Arquivo da tag: Gastronomia

Receita de Canelé Bordelais. E sim, tem tudo a ver com vinho.

Este docinho simples e simpático, típico da região vinhateira de Bordeaux, na França, seduz há séculos. Um pouquinho de história e a receita desta delícia estão bem aqui!

IMG_1573

A associação da canelé com o vinho é simples: os produtores de vinho adicionam claras de ovo ao mosto do vinho, num processo conhecido como clarificação, que retira o excesso de sedimentos do vinho e deixa-o mais suave. Há alternativas modernas ao processo, porém, as claras de ovos ainda são usadas por muitas vinícolas de pequeno porte.

Historicamente, as gemas de ovo oriundas deste processo viraram doces encantadores pelo mundo, e na França, mais especificamente em Bordeaux, foram utilizados para criar os primeiros canelés. Se você estiver em Bordeaux, as canelés são muito fáceis de achar e segundo o povo de lá mesmo, as da Baillardran são as melhores. Se não for o caso, segue a receita.

Nossa receita exige bem poucos ingredientes e eu acho até bem simples de fazer, para tanto sabor. Rende de 12 a 16 porções, dependendo do tamanho da sua forma.

2  detalhes importantes:
. As canelés devem ser preparadas de véspera.
. Deve-se usar a forma própria. Além da questão estética, eu notei que as que eu preparei nas formas de cupcake, ficaram parecidas com queijadinhas, murcharam mais e ficaram mais torradas e secas. A forma tradicional é de cobre, quase impossível de achar até na França. A minha, eu trouxe de lá, mas é de silicone. Ótima. Por aqui, eu já vi em boas casas do ramo.

Ingredientes:
. 1/2 litro de leite
. 2 ovos inteiros
. mais 2 gemas de ovo batidas
. 1/2 fava de baunilha ou 1/2 colher de chá de extrato de baunilha
. 3 colheres de sopa de rum
. 1 xícara de farinha de trigo
. 1 xícara de açúcar mascavo
. 2 colheres de sopa de manteiga
. Manteiga para untar a forma
. Açúcar branco para polvilhar a forma

Instruções:
No dia anterior:
. Ferva o leite com a baunilha e a manteiga. Retire o fogo, deixe esfriar só um pouco.
. À parte, misture a farinha com o açúcar, em seguida, adicione os ovos e as gemas de ovo à essa mistura.
. Depois, despeje esta mistura no leite morno.
. Misture tudo suavemente para obter uma mistura fluída e suave, tipo massa de panqueca. E se achar que errou: não, não errou, a massa fica quase líquida.
. Deixe esfriar e adicione o rum. Pode não usar rum? Pode, mas não é igual e não esqueça que o álcool evapora no forno.
. Leve à geladeira por 24 horas a 48 horas no máximo, a fim de hidratar bem a farinha de trigo.
Para assar as canelés:
. Pré-aqueça o forno a 250ºC.
. Unte a forma própria com manteiga e, em seguida, polvilhe com um pouco de açúcar.
. Despeje a massa apenas até estarem 3/4 cheios – NÃO mais. Parece inacreditável, mas elas crescem no forno e se você encher demais vai ser um rolo.
. Apoie a forma de silicone numa assadeira, e leve ao forno em temperatura alta por 5 minutos, em seguida, baixe a temperatura para 175ºC e continue a cozinhar por 1 hora mais ou menos.
. Os canelés estarão prontos quando sua adorável e quase crocante cobertura estiverem com uma leve crosta marrom, e eles ainda estiverem úmidos, quase como um pudim, por dentro, mas sem soltar sedimentos quando espetados com palito.
. Desenforme com cuidado enquanto ainda mornos.

As minhas ficaram ótimas em relação ao sabor e textura, mas preciso fazê-las mais uniformes, pois as cores estavam muito diferentes e entender também porque murcharam tanto. Diz a lenda que é porque não usei ovos frescos. Onde achar ovos frescos em São Paulo é que é o desafio…

IMG_1574

Você pode servir as canelés com chá ou café, ou desfrutá-las numa versão mais ousada, com vinho do Porto ou conhaque. Aliás é ótima para servir em festas, você prepara na véspera e só põe no forno na hora que for adequada. Bon appetit!

Que o álcool afeta muita coisa você já sabia, mas sabe como ele altera o sabor da sua bebida?

Você já reparou que ao adicionar água ao uísque, que reduz sua porcentagem de álcool, se revelam novos e sutis sabores? Ou que uma taça de vinho tinto tem menos sabor frutado do que suco de uva sem álcool? 

Já que nosso assunto principal é vinho, comecemos por inalar profundamente o vinho que está na sua taça para compreender este processo. Você pode descrever os aromas que detecta? Frutas secas, frutas frescas, flores, grama, madeira e/ou especiarias? Esqueça os caríssimos kits atopetados de aromas artificiais tipo morango de xarope ou cereja de balinha. Ou vice-versa. Uma boa maneira de treinar seu cérebro e aumentar a sua memória olfativa é treinar em feiras, jardins, floricultura e lojinhas de temperos.

 

 

 

 

Esta lojinha de temperos pode ser um banquete de aromas.

Graças ao nosso sentido do olfato,  podemos detectar até 10.000 odores diferentes, embora não possamos identificar todos eles. Isto acontece por causa do “limite de detecção” que é a concentração mínima de um aroma que deve estar presente para que possamos percebê-lo. Agora, atenção que isto é importante:

  1. Os aromas, também chamados de cheiros, odores e fragrâncias, consistem em uma ou mais moléculas de aroma. Os aromas são voláteis e atingem o nosso olfato através do intervalo entre os mesmos, ou seja, o espaço aéreo diretamente acima da superfície do líquido que vai eventualmente terminar nas nossas narinas.

2. Nós percebemos os aromas através do nariz (oronasal), bem como através da boca (retronasal). Cada vez que engolimos, a língua detecta os sabores (esse é outro papo) e os aromas sobem através pela parte traseira de nossa garganta e pela passagem nasal. Isto explica porque degustamos vinho usando uma técnica um tanto bizarra – fazendo ruído para movimentar e sacudir e arejar o vinho (e portanto, os aromas). Desta forma, não há necessidade de engolir o álcool, mas pode-se detectar melhor as moléculas de aromas voláteis do vinho.

AAEAAQAAAAAAAAYkAAAAJDFiOTliMjQyLTk1YTEtNGJkMi05ZmMzLWJjMjAzZTJiZTY3OA.png

3. Muitos fatores influenciam os odores que podemos detectar durante uma degustação, inclusive o mecanismo de deglutição e o cérebro, porém o importante aqui é que cada molécula de aroma se comporta de forma diferente em distintos solventes, dependendo de suas propriedades físicas. As moléculas de aroma hidrofóbicas são adversas à água. Elas tendem a fugir quando cercadas por moléculas de água, subindo para o tal intervalo, onde é mais fácil serem detectadas pelo nosso olfato.

4. Por outro lado, as moléculas de aroma hidrofílico têm afinidade com moléculas de água e preferem permanecer em líquidos. O álcool (etanol) tem propriedades parcialmente hidrofóbicas. Isto explica porque as moléculas hidrofóbicas dos aromas encontrados em bebidas alcoólicas ainda permanecem em seu vinho apesar da presença do álcool.

5. A proporção de líquidos – água x álcool – determina quais aromas são mais fáceis de detectar do que outros: quanto mais álcool houver em sua bebida, os aromas mais hidrofílicos escaparão para o intervalo. Por outro lado, quanto maior o volume de água, mais aromas hidrofóbicos você terá escapando do líquido e se movendo para o intervalo.

Aqui vemos o Prof. Pedro detectando aromas no tal intervalo.

Na sua próxima degustação você pode ter certeza que o prazer da riqueza de aromas percebidos é devido também a este equilíbrio muito delicado de água x álcool. Graças à presença dele, conseguimos apreciar os sabores sutis dos nossos vinhos e bebidas alcoólicas favoritas e especialmente harmonizá-los com a comida!

 

 

 

 

 

Deguste os mesmos pratos com um vinho branco ou rosé (normalmente menos alcoólico) e com um tinto (tradicionalmente mais alcoólico) e tire suas próprias conclusões.

Fonte: O álcool e os aromas no vinho de Bernard Lahousse

5 receitas de coquetéis com vinho para você fazer com o que tem em casa!

Abaixo você encontra 5 receitas bem simples para variar a maneira de servir seu vinho com ingredientes que você deve ter em casa. Se mesmo assim você achar muita coisa, tente colocar um picolé da sua fruta favorita na taça de espumante para um drinque super refrescante ou uma bola de sorvete com espumante por cima para um drinque diferente. Dependendo da quantidade de sorvete e creme, você pode preparar um drinque (mais espumante) ou uma sobremesa (mais sorvete).

467d577129e9d81ba8024e1606d8a286200804-xl-rhubarb-soupprosecco-popsicles-2

 

 

 

Por favor, não use o vinho super top que você ganhou no Natal para preparar estas receitas, mas também não use o vinho mais barato do mercadinho da esquina. O ideal é um vinho econômico, porém decente.

Velho cubano – Robert Simonson
Porção: 1
INGREDIENTES
22,5 ml de suco de limão fresco
30 ml de xarope simples (açúcar e água, no ponto de calda rala)
6 folhas de hortelã inteira
45 ml de rum
2 pitadas de Angostura
60ml de espumante
INSTRUÇÕES
Misture o suco de limão, o xarope e a hortelã em uma coqueteleira ou num copo grande.
Adicione o rum, o bitter, gelo a gosto e agite bem.
Despeje num copo de coquetel e complete com o espumante.

oldcuban-still-superJumbo.jpg

Coquetel de espumante
Porção: 1
INGREDIENTES
1 cubo de açúcar ou 1 colher de sopa de açúcar
3 pitadas de Angostura
Espumante
Decoração: casca de limão longa e encaracolada
INSTRUÇÕES
Coloque o açúcar numa taça de espumante longa. Despeje a Angostura sobre o açúcar.
Lentamente complete com espumante.
Decore com uma casca comprida e encaracolada de limão.

top-10-cocktails-para-reveillon-9

Espumante Julep
Porção: 1
INGREDIENTES
15 ml de conhaque
90 ml de espumante seco
1 cubo de açúcar
1 gota Angostura
6-7 folhas de hortelã
Decoração: folhas de hortelã e casca de limão
INSTRUÇÕES
Em uma taça, adicione folhas de hortelã e o açúcar. Pressione suavemente as folhas de hortelã para liberar os aromas.
Adicione o conhaque, o espumante, a Angostura, gelo esmagado a gosto e agite delicadamente.
Decore com a de hortelã e a casca de limão.

cocktail_champagne_julep-1.png

Slush de vinho com frutas vermelhas – Becky Hardin
Porção: 1
INGREDIENTES
36 ml de suco de frutas vermelhas
75 de vinho tinto
24 ml de ginger ale
açúcar (opcional)
INSTRUÇÕES
Coloque todos os ingredientes numa coqueteleira.
Misture bem.
Coloque gelo picado a gosto numa taça e complete com a bebida

enhanced-11911-1460640585-1

Vinho no Melão
Parece estranha, mas é perfeita (e sustentável) para ser levada à praia.
INGREDIENTES
1 melão
1 garrafa de vinho branco seco
INSTRUÇÕES
Corte a parte de cima do melão com cuidado para fazer um tipo de tampa.
Retire as sementes e encha  a fruta com vinho. Sirva depois de bem fresco.
Não esqueça que no dia seguinte, o melão pode ser uma ótima pedida para a sobremesa.

Melon_con_vino.png

Saúde e uma ótima passagem de ano.

Receita fácil para o fim do ano. Com história e vinho é claro!

Durante as minhas andanças, eu acabo encontrando por aí estruturas cujo uso eu desconheço. Um bom exemplo disso é o super tradicional espigueiro, usado principalmente no norte de Portugal para armazenar o milho durante o inverno. Ele tem estas perninhas para não entrar em contato com a humidade do solo e afastá-lo dos roedores. Ao mesmo tempo tem estas fissuras nas parede para manter o milho ventilado.

dsc03884

Quem segue o blog sabe que eu já andei bastante por aí e conheci muita coisa. Mas a gente nunca pára de aprender, então, não é que numa visita ao território português de Trás-os-Montes, dei de cara com isto:

dsc04090

Esta estrutura arredondada às vezes bem no meio das casas, às vezes no meio do nada. Parecia algo para armazenar água já que é uma região bem árida, pertinho da fronteira com a Espanha, mas não fazia sentido. Estavam bem detonadas, ou seja era algo antigo. Que poderia ser??

dsc04094

Não controlei a minha curiosidade e assim que parei num barzinho, perguntei o que era aquilo e me disseram que era um pombal. Congelei por alguns segundos tentando imaginar com a minha mente brasileira e urbana porque alguém ía construir uma casa para pombos? Discreta como sou, descongelei e gritei: juraaaaaa? porque? O entrevistado me olhou com cara de pena por tanta ignorância e disse: para comer.

i-junho-2
ECA!

Na hora, imaginei as pombas da Praça da Sé em meio ao lixo e restos de alimentos numa panela. Impossível. Hora da pesquisa. O pombo em questão é o pombo selvagem de uma espécie específica, caçada em determinadas regiões da Europa.

348
Pombo selvagem

Há registros de pombais na China antiga e na civilização egípcia. Na Idade Média eles eram tão valorizados que possuí-los era uma prerrogativa dos barões donos das terras. Além de intocáveis, tinham até o direito de comer os grãos da vassalagem.

dscf0243
Pombo King

Nas Américas, este tipo de animal não existe, mas algumas avícolas dos EUA criam o pombo King para abate, eles são branquinhos, possuem  mais massa corporal e, especialmente,  peito carnudo. Estas aves eram consumidas em tortas, guisadas ou ao forno.

tuscan

Vai uma receitinha de pombo aí para ficar com água na boca? É claro que leva vinho!

Ingredientes:
2 pombos depenados e eviscerados
Ervas como tomilho, sálvia e alecrim a gosto
4 dentes de alho picadinhos
2 colheres de sopa de azeite
25g de manteiga
2 fatias grossas de pão tipo italiano
150ml de vinho tinto
Sal e pimenta a gosto

  1. Aqueça o forno a 220C / 200C.
  2. Tempere as aves com sal e pimenta a gosto, inclusive por dentro e coloque ervas e azeite nas cavidades de cada uma.
  3. Aqueça o azeite e a manteiga em uma panela rasa para forno, e doure as aves por 5 minutos em todos os lados. Retire os pombos e frite o pão de um lado até ficar crocante e dourado, adicionando mais manteiga à panela se precisar.
  4. Vire o pão e coloque um pombo em cada fatia de pão. Espalhe as ervas e o alho restantes na panela, e despeje o vinho. Leve ao forno por 20 minutos, em seguida, retire e deixe descansar por 10 minutos. Sirva o pombo diretamente na panela com o pão. Acompanhe com arroz e batatas se achar legal.

Até onde eu pesquisei, não existe criação de pombo comestível no Brasil, portanto antes de comprar, cuidado para não levar gato por lebre. Ou qualquer outra coisa…

E nem imagine em sair correndo pela pracinha pegando qualquer bicho que esteja meio cochilando nos bancos.

Resista e tente a receita com carnes como a perdiz, o galeto ou mesmo o bom e velho frango. Combine com Cabernet, Tannat ou um Sangiovese, qualquer tinto que seja bem encorpado para enfrentar esta carne de caça com temperos fortes. Bom apetite.

20161028_141014

 

1 sonho que virou virou uma realidade totalmente inovadora!

Ontem à tarde tive a oportunidade de ver um sonho realizado por gente da melhor qualidade.

20161130_143024

O Daniel, que foi meu aluno, primo da Fê, uma profissional talentosa com quem já trabalhei neste mundo pequeno que é o vinho no Brasil, realizou seu sonho com outros 2 sócios: Eles abriram a primeira e única loja de vinhos 100% brasileiros aqui em SP, lá na V. Madalena.

20161130_142911

O ambiente é descolado e descompromissado, sem a típica formalidade que cerca o mundo do vinho. Nas prateleiras da loja você escolhe o seu rótulo preferido para levar para casa. Ou toma lá mesmo. Não conhece vinho brasileiro tão bem assim? Sem problemas eles possuem 2 enomatics (aquela maquininha que serve vinho) com rótulos para provar e aprovar.

O Redbuteco oferece vinhos tintos, brancos e espumantes brasileiros garimpados em pequenos e médios produtores nacionais e que têm em comum a qualidade e o fato de nunca estarem nas prateleiras dos supermercados.

20161130_143019

Têm vários “bons drinks” e um cardápio enxuto, mas com o que você necessita para acompanhar sua escolha de vinho.

20161130_143325

Outra surpresa que você vai ter são os preços extremamente razoáveis para vinhos de boa qualidade.

Um sonho destes é o melhor para compartilhar com a gente, verdade?

Então olha lá no link deles: Red Buteco

E lembre-se: nosso blog é independente.

Dia 7 – Viseu, por último mas o melhor.

Nosso último dia juntos começa cedo no Solar do Dão, localizado em Viseu. É neste antigo solar onde se localiza a Comissão Vitivinícola do Dão. Lá a turma teve a oportunidade de aprofundar seus conhecimentos técnicos sobre a região, degustar a variedade de vinhos produzidos por lá e ainda comprar algumas garrafas.

14718833_1385649288131732_4301148373875461018_n

Em seguida visitamos a estátua de Viriato, famoso personagem da história local e fomos para o centro de Viseu, conhecida como a cidade jardim pela sua beleza e considerada como uma das cidades de melhor qualidade de vida de toda a Europa.

img_0551

O almoço foi na Taberna da Milinha para conhecer uma tasca portuguesa. A bisavó do boteco.

img-20161006-wa0009

O chef preparou comidinhas mil que acompanharam o vinho da casa de maneira perfeita.

20161006_12330620161006_123313

 

 

 

 

E claro que não podiam faltar os enchidos e queijos locais.

20161006_123401

A tarde foi dedicada às compras. O grupo se soltou no Palacio do Gelo, aproveitando as ofertas e comprando os últimos presentes.

À noite tivemos a oportunidade de visitar a Adega de Penalva do Castelo que estava em plena atividade, recebendo uvas de seus mais de 1.000 associados.

img_0565img_0582img_0574

Ver tanto vinho abriu o apetite e fomos direto para o famoso leitão assado no forno à lenha, devidamente acompanhado pelos excelentes espumantes da Adega. Aliás se quiser importar os vinhos da Adega, temos o orgulho de representá-los aqui. (1 minuto pro comercial, né gente).

img_0599

Após o jantar, nossos convidados foram agraciados com um certificado de participação nas vindimas pelo Presidente da Câmara (equivale ao nosso prefeito). Afinal, tanto trabalho duro!

dsc_0206-2

E depois da cerimônia o rancho folclórico de Penalva do Castelo arrasou nas músicas tradicionais. Juntando a animação portuguesa com a brasileira foi um verdadeiro festerê com muita dança e risadas. Lembre, estas pessoas trabalharam o dia todo e vieram até aqui para defender e mostrar sua cultura. Aliás, a Dna. Luísa (do lencinho amarelinho) estava de aniversário!!! E deixou de estar com a família para estar conosco. Na aldeia é assim.

img_0612

Para fechar a noite e nossa aventura na aldeia, um brinde reunindo toda a gente que se juntou para festejar e celebrar mais um dia na aldeia.

dsc_0185-2

Gostou? Então vem com a gente!

Dia 6 – O Douro também pode ser rural.

Se você conhece só um pouco de Portugal, certamente já escutou sobre o Douro. Nosso grupo pediu para visitá-lo pois não o conheciam e um enófilo ir a Portugal e não conhecer o Douro, bem… é como ir… Você já sabe.

A Quinta do Marrocos era o nosso destino e a vista com a qual nos receberam é digna deste patrimônio tombado pela Unesco. Muitas vinícolas desta região abrigam hotéis sofisticados e restaurantes refinados. A Quinta, no entanto, é exatamente o tipo de experiência que gostamos. Uma refeição à moda antiga, ambientada numa cozinha do século XIX foi tudo de bom.

20161005_121140     20161005_121235

 

 

 

 

Sopinha de espinafre servida exatamente como antigamente como entrada e uma bela feijoada portuguesa no prato principal.

20161005_12205220161005_123648

 

 

 

 

 

A visita incluiu o centenário vinhedo.

20161005_134336

E a adega, a degustação de 3 maravilhosos vinhos do Porto além do branco e do tinto da casa. Tudo fruto do trabalho da fantástica Ana Cristina, a gentileza em pessoa.

20161005_133138

Passamos por todo o Douro e na volta paramos em Penédono e Trancoso para conhecer aldeias históricas.

img-20161005-wa0010

Mas era hora de voltar para casa porque alguém muito importante esperava por nós.

img_0550

Nossa safra Há Pão de 2016 precisava ser pisada. E a turma era só animação.

20161005_195944

Aqui está a prova.

20161005_201427

Depois de tanto gasto de energia, a galera precisou de um bacalhau a lagareiro.

20161005_202944

E para fechar a noite, filhoses com mel da Dna. Lourdes.

20161005_210319

Tá bom ou quer mais?

Dia 5 – Um dia de história e gastronomia, mas principalmente de convivência.

Lembra quando eu falei que Penalva do Castelo tem muito para ser visitado (Penalva do Castelo e seus Tesouros) e muita história para dar a conhecer? Pois bem, nesta manhã saímos cedo para conhecer o mosteiro de uma das primeiras ordens templárias. Uma história muito rica, mas só estando lá e escutando a nossa fiel companheira Sandra contá-la para se sentir transportado no tempo.

img_0442

E esta aí o pessoal super entretido nas explicações.

_dsc0018

Dali, fomos conhecer a ponte medieval que foi recém restaurada, atravessando o rio Dão, ela dava passagem àqueles que se dirigiam ao mosteiro.

dsc_0171

Para marcar nossa visita guiada, uma pose em grupo nas belas vinhas do Dão.

dsc_0156

A verdade é que já era hora de conhecer o Sr. Silvio e a sua rica história de vida. E com ele aprender uma arte que está desaparecendo por falta de artesãos: a cestaria. Acredite ou não esta já foi uma atividade artesanal economicamente relevante em Portugal. Mas só tem graça quando o Sr. Silvio conta.

dsc_0185

dsc_0218

É claro que com tanta gentileza logo se estabeleceu uma relação de amizade e a fotinho em grupo não podia faltar. Bateu a fome e a hora era de visitar uma das queijarias premiadas da região e aprender a fazer o famoso queijo da Serra da Estrela.

dsc_0228

O Sr. Carlos e sua familia cuidam sozinhos desta produção artesanal, complexa e de qualidade reconhecida. Não deu outra, cada um voltou com um queijinho pra casa. É só congelar para viajar.

dsc_0238

Após o almoço fomos visitar a Quinta da Vegia com seus vinhos variados mas com uma coisa em comum: a qualidade.

_dsc0085

Nosso jantar foi em Várzea de Calde, uma aldeia pertinho da badalada Viseu.

_dsc0104

A razão era degustar um delicioso cabrito assado, um dos pratos típicos da Beira Alta.

_dsc0109

Mas também havia 2 motivos adicionais. O primeiro era ver a cerimônia do toco. Um costume cuja origem se perde no tempo e que impacta pelo vigor.

_dsc0119

A cerimônia foi embalada pelas senhoras do grupo folclórico local que encenaram a produção do linho enquanto cantavam as músicas tradicionais.

São senhoras que possuem casa, família e trabalho, mas que se juntam para manter viva a tradição da aldeia.

_dsc0123

E por falar em linho, você sabe como ele é produzido? Eu não sabia, mas a Glória do Museu Etnográfico de Várzea de Calde foi nossa guia em mais uma viagem pelo tempo e pelas coisas da aldeia.

_dsc0144

O museu é muito rico em peças e as guias muito gentis e bem informadas. Vale muito a pena. No fim da noite tinha gente até pensando em mudar de profissão…

img_0510

Mas acabou tudo foi na maior festa!

img-20161006-wa0002

Dia 4 – O tão esperado dia da vindima.

A ansiedade do grupo era palpável durante toda a manhã. O grupo estava ansioso por sua primeira vindima e como ela seria. Um sentimento de “friozinho na barriga” comum a quando fazemos algo pela primeira vez. É intrigante como uma tarefa tão simples possa deixar as pessoas com toda esta expectativa.

20161002_14421420161002_151650

Chegando lá, o pessoal não ficou tímido, não. Luvas e tesouras tinindo de novas, se jogaram nas videiras. Alguns estreavam em meio às parreiras.

20161002_144422

Outros já eram veteranos.

20161002_151939

É claro que de vez em quando a gente precisa de uma pausa para um gole de vinho e trocar uma idéia com a galera!

_dsc0160

Ou para fazer uma pose no vinhedo!

_dsc0161

E até mesmo aprender a dirigir trator, o que seria, de fato, muito útil na Marginal Pinheiros.

20161002_155213

Outros ficam dizendo toda hora que “vão ao poço”. Você pode pensar, como eu, que a pessoa realmente quer se hidratar numa tarde de calor no outono. Até que você nota que tem umas 10 pessoas no poço e ninguém sai de lá.  Porque? Por que guardaram o vinho no poço para ele ficar fresquinho… O pessoal aprende rápido.

20161002_162947

Terminada a vindima, aqueles que deram duro para colher as uvas vão aproveitar a deliciosa merenda preparada pelos proprietários das terras, o Sr. Frutuoso e a Sra. Lourdes.

20161002_17092220161002_175935

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Trabalhar juntos e depois desfrutar de uma refeição com quem é dono da terra e possui muita história para compartilhar é incomparável. Por isso, a sua vindima pode ser como muitas outras e você será mais um grupo de turismo a ter uma experiência parcial.

20161002_160101

Ou então você vem com a gente e tem a chance de viver intensamente a experiência completa, ser um autêntico viajante.

20161002_155543

Que venha a vindima 2017!

Dia 1 – A emoção da chegada.

Nosso grupo de visita eno-gastronômico e histórico-cultural chegou. Um nome grande para coisas simples como devorar a tradicional comida portuguesa, beber seu delicioso vinho e conhecer tesouros antigos e escondidos que só mesmo os locais conhecem e compartilham com o carinho do povo da aldeia.

Para isso, recebemos nossos convidados com um delicioso almoço na Casa Aleixo no Porto e fomos direto ao Hotel Palácio do Bussaco para conhecer um pouco da história, ver de perto um dos mais belos monumentos deste país e brindar com um tradicional espumante da região a chegada de novos amigos.

img_0318

20160929_154751

 

 

 

 

 

 

 

 

Depois, já em casa, foi hora de relaxar e conhecer o que atraiu todos até aqui: a adega do Há Pão.

_dsc0051

Final perfeito para um dia corrido, mas muito legal.