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Não perca: Feira Medieval de Pinhel (Guarda) – A Cidade do Falcão

Pinhel irá promover mais uma edição de sua Feira Medieval, que irá decorrer de 01 a 04 de junho no centro histórico do município.
Uma verdadeira viagem no tempo, re(a)vivando a sua história e as suas memórias, enchendo de vida e cor o centro da cidade com a 4ª edição da Feira Medieval – A Cidade do Falcão – “Guarda-Mor do Reino e Senhorios de Portugal”.
Pinhel fica a 2 horas da cidade do Porto. Se estiver pelo norte Portugal, não perca os manjares, cortejos, torneios, teatros, música, dança e animação de rua desta linda festa.

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Pinhel will promote another edition of its Medieval Fair, which will run from 01 to 04 June in the historic center of the municipality.
A true journey through time, re living history and its memories, filling the city’s historical center with life and color during the 4th edition of the Medieval Fair – The City of the Falcon – “Guardian of the Kingdom and Landlords of Portugal”.
Pinhel is 2 hours from Porto, if you are in northern Portugal, do not miss the delicacies, processions, tournaments, theaters, music, dance and street entertainment of this awesome party.

Olha só o vídeo. / Check the video.

Festa Medieval de Pinhel

Vindima no Dão / Winemaking in Dão

Que rufem os tambores!
Chegou o post sobre o tão esperado roteiro de Vindimas no Dão. Um convite para conhecer a fundo um dos segredos mais bem guardados de Portugal: o Dão, uma DOP que produz alguns dos mais elegantes Touriga Nacional do país.

No nosso mais tradicional roteiro oferecemos gastronomia, história e convivência na aldeia com o conhecimento aprofundado da elaboração do vinho, desde a vindima até a adega, em produtores artesanais, de médio e grande porte. Uma verdadeira imersão no mundo do vinho.

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Partiremos do ponto de encontro no Porto com destino à frequesia da Ínsua no conselho de Penalva do Castelo. Penalva possui uma das maiores concentrações de monumentos históricos de Portugal: sítios pré-históricos, romanos e medievais.

Já a Casa da Ínsua, uma das 4 casas que delimitam a região do Dão, foi construída na segunda metade do século XVIII. A quinta possuía a única fábrica de gelo na região, uma geradora hidroeléctrica, adegas e lagares. Tudo isso preservado com cuidados dignos de museu. Uma riqueza histórica marcante.

Dedicaremos todo um dia ao icônico Douro, berço do vinho do Porto e patrimônio mundial da humanidade. Desfrutaremos de um almoço nesta magnifíca paisagem, sua história marcante e degustaremos o mais conhecido dos vinhos portugueses: o Porto.

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Também dedicaremos um dia à Serra da Estrela, local da nascente do Rio Dão. Leve seu casaco, pois chegaremos ao ponto mais alto de Portugal, as Penhas Douradas.

Não deixaremos para tras o conhecido queijo da Serra, por isso vamos à premiada Queijaria de Germil a fim de compreender detalhadamente o rígido processo de elaboração do queijo da Serra da Estrela com direito a degustação.

Visitaremos uma oficina artesanal de cestaria, uma arte milenar cuja fabricação, decoração e utilização varia de acordo com cada país, região, povo, costumes, e tradição. Segundo a teoria de alguns pesquisadores existem muitas fontes sobre a origem da cestaria.

  • Origem Indígena, na fabricação de cestos para transportar objetos ou para armazenagens de alimentos.
  • Origem nômade, na procura de soluções do armazenamento e transporte de alimentos e na antiguidade.
  • Origem Persa, alguns escudos utilizados no batalhão dos imortais foram feitos de cestaria.
  • Origem Ibérica, outros dizem que a Vila de Gonçalo, localizada be perto de onde estaremos, foi o berço da cestaria em Portugal e Espanha.

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E por último, mas não menos importante teremos oportunidade de participar de 2 dias de vindima. É diversão da colheita ao lagar e à pisa, mas não se preocupe, se você se cansar é só parar para comer alguma coisa e tomar um copinho de água. Ou vinho. Uma experiência comunitária emocionante e que proporciona aos enófilos uma aprendizagem incrível.

Teremos 6 degustações exclusivas em produtores com perfis totalmente diferentes, proporcionando uma visão completa da região do Dão.

Fecharemos nossa viagem em Viseu que foi várias vezes residência dos condes D. Teresa e D. Henrique, pais de D. Afonso Henriques que teria nascido ali a 5 de agosto de 1109. Só para lembrar, D. Afonso Henriques é considerado ninguém menos que o pai de Portugal por ter unificado todas as regiões do agora país e mandado para casa os mouros que estavam por lá já há alguns séculos.

Voltando a Viseu, esta data da época dos celtiberos, prova disso é que encontraram num altar pagão datado do séc. I, as seguintes inscrições: “Às deusas e deuses vissaieigenses. Albino, filho de Quéreas, cumpriu o voto de bom grado e merecidamente.” Com a Romanização, a cidade ganhou grande importância, devido ao entroncamento de estradas romanas, por isso Viseu está associada à figura de Viriato, já que se pensa que este herói lusitano tenha talvez nascido nesta região.

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E outra lenda bacana que inclusive está representada no brasão da cidade. O rei Ramiro II de Leão, em viagem para outras terras, conheceu Sara, a irmã de Alboazar, rei do castelo de Gaia, e se apaixonou a tal ponto que raptou Sara. Ao saber do sucedido, o irmão de Sara vingou-se raptando a esposa do rei, D. Urraca. Ferido no orgulho, D. Ramiro teria escolhido em Viseu alguns dos seus melhores guerreiros para o acompanharem, penetrando sorrateiramente no castelo, e deixando os guerreiros nas proximidades. Enquanto Alboazar caçava, D. Ramiro conseguiu entrar no castelo e encontrar D. Urraca que, sabendo da traição do marido, recusou-se a acompanhá-lo. Quando Alboazar regressou da caça, D. Urraca decide vingar-se do marido mostrando-o ao raptor. Ramiro, aprisionado e condenado à execução, pede para, como último desejo, morrer ao som da sua buzina, que era o sinal que tinha combinado com os soldados para entrarem no castelo. Ao final do sexto toque, os soldados cercam imediatamente o castelo, incendiando-o. Alboazar morreria nas mãos dos soldados do rei Ramiro. Parabéns a D. Urraca e pena que D. Ramiro se saiu com a sua, mas assim é a história.

Viseu tem muita história, é uma cidade muito bonita (premiada várias vezes como a melhor cidade da Europa para se viver) e tem lojas, shoppings etc, para você poder levar além das lembranças, muita coisa bonita para casa.

Não perca tempo, como a hospedagem é em casa de proprietário rural (e que casa), as vagas são limitadas!

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Drums rolling!

The long-awaited post is finally here: Winemaking in Dão Tour. An invitation to know one of the best-kept secrets in Portugal: Dão, a DOP that produces some of the most elegant Touriga Nacional in the country.

In our most traditional itinerary, we offer gastronomy, history and living in a Portuguese village with in-depth knowledge of winemaking, from harvest to the winery, in small and medium-sized artisan producers. A true immersion in the world of wine.
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We will leave the meeting point in Porto to freguesía of Ínsua in Penalva do Castelo council. Penalva has one of the largest concentrations of historical monuments in Portugal: prehistoric, Roman and medieval sites.
Casa da Ínsua, 1 of the 4 houses that surround Dão, was built in the 2nd half of the 18th century. The “quinta” had the only ice factory in the region, a hydroelectric generator, wineries and mills preserved with museum-worthy care. An extraordinary historical richness.
We will dedicate a whole day to the iconic Douro, the cradle of Port wine and world heritage of humanity, enjoying lunch in this magnificent landscape, its remarkable history and tasting the best-known Portuguese wines: Porto.
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Likewise, we will dedicate one day to the Serra da Estrela, the source of the Rio Dão. Take your coat, because we will visit the highest point of Portugal, the Penhas Douradas.
We will not leave forget the well-known cheese from Serra, so we go to the award-winning cheese producer in Germil to understand the rigid handling of elaboration of the Serra da Estrela cheese. Tasting included.
We will visit a handmade basketwork workshop, an ancient art which manufacture, decoration and use vary according to each country, region, people, customs and tradition. As per researchers, the millenary art of basketry could have several origins:
  • Indigenous origin, manufacture of baskets for carrying objects or for storing food.
  • Nomad origin, in search of food storage and transport solutions.
  • Persian origin, the shields used in the battle of the immortals were made of basketry.
  • Iberian origin, others say the village of Gonçalo, near where we will be, was the cradle of basketry in Portugal and Spain.

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And last but not least we will participate in 2 days of harvest. It’s fun to harvest and drink, but do not worry, if you get bored or tired, just stop and have something to eat, drink a glass of water. Or maybe wine. An exciting community experience that gives oenophiles incredible learning.
We will have 6 exclusive tastings in producers with different profiles, providing a complete view of Dão.
We will finish our trip in Viseu that was a residence by counts D. Teresa and D. Henrique, parents of D. Afonso Henriques who was born there August 5th, 1109. Just as a reminder, D. Afonso Henriques is none other than the father of Portugal for having unified all regions of the now country and sending home the Moors who were there for several centuries.
Back to Viseu, that dates from the time of the Celtiberians, proof of this is they found on a pagan altar dated from the first century the following inscriptions: “To the Goddesses and the Gods Vissaieigenses. Albino, son of Quensas, fulfilled the vote willingly and deservedly”. With the Romanization, the city gained great importance, due to the intersection of Roman roads, so Viseu is linked with the figure of Viriato since the Lusitanian hero may have been born in this region.
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Another nice legend is represented in the coat of arms of the city: King Ramiro II of Leon, on a journey abroad, met Sara, the sister of Alboazar, king of the castle of Gaia, and fell so much in love he kidnapped Sara. On learning what had happened, Sara’s brother took avenge by kidnapping the king’s wife, D. Urraca. Wounded in pride, D. Ramiro chose in Viseu his best warriors, sneaked alone into the castle, and left his warriors nearby. While Alboazar was hunting, D. Ramiro found D. Urraca, who, knowing of her husband’s betrayal, refused to go with him. When Alboazar returned from hunting, D. Urraca took revenge on her husband by showing him the abductor. Ramiro, imprisoned and sentenced to execution, asks as his last wish to die at the sound of his horn, which was the signal for his soldiers to invade the castle. At the end of the sixth ring, the soldiers at once surround the castle, setting it on fire. Alboazar died at the hands of King Ramiro’s soldiers. Cuddles to D. Urraca and sorry that D. Ramiro could escape, but such is history.
Viseu historic heritage is vast, a delightful city (awarded several times as the best city to live in Europe) and it has shops, malls etc, so you can take not only memories but still something lovely home.
Lose no time, because accommodations are in a village house (and what a house, wow), spots are limited!
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Receita de Canelé Bordelais. E sim, tem tudo a ver com vinho.

Este docinho simples e simpático, típico da região vinhateira de Bordeaux, na França, seduz há séculos. Um pouquinho de história e a receita desta delícia estão bem aqui!

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A associação da canelé com o vinho é simples: os produtores de vinho adicionam claras de ovo ao mosto do vinho, num processo conhecido como clarificação, que retira o excesso de sedimentos do vinho e deixa-o mais suave. Há alternativas modernas ao processo, porém, as claras de ovos ainda são usadas por muitas vinícolas de pequeno porte.

Historicamente, as gemas de ovo oriundas deste processo viraram doces encantadores pelo mundo, e na França, mais especificamente em Bordeaux, foram utilizados para criar os primeiros canelés. Se você estiver em Bordeaux, as canelés são muito fáceis de achar e segundo o povo de lá mesmo, as da Baillardran são as melhores. Se não for o caso, segue a receita.

Nossa receita exige bem poucos ingredientes e eu acho até bem simples de fazer, para tanto sabor. Rende de 12 a 16 porções, dependendo do tamanho da sua forma.

2  detalhes importantes:
. As canelés devem ser preparadas de véspera.
. Deve-se usar a forma própria. Além da questão estética, eu notei que as que eu preparei nas formas de cupcake, ficaram parecidas com queijadinhas, murcharam mais e ficaram mais torradas e secas. A forma tradicional é de cobre, quase impossível de achar até na França. A minha, eu trouxe de lá, mas é de silicone. Ótima. Por aqui, eu já vi em boas casas do ramo.

Ingredientes:
. 1/2 litro de leite
. 2 ovos inteiros
. mais 2 gemas de ovo batidas
. 1/2 fava de baunilha ou 1/2 colher de chá de extrato de baunilha
. 3 colheres de sopa de rum
. 1 xícara de farinha de trigo
. 1 xícara de açúcar mascavo
. 2 colheres de sopa de manteiga
. Manteiga para untar a forma
. Açúcar branco para polvilhar a forma

Instruções:
No dia anterior:
. Ferva o leite com a baunilha e a manteiga. Retire o fogo, deixe esfriar só um pouco.
. À parte, misture a farinha com o açúcar, em seguida, adicione os ovos e as gemas de ovo à essa mistura.
. Depois, despeje esta mistura no leite morno.
. Misture tudo suavemente para obter uma mistura fluída e suave, tipo massa de panqueca. E se achar que errou: não, não errou, a massa fica quase líquida.
. Deixe esfriar e adicione o rum. Pode não usar rum? Pode, mas não é igual e não esqueça que o álcool evapora no forno.
. Leve à geladeira por 24 horas a 48 horas no máximo, a fim de hidratar bem a farinha de trigo.
Para assar as canelés:
. Pré-aqueça o forno a 250ºC.
. Unte a forma própria com manteiga e, em seguida, polvilhe com um pouco de açúcar.
. Despeje a massa apenas até estarem 3/4 cheios – NÃO mais. Parece inacreditável, mas elas crescem no forno e se você encher demais vai ser um rolo.
. Apoie a forma de silicone numa assadeira, e leve ao forno em temperatura alta por 5 minutos, em seguida, baixe a temperatura para 175ºC e continue a cozinhar por 1 hora mais ou menos.
. Os canelés estarão prontos quando sua adorável e quase crocante cobertura estiverem com uma leve crosta marrom, e eles ainda estiverem úmidos, quase como um pudim, por dentro, mas sem soltar sedimentos quando espetados com palito.
. Desenforme com cuidado enquanto ainda mornos.

As minhas ficaram ótimas em relação ao sabor e textura, mas preciso fazê-las mais uniformes, pois as cores estavam muito diferentes e entender também porque murcharam tanto. Diz a lenda que é porque não usei ovos frescos. Onde achar ovos frescos em São Paulo é que é o desafio…

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Você pode servir as canelés com chá ou café, ou desfrutá-las numa versão mais ousada, com vinho do Porto ou conhaque. Aliás é ótima para servir em festas, você prepara na véspera e só põe no forno na hora que for adequada. Bon appetit!

Que o álcool afeta muita coisa você já sabia, mas sabe como ele altera o sabor da sua bebida?

Você já reparou que ao adicionar água ao uísque, que reduz sua porcentagem de álcool, se revelam novos e sutis sabores? Ou que uma taça de vinho tinto tem menos sabor frutado do que suco de uva sem álcool? 

Já que nosso assunto principal é vinho, comecemos por inalar profundamente o vinho que está na sua taça para compreender este processo. Você pode descrever os aromas que detecta? Frutas secas, frutas frescas, flores, grama, madeira e/ou especiarias? Esqueça os caríssimos kits atopetados de aromas artificiais tipo morango de xarope ou cereja de balinha. Ou vice-versa. Uma boa maneira de treinar seu cérebro e aumentar a sua memória olfativa é treinar em feiras, jardins, floricultura e lojinhas de temperos.

 

 

 

 

Esta lojinha de temperos pode ser um banquete de aromas.

Graças ao nosso sentido do olfato,  podemos detectar até 10.000 odores diferentes, embora não possamos identificar todos eles. Isto acontece por causa do “limite de detecção” que é a concentração mínima de um aroma que deve estar presente para que possamos percebê-lo. Agora, atenção que isto é importante:

  1. Os aromas, também chamados de cheiros, odores e fragrâncias, consistem em uma ou mais moléculas de aroma. Os aromas são voláteis e atingem o nosso olfato através do intervalo entre os mesmos, ou seja, o espaço aéreo diretamente acima da superfície do líquido que vai eventualmente terminar nas nossas narinas.

2. Nós percebemos os aromas através do nariz (oronasal), bem como através da boca (retronasal). Cada vez que engolimos, a língua detecta os sabores (esse é outro papo) e os aromas sobem através pela parte traseira de nossa garganta e pela passagem nasal. Isto explica porque degustamos vinho usando uma técnica um tanto bizarra – fazendo ruído para movimentar e sacudir e arejar o vinho (e portanto, os aromas). Desta forma, não há necessidade de engolir o álcool, mas pode-se detectar melhor as moléculas de aromas voláteis do vinho.

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3. Muitos fatores influenciam os odores que podemos detectar durante uma degustação, inclusive o mecanismo de deglutição e o cérebro, porém o importante aqui é que cada molécula de aroma se comporta de forma diferente em distintos solventes, dependendo de suas propriedades físicas. As moléculas de aroma hidrofóbicas são adversas à água. Elas tendem a fugir quando cercadas por moléculas de água, subindo para o tal intervalo, onde é mais fácil serem detectadas pelo nosso olfato.

4. Por outro lado, as moléculas de aroma hidrofílico têm afinidade com moléculas de água e preferem permanecer em líquidos. O álcool (etanol) tem propriedades parcialmente hidrofóbicas. Isto explica porque as moléculas hidrofóbicas dos aromas encontrados em bebidas alcoólicas ainda permanecem em seu vinho apesar da presença do álcool.

5. A proporção de líquidos – água x álcool – determina quais aromas são mais fáceis de detectar do que outros: quanto mais álcool houver em sua bebida, os aromas mais hidrofílicos escaparão para o intervalo. Por outro lado, quanto maior o volume de água, mais aromas hidrofóbicos você terá escapando do líquido e se movendo para o intervalo.

Aqui vemos o Prof. Pedro detectando aromas no tal intervalo.

Na sua próxima degustação você pode ter certeza que o prazer da riqueza de aromas percebidos é devido também a este equilíbrio muito delicado de água x álcool. Graças à presença dele, conseguimos apreciar os sabores sutis dos nossos vinhos e bebidas alcoólicas favoritas e especialmente harmonizá-los com a comida!

 

 

 

 

 

Deguste os mesmos pratos com um vinho branco ou rosé (normalmente menos alcoólico) e com um tinto (tradicionalmente mais alcoólico) e tire suas próprias conclusões.

Fonte: O álcool e os aromas no vinho de Bernard Lahousse

5 receitas de coquetéis com vinho para você fazer com o que tem em casa!

Abaixo você encontra 5 receitas bem simples para variar a maneira de servir seu vinho com ingredientes que você deve ter em casa. Se mesmo assim você achar muita coisa, tente colocar um picolé da sua fruta favorita na taça de espumante para um drinque super refrescante ou uma bola de sorvete com espumante por cima para um drinque diferente. Dependendo da quantidade de sorvete e creme, você pode preparar um drinque (mais espumante) ou uma sobremesa (mais sorvete).

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Por favor, não use o vinho super top que você ganhou no Natal para preparar estas receitas, mas também não use o vinho mais barato do mercadinho da esquina. O ideal é um vinho econômico, porém decente.

Velho cubano – Robert Simonson
Porção: 1
INGREDIENTES
22,5 ml de suco de limão fresco
30 ml de xarope simples (açúcar e água, no ponto de calda rala)
6 folhas de hortelã inteira
45 ml de rum
2 pitadas de Angostura
60ml de espumante
INSTRUÇÕES
Misture o suco de limão, o xarope e a hortelã em uma coqueteleira ou num copo grande.
Adicione o rum, o bitter, gelo a gosto e agite bem.
Despeje num copo de coquetel e complete com o espumante.

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Coquetel de espumante
Porção: 1
INGREDIENTES
1 cubo de açúcar ou 1 colher de sopa de açúcar
3 pitadas de Angostura
Espumante
Decoração: casca de limão longa e encaracolada
INSTRUÇÕES
Coloque o açúcar numa taça de espumante longa. Despeje a Angostura sobre o açúcar.
Lentamente complete com espumante.
Decore com uma casca comprida e encaracolada de limão.

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Espumante Julep
Porção: 1
INGREDIENTES
15 ml de conhaque
90 ml de espumante seco
1 cubo de açúcar
1 gota Angostura
6-7 folhas de hortelã
Decoração: folhas de hortelã e casca de limão
INSTRUÇÕES
Em uma taça, adicione folhas de hortelã e o açúcar. Pressione suavemente as folhas de hortelã para liberar os aromas.
Adicione o conhaque, o espumante, a Angostura, gelo esmagado a gosto e agite delicadamente.
Decore com a de hortelã e a casca de limão.

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Slush de vinho com frutas vermelhas – Becky Hardin
Porção: 1
INGREDIENTES
36 ml de suco de frutas vermelhas
75 de vinho tinto
24 ml de ginger ale
açúcar (opcional)
INSTRUÇÕES
Coloque todos os ingredientes numa coqueteleira.
Misture bem.
Coloque gelo picado a gosto numa taça e complete com a bebida

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Vinho no Melão
Parece estranha, mas é perfeita (e sustentável) para ser levada à praia.
INGREDIENTES
1 melão
1 garrafa de vinho branco seco
INSTRUÇÕES
Corte a parte de cima do melão com cuidado para fazer um tipo de tampa.
Retire as sementes e encha  a fruta com vinho. Sirva depois de bem fresco.
Não esqueça que no dia seguinte, o melão pode ser uma ótima pedida para a sobremesa.

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Saúde e uma ótima passagem de ano.

Receita fácil para o fim do ano. Com história e vinho é claro!

Durante as minhas andanças, eu acabo encontrando por aí estruturas cujo uso eu desconheço. Um bom exemplo disso é o super tradicional espigueiro, usado principalmente no norte de Portugal para armazenar o milho durante o inverno. Ele tem estas perninhas para não entrar em contato com a humidade do solo e afastá-lo dos roedores. Ao mesmo tempo tem estas fissuras nas parede para manter o milho ventilado.

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Quem segue o blog sabe que eu já andei bastante por aí e conheci muita coisa. Mas a gente nunca pára de aprender, então, não é que numa visita ao território português de Trás-os-Montes, dei de cara com isto:

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Esta estrutura arredondada às vezes bem no meio das casas, às vezes no meio do nada. Parecia algo para armazenar água já que é uma região bem árida, pertinho da fronteira com a Espanha, mas não fazia sentido. Estavam bem detonadas, ou seja era algo antigo. Que poderia ser??

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Não controlei a minha curiosidade e assim que parei num barzinho, perguntei o que era aquilo e me disseram que era um pombal. Congelei por alguns segundos tentando imaginar com a minha mente brasileira e urbana porque alguém ía construir uma casa para pombos? Discreta como sou, descongelei e gritei: juraaaaaa? porque? O entrevistado me olhou com cara de pena por tanta ignorância e disse: para comer.

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ECA!

Na hora, imaginei as pombas da Praça da Sé em meio ao lixo e restos de alimentos numa panela. Impossível. Hora da pesquisa. O pombo em questão é o pombo selvagem de uma espécie específica, caçada em determinadas regiões da Europa.

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Pombo selvagem

Há registros de pombais na China antiga e na civilização egípcia. Na Idade Média eles eram tão valorizados que possuí-los era uma prerrogativa dos barões donos das terras. Além de intocáveis, tinham até o direito de comer os grãos da vassalagem.

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Pombo King

Nas Américas, este tipo de animal não existe, mas algumas avícolas dos EUA criam o pombo King para abate, eles são branquinhos, possuem  mais massa corporal e, especialmente,  peito carnudo. Estas aves eram consumidas em tortas, guisadas ou ao forno.

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Vai uma receitinha de pombo aí para ficar com água na boca? É claro que leva vinho!

Ingredientes:
2 pombos depenados e eviscerados
Ervas como tomilho, sálvia e alecrim a gosto
4 dentes de alho picadinhos
2 colheres de sopa de azeite
25g de manteiga
2 fatias grossas de pão tipo italiano
150ml de vinho tinto
Sal e pimenta a gosto

  1. Aqueça o forno a 220C / 200C.
  2. Tempere as aves com sal e pimenta a gosto, inclusive por dentro e coloque ervas e azeite nas cavidades de cada uma.
  3. Aqueça o azeite e a manteiga em uma panela rasa para forno, e doure as aves por 5 minutos em todos os lados. Retire os pombos e frite o pão de um lado até ficar crocante e dourado, adicionando mais manteiga à panela se precisar.
  4. Vire o pão e coloque um pombo em cada fatia de pão. Espalhe as ervas e o alho restantes na panela, e despeje o vinho. Leve ao forno por 20 minutos, em seguida, retire e deixe descansar por 10 minutos. Sirva o pombo diretamente na panela com o pão. Acompanhe com arroz e batatas se achar legal.

Até onde eu pesquisei, não existe criação de pombo comestível no Brasil, portanto antes de comprar, cuidado para não levar gato por lebre. Ou qualquer outra coisa…

E nem imagine em sair correndo pela pracinha pegando qualquer bicho que esteja meio cochilando nos bancos.

Resista e tente a receita com carnes como a perdiz, o galeto ou mesmo o bom e velho frango. Combine com Cabernet, Tannat ou um Sangiovese, qualquer tinto que seja bem encorpado para enfrentar esta carne de caça com temperos fortes. Bom apetite.

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1 sonho que virou virou uma realidade totalmente inovadora!

Ontem à tarde tive a oportunidade de ver um sonho realizado por gente da melhor qualidade.

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O Daniel, que foi meu aluno, primo da Fê, uma profissional talentosa com quem já trabalhei neste mundo pequeno que é o vinho no Brasil, realizou seu sonho com outros 2 sócios: Eles abriram a primeira e única loja de vinhos 100% brasileiros aqui em SP, lá na V. Madalena.

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O ambiente é descolado e descompromissado, sem a típica formalidade que cerca o mundo do vinho. Nas prateleiras da loja você escolhe o seu rótulo preferido para levar para casa. Ou toma lá mesmo. Não conhece vinho brasileiro tão bem assim? Sem problemas eles possuem 2 enomatics (aquela maquininha que serve vinho) com rótulos para provar e aprovar.

O Redbuteco oferece vinhos tintos, brancos e espumantes brasileiros garimpados em pequenos e médios produtores nacionais e que têm em comum a qualidade e o fato de nunca estarem nas prateleiras dos supermercados.

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Têm vários “bons drinks” e um cardápio enxuto, mas com o que você necessita para acompanhar sua escolha de vinho.

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Outra surpresa que você vai ter são os preços extremamente razoáveis para vinhos de boa qualidade.

Um sonho destes é o melhor para compartilhar com a gente, verdade?

Então olha lá no link deles: Red Buteco

E lembre-se: nosso blog é independente.

Dia 7 – Viseu, por último mas o melhor.

Nosso último dia juntos começa cedo no Solar do Dão, localizado em Viseu. É neste antigo solar onde se localiza a Comissão Vitivinícola do Dão. Lá a turma teve a oportunidade de aprofundar seus conhecimentos técnicos sobre a região, degustar a variedade de vinhos produzidos por lá e ainda comprar algumas garrafas.

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Em seguida visitamos a estátua de Viriato, famoso personagem da história local e fomos para o centro de Viseu, conhecida como a cidade jardim pela sua beleza e considerada como uma das cidades de melhor qualidade de vida de toda a Europa.

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O almoço foi na Taberna da Milinha para conhecer uma tasca portuguesa. A bisavó do boteco.

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O chef preparou comidinhas mil que acompanharam o vinho da casa de maneira perfeita.

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E claro que não podiam faltar os enchidos e queijos locais.

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A tarde foi dedicada às compras. O grupo se soltou no Palacio do Gelo, aproveitando as ofertas e comprando os últimos presentes.

À noite tivemos a oportunidade de visitar a Adega de Penalva do Castelo que estava em plena atividade, recebendo uvas de seus mais de 1.000 associados.

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Ver tanto vinho abriu o apetite e fomos direto para o famoso leitão assado no forno à lenha, devidamente acompanhado pelos excelentes espumantes da Adega. Aliás se quiser importar os vinhos da Adega, temos o orgulho de representá-los aqui. (1 minuto pro comercial, né gente).

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Após o jantar, nossos convidados foram agraciados com um certificado de participação nas vindimas pelo Presidente da Câmara (equivale ao nosso prefeito). Afinal, tanto trabalho duro!

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E depois da cerimônia o rancho folclórico de Penalva do Castelo arrasou nas músicas tradicionais. Juntando a animação portuguesa com a brasileira foi um verdadeiro festerê com muita dança e risadas. Lembre, estas pessoas trabalharam o dia todo e vieram até aqui para defender e mostrar sua cultura. Aliás, a Dna. Luísa (do lencinho amarelinho) estava de aniversário!!! E deixou de estar com a família para estar conosco. Na aldeia é assim.

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Para fechar a noite e nossa aventura na aldeia, um brinde reunindo toda a gente que se juntou para festejar e celebrar mais um dia na aldeia.

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Gostou? Então vem com a gente!

Dia 6 – O Douro também pode ser rural.

Se você conhece só um pouco de Portugal, certamente já escutou sobre o Douro. Nosso grupo pediu para visitá-lo pois não o conheciam e um enófilo ir a Portugal e não conhecer o Douro, bem… é como ir… Você já sabe.

A Quinta do Marrocos era o nosso destino e a vista com a qual nos receberam é digna deste patrimônio tombado pela Unesco. Muitas vinícolas desta região abrigam hotéis sofisticados e restaurantes refinados. A Quinta, no entanto, é exatamente o tipo de experiência que gostamos. Uma refeição à moda antiga, ambientada numa cozinha do século XIX foi tudo de bom.

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Sopinha de espinafre servida exatamente como antigamente como entrada e uma bela feijoada portuguesa no prato principal.

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A visita incluiu o centenário vinhedo.

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E a adega, a degustação de 3 maravilhosos vinhos do Porto além do branco e do tinto da casa. Tudo fruto do trabalho da fantástica Ana Cristina, a gentileza em pessoa.

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Passamos por todo o Douro e na volta paramos em Penédono e Trancoso para conhecer aldeias históricas.

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Mas era hora de voltar para casa porque alguém muito importante esperava por nós.

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Nossa safra Há Pão de 2016 precisava ser pisada. E a turma era só animação.

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Aqui está a prova.

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Depois de tanto gasto de energia, a galera precisou de um bacalhau a lagareiro.

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E para fechar a noite, filhoses com mel da Dna. Lourdes.

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Tá bom ou quer mais?