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Não perca: Feira Medieval de Pinhel (Guarda) – A Cidade do Falcão

Pinhel irá promover mais uma edição de sua Feira Medieval, que irá decorrer de 01 a 04 de junho no centro histórico do município.
Uma verdadeira viagem no tempo, re(a)vivando a sua história e as suas memórias, enchendo de vida e cor o centro da cidade com a 4ª edição da Feira Medieval – A Cidade do Falcão – “Guarda-Mor do Reino e Senhorios de Portugal”.
Pinhel fica a 2 horas da cidade do Porto. Se estiver pelo norte Portugal, não perca os manjares, cortejos, torneios, teatros, música, dança e animação de rua desta linda festa.

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Pinhel will promote another edition of its Medieval Fair, which will run from 01 to 04 June in the historic center of the municipality.
A true journey through time, re living history and its memories, filling the city’s historical center with life and color during the 4th edition of the Medieval Fair – The City of the Falcon – “Guardian of the Kingdom and Landlords of Portugal”.
Pinhel is 2 hours from Porto, if you are in northern Portugal, do not miss the delicacies, processions, tournaments, theaters, music, dance and street entertainment of this awesome party.

Olha só o vídeo. / Check the video.

Festa Medieval de Pinhel

Você sabe a diferença entre turista e viajante?

O turista é a pessoa que gosta de visitar lugares. Observa, prova e tira muitas fotos tendo sem dúvida uma experiência agradável.

Já o viajante se propõe a explorar o novo e se mesclar ao lugar e à cultura local. É claro que esta pessoa também vai observar, provar e tirar fotos. Porém mais que isso vai viver e conviver em cada momento. É turismo de convivência e essa é a nossa proposta.

Olha só como nosso grupo se divertiu tecendo num tear tradicional, fazendo pão no forno à lenha para depois comê-lo com sardinhas na brasa e participando de uma vindima da aldeia.

Clique no link da página ou direto nos vídeos! Nossos Vídeos

 

Dia 7 – Viseu, por último mas o melhor.

Nosso último dia juntos começa cedo no Solar do Dão, localizado em Viseu. É neste antigo solar onde se localiza a Comissão Vitivinícola do Dão. Lá a turma teve a oportunidade de aprofundar seus conhecimentos técnicos sobre a região, degustar a variedade de vinhos produzidos por lá e ainda comprar algumas garrafas.

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Em seguida visitamos a estátua de Viriato, famoso personagem da história local e fomos para o centro de Viseu, conhecida como a cidade jardim pela sua beleza e considerada como uma das cidades de melhor qualidade de vida de toda a Europa.

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O almoço foi na Taberna da Milinha para conhecer uma tasca portuguesa. A bisavó do boteco.

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O chef preparou comidinhas mil que acompanharam o vinho da casa de maneira perfeita.

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E claro que não podiam faltar os enchidos e queijos locais.

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A tarde foi dedicada às compras. O grupo se soltou no Palacio do Gelo, aproveitando as ofertas e comprando os últimos presentes.

À noite tivemos a oportunidade de visitar a Adega de Penalva do Castelo que estava em plena atividade, recebendo uvas de seus mais de 1.000 associados.

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Ver tanto vinho abriu o apetite e fomos direto para o famoso leitão assado no forno à lenha, devidamente acompanhado pelos excelentes espumantes da Adega. Aliás se quiser importar os vinhos da Adega, temos o orgulho de representá-los aqui. (1 minuto pro comercial, né gente).

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Após o jantar, nossos convidados foram agraciados com um certificado de participação nas vindimas pelo Presidente da Câmara (equivale ao nosso prefeito). Afinal, tanto trabalho duro!

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E depois da cerimônia o rancho folclórico de Penalva do Castelo arrasou nas músicas tradicionais. Juntando a animação portuguesa com a brasileira foi um verdadeiro festerê com muita dança e risadas. Lembre, estas pessoas trabalharam o dia todo e vieram até aqui para defender e mostrar sua cultura. Aliás, a Dna. Luísa (do lencinho amarelinho) estava de aniversário!!! E deixou de estar com a família para estar conosco. Na aldeia é assim.

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Para fechar a noite e nossa aventura na aldeia, um brinde reunindo toda a gente que se juntou para festejar e celebrar mais um dia na aldeia.

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Gostou? Então vem com a gente!

Dia 6 – O Douro também pode ser rural.

Se você conhece só um pouco de Portugal, certamente já escutou sobre o Douro. Nosso grupo pediu para visitá-lo pois não o conheciam e um enófilo ir a Portugal e não conhecer o Douro, bem… é como ir… Você já sabe.

A Quinta do Marrocos era o nosso destino e a vista com a qual nos receberam é digna deste patrimônio tombado pela Unesco. Muitas vinícolas desta região abrigam hotéis sofisticados e restaurantes refinados. A Quinta, no entanto, é exatamente o tipo de experiência que gostamos. Uma refeição à moda antiga, ambientada numa cozinha do século XIX foi tudo de bom.

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Sopinha de espinafre servida exatamente como antigamente como entrada e uma bela feijoada portuguesa no prato principal.

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A visita incluiu o centenário vinhedo.

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E a adega, a degustação de 3 maravilhosos vinhos do Porto além do branco e do tinto da casa. Tudo fruto do trabalho da fantástica Ana Cristina, a gentileza em pessoa.

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Passamos por todo o Douro e na volta paramos em Penédono e Trancoso para conhecer aldeias históricas.

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Mas era hora de voltar para casa porque alguém muito importante esperava por nós.

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Nossa safra Há Pão de 2016 precisava ser pisada. E a turma era só animação.

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Aqui está a prova.

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Depois de tanto gasto de energia, a galera precisou de um bacalhau a lagareiro.

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E para fechar a noite, filhoses com mel da Dna. Lourdes.

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Tá bom ou quer mais?

Dia 4 – O tão esperado dia da vindima.

A ansiedade do grupo era palpável durante toda a manhã. O grupo estava ansioso por sua primeira vindima e como ela seria. Um sentimento de “friozinho na barriga” comum a quando fazemos algo pela primeira vez. É intrigante como uma tarefa tão simples possa deixar as pessoas com toda esta expectativa.

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Chegando lá, o pessoal não ficou tímido, não. Luvas e tesouras tinindo de novas, se jogaram nas videiras. Alguns estreavam em meio às parreiras.

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Outros já eram veteranos.

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É claro que de vez em quando a gente precisa de uma pausa para um gole de vinho e trocar uma idéia com a galera!

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Ou para fazer uma pose no vinhedo!

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E até mesmo aprender a dirigir trator, o que seria, de fato, muito útil na Marginal Pinheiros.

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Outros ficam dizendo toda hora que “vão ao poço”. Você pode pensar, como eu, que a pessoa realmente quer se hidratar numa tarde de calor no outono. Até que você nota que tem umas 10 pessoas no poço e ninguém sai de lá.  Porque? Por que guardaram o vinho no poço para ele ficar fresquinho… O pessoal aprende rápido.

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Terminada a vindima, aqueles que deram duro para colher as uvas vão aproveitar a deliciosa merenda preparada pelos proprietários das terras, o Sr. Frutuoso e a Sra. Lourdes.

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Trabalhar juntos e depois desfrutar de uma refeição com quem é dono da terra e possui muita história para compartilhar é incomparável. Por isso, a sua vindima pode ser como muitas outras e você será mais um grupo de turismo a ter uma experiência parcial.

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Ou então você vem com a gente e tem a chance de viver intensamente a experiência completa, ser um autêntico viajante.

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Que venha a vindima 2017!

Dia 3 – Penalva do Castelo e seus tesouros.

Quando pensamos numa aldeia, acho que a imagem mais comum é de um lugar pacato, parado, onde os dias passam lentos e a vida não tem novidades. Pois bem, aqui não é bem assim, Penalva do Castelo tem um monte de história, ou até de pré-história e com a pessoa certa, nossa amiga Sandra Marinho da Câmara da Freguesia, a gente passou uma manhã conhecendo um pouco destes tesouros históricos.

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Pausa para o almoço: arroz de polvo e vinho: Há Pão?

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Bom, chega de comer e vamos cozinhar com nossa mulher maravilha, a Lurdes. Sabe tudo e mostrou pra galera como se faz pão português do melhor. Há Pão e do melhor. Aqui a gente não para.

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Depois do jantar, fomos à exuberante Viagem Medieval em Canas de Senhorim.

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Dia 2 – Ao pé da Serra da Estrela para conhecer ……. vinho.

Nosso primeiro dia juntos começou com degustação. É claro. Direto para a Lusovini, a produtora de vinhos como o Flor de Nelas e o Pedra Cancela, excelentes exemplares em seu segmento. Esta antiga cooperativa foi comprada e remodelada por feras no assunto que a fizeram uma potência em termos de marcas, vendas e agora, um lugar super agradável para visitar.

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Recebidos como se recebem amigos, com um delicioso espumante, logo fizemos um visita detalhada por toda equipe da Lusovini e olha, vinho excelente que você encontra no Brasil, é que não faltou.

Seguimos para rever os amigos da Adega do Carvalhão Torto. Uma proposta totalmente diferente. Uma Adega familiar, administrada por uma família linda, envolvida com o assunto há décadas e que nos recebeu com um carinho tão grande que encantou o grupo todo. Estes vinhos ainda não têm a exposição que merecem no Brasil, mas tudo muda, não é mesmo?

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Sr. Oliveira, Luiz e sua irmã nos honraram com esta foto de grupo.

Depois de tanto vinho, só mesmo respirando um pouco de ar fresco no topo da Serra da Estrela! Ufa…

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Dia 1 – A emoção da chegada.

Nosso grupo de visita eno-gastronômico e histórico-cultural chegou. Um nome grande para coisas simples como devorar a tradicional comida portuguesa, beber seu delicioso vinho e conhecer tesouros antigos e escondidos que só mesmo os locais conhecem e compartilham com o carinho do povo da aldeia.

Para isso, recebemos nossos convidados com um delicioso almoço na Casa Aleixo no Porto e fomos direto ao Hotel Palácio do Bussaco para conhecer um pouco da história, ver de perto um dos mais belos monumentos deste país e brindar com um tradicional espumante da região a chegada de novos amigos.

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Depois, já em casa, foi hora de relaxar e conhecer o que atraiu todos até aqui: a adega do Há Pão.

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Final perfeito para um dia corrido, mas muito legal.

Há Pão – O Nascimento do Primeiro Vinho Engarrafado dos Cardoso

Vinho é cultura, é raiz, é origem, é família. E para entender o que realmente é o vinho, nós fomos a Portugal fazer vinho do Dão com a família Cardoso, em Urgueirinho.

Chegamos bem perto da data da colheita. É uma época de muita ansiedade, pois cada enólogo e vitivinicultor está atento ao tempo: a quantidade de chuva, sol e calor determinam a proporção de água e açúcar na uva, características super importantes para o fundamental processo de fermentação do vinho. Qualquer nuvem no céu provoca uma corrida ao computador mais próximo para uma consulta à previsão do tempo. Pois é, nem tudo é sempre tão rural…

Vamos que vamos!
Vamos que vamos!

Definida a data exata da colheita, toca conferir com os vizinhos quem está disponível para ajudar, pois a colheita é trabalho, celebração, festa e portanto uma atividade que envolve a comunidade. O dia começa cedo. Colhemos cacho a cacho debaixo de sol, depositando-os nos balseiros ao longo das vinhas e depois levando os mesmos até o trator. O dia todo. A rotina só é quebrada nas paradas para o lanche e pela música cantada pelo pessoal da aldeia.

Preparar. Apontar. Fogo!
Preparar. Apontar. Fogo!
Olha aí a criança feliz!
Olha aí a criança feliz!

 

 

 

 

 

 

 

 

 

No fim da tarde, as costas e pernas reclamam da atividade física exaustiva, porém a satisfação de ver dezenas de balseiros cheios de uvas maduras se dirigirem à adega é enorme. Mas o trabalho está apenas começando e o primeiro passo na chegada é o desengaçe para depositar a fruta no lagar. Seguida da primeira pisada. Não tive a experiência mítica dos tambores marcando ritmo, nem do abraço comunitário, muito menos das 8 horas ininterruptas do trabalho. É um lagar pequeno. Autêntico vinho de garagem. Agora, o trabalho é duro e quando terminou o dia, juro, eu estava zonza de cansaço.

Balseiros cheios no trator. Hora de procurar um lagar.
Balseiros cheios no trator. Hora de procurar um lagar.
A primeira pisa a gente nunca esquece.
A primeira pisa a gente nunca esquece.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

No dia seguinte, adivinha o primeiro pensamento quando abri os olhos: como está o vinho? Verdade. Logo corri para o lagar e vi que estava lá. Quietinho, misterioso. As uvas esmagadas guardando sua química, ocultando seu segredo. No fim da tarde, mais uma pisada. Quanto tempo? Bom, isso é uma decisão desse pessoal que cresceu fazendo vinho… Eu só pisava. Feliz da vida, pisava e pisava.

Caprichando na extração!
Caprichando na extração!
Pisa e pisa.
Pisa e pisa.

 

 

 

 

 

E assim fizemos por 7 dias. Na verdade 7 noites. À tardinha era hora de pôr o uniforme (sim, vinho mancha) e pisar por meia horinha, mais ou menos. Pela manhã sempre a mesma expectativa: qual a mágica aconteceu durante a noite? Tem aroma distinto? A aparência mudou? E sim, a cada dia as cascas afinam e sobem, o líquido vai se separando por baixo e engrossando, a temperatura sobe com a atividade frenética das leveduras e os aromas se intensificam. Era a magia do vinho acontecendo bem na minha frente. E incrível, tudo isso você pode literalmente sentir na pele, na pisa cuidadosa e paciente. Por isso os portugueses são ferrenhos defensores deste método artesanal e caro.

Marcas na pele.
Marcas na pele. Olha aas manchas dos pezinhos no pano lá do fundo.
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Chapéu formado. O que você está escondendo aí?

 

 

 

 

 

 

Finalmente, chega o dia! Hora de interromper a maceração. Tudo muito artesanal. Pegamos um tubo, encaixamos no local próprio, no fundo do lagar e dá-lhe uma bomba para levar o precioso líquido para o inox. Um processo que exige paciência. Aliás como tudo o mais no vinho.

Chega de maceração. Bora pro tanque.
Chega de maceração. Bora pro tanque.

Quando a extração do líquido terminou, estava na hora do trabalho realmente duro: a extração do vinho de prensa. Toca a juntar tudo o que sobrou no lagar e colocar na … prensa.

Vem, meu precioso mosto, vem.
Vem, meu precioso mosto, vem.
E depois, é hora do aperto. Foooorça.
E depois, é hora do aperto. Foooorça.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O vinho de prensa, dá origem a um vinho mais simples, extraído “na marra”. É vinificado separadamente daquele que ficou na cuba de inox.

Aliás, foi lá a ultima vez que o vi. Fui embora e ele lá ficou esperando seus taninos arredondarem e seus aromas e sabores se intensificarem.

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Tem alguém aí? Tá tudo bem? Fala comigo….

Até que um dia recebi notícias dele. Direto lá da terrinha. Tá lindo, né? Gostaram do rótulo? A gente que fez com o apoio do super Take do Studio Mugen: takashi20@gmail.com!

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Há Pão – Tá bonito! Posando no seu próprio terroir.

Agora não vejo a hora de revê-lo pessoalmente. E você? Quer ver e VIver? Então vem com a gente na Experiência Vindimar!

Vem viver!
Vem viver!