council. Penalva has one of the largest concentrations of historical monuments in Portugal: prehistoric, Roman and medieval sites.
Casa da Ínsua, 1 of the 4 houses that surround Dão, was built in the 2nd half of the 18th century. The “quinta” had the only ice factory in the region, a hydroelectric generator, wineries and mills preserved with museum-worthy care. An extraordinary historical richness.
We will dedicate a whole day to the iconic Douro, the cradle of Port wine and world heritage of humanity, enjoying lunch in this magnificent landscape, its remarkable history and tasting the best-known Portuguese wines: Porto.
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Likewise, we will dedicate one day to the Serra da Estrela, the source of the Rio Dão. Take your coat, because we will visit the highest point of Portugal, the Penhas Douradas.
We will not leave forget the well-known cheese from Serra, so we go to the award-winning cheese producer in Germil to understand the rigid handling of elaboration of the Serra da Estrela cheese. Tasting included.
We will visit a handmade basketwork workshop, an ancient art which manufacture, decoration and use vary according to each country, region, people, customs and tradition. As per researchers, the millenary art of basketry could have several origins:
  • Indigenous origin, manufacture of baskets for carrying objects or for storing food.
  • Nomad origin, in search of food storage and transport solutions.
  • Persian origin, the shields used in the battle of the immortals were made of basketry.
  • Iberian origin, others say the village of Gonçalo, near where we will be, was the cradle of basketry in Portugal and Spain.

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And last but not least we will participate in 2 days of harvest. It’s fun to harvest and drink, but do not worry, if you get bored or tired, just stop and have something to eat, drink a glass of water. Or maybe wine. An exciting community experience that gives oenophiles incredible learning.
We will have 6 exclusive tastings in producers with different profiles, providing a complete view of Dão.
We will finish our trip in Viseu that was a residence by counts D. Teresa and D. Henrique, parents of D. Afonso Henriques who was born there August 5th, 1109. Just as a reminder, D. Afonso Henriques is none other than the father of Portugal for having unified all regions of the now country and sending home the Moors who were there for several centuries.
Back to Viseu, that dates from the time of the Celtiberians, proof of this is they found on a pagan altar dated from the first century the following inscriptions: “To the Goddesses and the Gods Vissaieigenses. Albino, son of Quensas, fulfilled the vote willingly and deservedly”. With the Romanization, the city gained great importance, due to the intersection of Roman roads, so Viseu is linked with the figure of Viriato since the Lusitanian hero may have been born in this region.
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Another nice legend is represented in the coat of arms of the city: King Ramiro II of Leon, on a journey abroad, met Sara, the sister of Alboazar, king of the castle of Gaia, and fell so much in love he kidnapped Sara. On learning what had happened, Sara’s brother took avenge by kidnapping the king’s wife, D. Urraca. Wounded in pride, D. Ramiro chose in Viseu his best warriors, sneaked alone into the castle, and left his warriors nearby. While Alboazar was hunting, D. Ramiro found D. Urraca, who, knowing of her husband’s betrayal, refused to go with him. When Alboazar returned from hunting, D. Urraca took revenge on her husband by showing him the abductor. Ramiro, imprisoned and sentenced to execution, asks as his last wish to die at the sound of his horn, which was the signal for his soldiers to invade the castle. At the end of the sixth ring, the soldiers at once surround the castle, setting it on fire. Alboazar died at the hands of King Ramiro’s soldiers. Cuddles to D. Urraca and sorry that D. Ramiro could escape, but such is history.
Viseu historic heritage is vast, a delightful city (awarded several times as the best city to live in Europe) and it has shops, malls etc, so you can take not only memories but still something lovely home.
Lose no time, because accommodations are in a village house (and what a house, wow), spots are limited!
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Dia 7 – Viseu, por último mas o melhor.

Nosso último dia juntos começa cedo no Solar do Dão, localizado em Viseu. É neste antigo solar onde se localiza a Comissão Vitivinícola do Dão. Lá a turma teve a oportunidade de aprofundar seus conhecimentos técnicos sobre a região, degustar a variedade de vinhos produzidos por lá e ainda comprar algumas garrafas.

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Em seguida visitamos a estátua de Viriato, famoso personagem da história local e fomos para o centro de Viseu, conhecida como a cidade jardim pela sua beleza e considerada como uma das cidades de melhor qualidade de vida de toda a Europa.

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O almoço foi na Taberna da Milinha para conhecer uma tasca portuguesa. A bisavó do boteco.

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O chef preparou comidinhas mil que acompanharam o vinho da casa de maneira perfeita.

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E claro que não podiam faltar os enchidos e queijos locais.

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A tarde foi dedicada às compras. O grupo se soltou no Palacio do Gelo, aproveitando as ofertas e comprando os últimos presentes.

À noite tivemos a oportunidade de visitar a Adega de Penalva do Castelo que estava em plena atividade, recebendo uvas de seus mais de 1.000 associados.

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Ver tanto vinho abriu o apetite e fomos direto para o famoso leitão assado no forno à lenha, devidamente acompanhado pelos excelentes espumantes da Adega. Aliás se quiser importar os vinhos da Adega, temos o orgulho de representá-los aqui. (1 minuto pro comercial, né gente).

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Após o jantar, nossos convidados foram agraciados com um certificado de participação nas vindimas pelo Presidente da Câmara (equivale ao nosso prefeito). Afinal, tanto trabalho duro!

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E depois da cerimônia o rancho folclórico de Penalva do Castelo arrasou nas músicas tradicionais. Juntando a animação portuguesa com a brasileira foi um verdadeiro festerê com muita dança e risadas. Lembre, estas pessoas trabalharam o dia todo e vieram até aqui para defender e mostrar sua cultura. Aliás, a Dna. Luísa (do lencinho amarelinho) estava de aniversário!!! E deixou de estar com a família para estar conosco. Na aldeia é assim.

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Para fechar a noite e nossa aventura na aldeia, um brinde reunindo toda a gente que se juntou para festejar e celebrar mais um dia na aldeia.

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Gostou? Então vem com a gente!

Dia 6 – O Douro também pode ser rural.

Se você conhece só um pouco de Portugal, certamente já escutou sobre o Douro. Nosso grupo pediu para visitá-lo pois não o conheciam e um enófilo ir a Portugal e não conhecer o Douro, bem… é como ir… Você já sabe.

A Quinta do Marrocos era o nosso destino e a vista com a qual nos receberam é digna deste patrimônio tombado pela Unesco. Muitas vinícolas desta região abrigam hotéis sofisticados e restaurantes refinados. A Quinta, no entanto, é exatamente o tipo de experiência que gostamos. Uma refeição à moda antiga, ambientada numa cozinha do século XIX foi tudo de bom.

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Sopinha de espinafre servida exatamente como antigamente como entrada e uma bela feijoada portuguesa no prato principal.

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A visita incluiu o centenário vinhedo.

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E a adega, a degustação de 3 maravilhosos vinhos do Porto além do branco e do tinto da casa. Tudo fruto do trabalho da fantástica Ana Cristina, a gentileza em pessoa.

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Passamos por todo o Douro e na volta paramos em Penédono e Trancoso para conhecer aldeias históricas.

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Mas era hora de voltar para casa porque alguém muito importante esperava por nós.

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Nossa safra Há Pão de 2016 precisava ser pisada. E a turma era só animação.

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Aqui está a prova.

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Depois de tanto gasto de energia, a galera precisou de um bacalhau a lagareiro.

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E para fechar a noite, filhoses com mel da Dna. Lourdes.

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Tá bom ou quer mais?

Dia 4 – O tão esperado dia da vindima.

A ansiedade do grupo era palpável durante toda a manhã. O grupo estava ansioso por sua primeira vindima e como ela seria. Um sentimento de “friozinho na barriga” comum a quando fazemos algo pela primeira vez. É intrigante como uma tarefa tão simples possa deixar as pessoas com toda esta expectativa.

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Chegando lá, o pessoal não ficou tímido, não. Luvas e tesouras tinindo de novas, se jogaram nas videiras. Alguns estreavam em meio às parreiras.

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Outros já eram veteranos.

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É claro que de vez em quando a gente precisa de uma pausa para um gole de vinho e trocar uma idéia com a galera!

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Ou para fazer uma pose no vinhedo!

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E até mesmo aprender a dirigir trator, o que seria, de fato, muito útil na Marginal Pinheiros.

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Outros ficam dizendo toda hora que “vão ao poço”. Você pode pensar, como eu, que a pessoa realmente quer se hidratar numa tarde de calor no outono. Até que você nota que tem umas 10 pessoas no poço e ninguém sai de lá.  Porque? Por que guardaram o vinho no poço para ele ficar fresquinho… O pessoal aprende rápido.

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Terminada a vindima, aqueles que deram duro para colher as uvas vão aproveitar a deliciosa merenda preparada pelos proprietários das terras, o Sr. Frutuoso e a Sra. Lourdes.

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Trabalhar juntos e depois desfrutar de uma refeição com quem é dono da terra e possui muita história para compartilhar é incomparável. Por isso, a sua vindima pode ser como muitas outras e você será mais um grupo de turismo a ter uma experiência parcial.

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Ou então você vem com a gente e tem a chance de viver intensamente a experiência completa, ser um autêntico viajante.

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Que venha a vindima 2017!

Dia 3 – Penalva do Castelo e seus tesouros.

Quando pensamos numa aldeia, acho que a imagem mais comum é de um lugar pacato, parado, onde os dias passam lentos e a vida não tem novidades. Pois bem, aqui não é bem assim, Penalva do Castelo tem um monte de história, ou até de pré-história e com a pessoa certa, nossa amiga Sandra Marinho da Câmara da Freguesia, a gente passou uma manhã conhecendo um pouco destes tesouros históricos.

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Pausa para o almoço: arroz de polvo e vinho: Há Pão?

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Bom, chega de comer e vamos cozinhar com nossa mulher maravilha, a Lurdes. Sabe tudo e mostrou pra galera como se faz pão português do melhor. Há Pão e do melhor. Aqui a gente não para.

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Depois do jantar, fomos à exuberante Viagem Medieval em Canas de Senhorim.

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Dia 2 – Ao pé da Serra da Estrela para conhecer ……. vinho.

Nosso primeiro dia juntos começou com degustação. É claro. Direto para a Lusovini, a produtora de vinhos como o Flor de Nelas e o Pedra Cancela, excelentes exemplares em seu segmento. Esta antiga cooperativa foi comprada e remodelada por feras no assunto que a fizeram uma potência em termos de marcas, vendas e agora, um lugar super agradável para visitar.

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Recebidos como se recebem amigos, com um delicioso espumante, logo fizemos um visita detalhada por toda equipe da Lusovini e olha, vinho excelente que você encontra no Brasil, é que não faltou.

Seguimos para rever os amigos da Adega do Carvalhão Torto. Uma proposta totalmente diferente. Uma Adega familiar, administrada por uma família linda, envolvida com o assunto há décadas e que nos recebeu com um carinho tão grande que encantou o grupo todo. Estes vinhos ainda não têm a exposição que merecem no Brasil, mas tudo muda, não é mesmo?

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Sr. Oliveira, Luiz e sua irmã nos honraram com esta foto de grupo.

Depois de tanto vinho, só mesmo respirando um pouco de ar fresco no topo da Serra da Estrela! Ufa…

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A Monção de uma brava heroína e sua história centenária

Anteriormente, falamos de Melgaço, uma das vilas que junto com Monção compõe a Região Demarcada dos Vinhos Verdes, uma das regiões vitícolas mais antigas de Portugal. Monção compartilha da magnífica beleza do anfiteatro natural que caracterizamos quando falamos de Melgaço.

As 2 vilas têm mais de 700 anos de história possuindo belos castelos, o Castelo de Melgaço que já vimos e o Castelo de Melgaço. Ambos defenderam este território fronteiriço desde a conquista da independência portuguesa.

Assim como Melgaço, Monção pertence ao Distrito de Viana do Castelo e tem cerca de 2.500 habitantes. O município é limitado a norte por Salvaterra do Minho e Arbo, ambas em Galicia e a leste por Melgaço.

Outro fato que compartilham é o terroir perfeito para o cultivo da Alvarinho. Aliás, o reconhecimento da qualidade do vinho de Monção e Melgaço vem do século XIV. Nessa época, o vinho desta região era extremamente procurado pelos ingleses que o trocavam por bacalhau.

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A beleza das águas do rio Minho.

Durante as guerras fernandinas (entre D. Fernando, rei de Portugal e D. Henrique de Castela, no séc. XIV) Castela impôs um duro cerco à vila de Monção. O cerco já durava muito tempo e a situação começou a ficar complicada dentro das muralhas. Foi aí que Deu-la-deu Martins, esposa do alcaide local, agiu. Mandou recolher a pouca farinha que restava e com ela fazer pães. Com os pães já cozidos nas mãos, a corajosa Deu-la-deu subiu à muralha e atirou-os gritando: “A vós, que não podendo conquistar-nos pela força das armas, nos haveis querido render pela fome, nós, mais humanos e porque, graças a Deus, nos achamos bem providos, vendo que não estais fartos, vos enviamos esse socorro e vos daremos mais, se pedirdes!”. O blefe funcionou, o inimigo acreditou que ainda havia muita fartura dentro das muralhas, levantou o cerco e se mandou. Foi assim que a corajosa Deu-la-deu salvou a cidade e ficou, para sempre, ligada à história de Monção.Mas estes tempos vão longe e hoje a fartura marca a gastronomia desta região.

Além da gastronomia, da beleza natural, e do deliciosos Alvarinho, aliás um dos meus preferidos se chama justamente Deu-la-deu, Monção conta com um recanto muito especial para quem quer se hospedar por lá ou a caminho de Santiago de Compostela: o Solar de Serrade. Esta casa armoriada de meados do século XVII, de arquitetura típica solarenga altominhota parou no tempo. Tudo remonta a séculos anteriores, desde o interior até a capela e o jardim romântico.

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O morgado de Serrade foi instituído pelo Padre Dr. Belchior Barbosa e os seus sucessores foram personalidades importantes que andaram por Moçambique e pelas Índias. A imponência do Solar já diz tudo.

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Em 1801, o Solar chegou a abrigar o Quartel General das forças de vigilância de fronteira, sob o comando do Marquês de la Rosière e desde então, tem recebido a visita de diversas personalidades.

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Tetos tradicionais em masseira e salões com lareira, são um convite à tranquilidade e ao lazer. Tudo está arrumado para quem você se sinta em casa e não um hóspede.


O Solar de Serrade é um bom exemplo da recuperação do património arquitetônico da região Altominhota. Os quartos são um capitulo a parte, desde as namoradeiras nas janelas, banheiras antigas e inclusive… penico! E ao contrário de alguns hotéis deste gênero, este tem um  preço bem acessível.

O Solar produz um delicioso Alvarinho que apesar da produção relativamente pequena, segue até para exportação devido à reconhecida qualidade.

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Estando por estas bandas, não deixe de conhecer o imponente Palácio da Brejoeira, suas vinhas bosques e jardins, localizado só a 6 quilômetros a sul de Monção. O Palácio foi erguido nos primeiros anos do século XIX, tendo as obras se prolongado até 1834. Incrivelmente, não pertenceu a ninguém da nobreza. Dá para acreditar?

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Espero que tenham gostado e até o próximo post.

Fontes: Solar de SerradeRota do Vinho Verde

A beleza tranquila de Melgaço e um Alvarinho muito diferente

Adoro o norte de Portugal. Além das raízes de parte da família, o Minho, região que faz fronteira com a Espanha, é terra de gente amável, de paisagens verdejantes e da magnífica Alvarinho. E foi ali, no distrito de Viana do Castelo, que fui buscar Melgaço, uma vila de cerca de 1.500 habitantes, limitada a norte e leste pela Espanha e a oeste por outra jóia do Minho, a vila de Monção. É claro que o GPS aprontou das suas e eu acabei numa estradinha minúscula. Na Espanha!

Parece que este é o melhor caminho mesmo, mas com os mapas velhos do GPS e já bem dentro da Espanha, não consegui ativar o Waze que funciona com operadora de Portugal para checar o caminho. Então o jeito foi ir em frente. Normalmente eu não gosto de dirigir, mas confesso que esta paisagem é tão bonita que eu até curti.

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Lindas paisagens pontuadas pelos típicos espigueiros.

Foi assim que Melgaço se revelou: como uma verdadeira rainha da beleza minhota, desfilando numa espécie de palco, cercada por montanhas que deslumbram e que parecem formar uma platéia de onde se pode em troca, contemplar o charme ancestral da cidadezinha.

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Cheguei por lá na hora do almoço e minha reunião só estava agendada para a tarde. Um momento tranquilo, numa vila já muito tranquila. Aproveitei para almoçar no parque, percorrer as ruelas e visitar os principais pontos turísticos. Veja só minhas companhias…

 

Hora do almoço + cidade pequena = tudo fechado. Gostaria de ter visitado o Solar do Alvarinho, mas não foi possível. É uma construção linda e vai ficar para a próxima com certeza. Veja por você mesmo: Solar do Alvarinho – Melgaço

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Outra visita que vale a pena são as 2 igrejas. Tudo muito pertinho num percurso que você faz a pé. Bem rapidinho, mas deixe tempo para desfrutar da beleza exterior e interior.

Outro ponto de visita imperdível é o Castelo de Melgaço, principal ponto de defesa fronteiriça do Alto Minho no século XII, localizado quase às margens do rio Minho cujas ruínas vigiam até os dias de hoje a travessia para a Galícia.

 

Mas já era hora de interromper o passeio e trabalhar. Então, rumei para a Soalheiro.

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A Quinta de Soalheiro está localizada bem pertinho do centro de Melgaço e também desfruta da beleza privilegiada da região, cercada por um conjunto de serras que além do visual fantástico, criam as condições de pluviosidade, temperatura e horas de sol necessárias à melhor maturação das uvas da casta Alvarinho. Este incrível terroir foi cuidadosamente composto pela natureza assim:

  • pluviosidade: regulada pelo Rio Minho que separa Portugal de Espanha.
  • temperatura: as colinas proporcionam as encostas que protegem e aquecem o vale, barrando o frio do norte ou do Oceano.

Esta peculiaridade se estende à cidade de Monção logo ali ao lado e o perfil do Alvarinho da sub-região de Monção e Melgaço é reconhecidamente diferente. Aqui, apesar das condições favoráveis ao desenvolvimento de todo o potencial da Alvarinho, o custo de produção é bastante alto e o quilo da uva custa em média o triplo do que se paga no resto da região, devido às características do relevo e ao tamanho das propriedade.

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Mas voltando à Soalheiro, a quinta foi plantada em 1774 por João António Cerdeira que lançou em 1982, a primeira marca de Alvarinho de Melgaço, a Soalheiro. Hoje, uma área significativa das vinhas se encontra em produção biológica, promovendo a biodiversidade da fauna e flora local. É exclusivamente destas vinhas que nascem as uvas que vão dar origem ao Soalheiro Primeiras Vinhas e ao Soalheiro Reserva.

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Uma característica interessante da Soalheiro é a maneira como utilizam a madeira em seus vinhos. Como exercício de degustação, é super legal perceber como um vinho branco, em especial feito de uva Alvarinho pode manter sua fruta e frescor e crescer com o uso da madeira. Este é um trabalho feito por poucos, pois qualquer equívoco pode arruinar o vinho e produzir algo parecido com “chá de madeira”. Na região do Minho existem apenas 3 ou 4 produtores que usam madeira com a devida maestria.

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Outros 2 vinhos que você não pode perder são os espumantes Rosé (feito com Alvarilhão e Touriga Nacional) e o de Alvarinho.

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Acho que são importados pela Mistral, e lembrando sempre que este blog é independente, convido vocês a conhecerem os vinhos da Soalheiro que vão proporcionar uma experiência fantástica e bem distinta quando você pensar em vinhos verde. Saúde!

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