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Vindima no Dão / Winemaking in Dão

Que rufem os tambores!
Chegou o post sobre o tão esperado roteiro de Vindimas no Dão. Um convite para conhecer a fundo um dos segredos mais bem guardados de Portugal: o Dão, uma DOP que produz alguns dos mais elegantes Touriga Nacional do país.

No nosso mais tradicional roteiro oferecemos gastronomia, história e convivência na aldeia com o conhecimento aprofundado da elaboração do vinho, desde a vindima até a adega, em produtores artesanais, de médio e grande porte. Uma verdadeira imersão no mundo do vinho.

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Partiremos do ponto de encontro no Porto com destino à frequesia da Ínsua no conselho de Penalva do Castelo. Penalva possui uma das maiores concentrações de monumentos históricos de Portugal: sítios pré-históricos, romanos e medievais.

Já a Casa da Ínsua, uma das 4 casas que delimitam a região do Dão, foi construída na segunda metade do século XVIII. A quinta possuía a única fábrica de gelo na região, uma geradora hidroeléctrica, adegas e lagares. Tudo isso preservado com cuidados dignos de museu. Uma riqueza histórica marcante.

Dedicaremos todo um dia ao icônico Douro, berço do vinho do Porto e patrimônio mundial da humanidade. Desfrutaremos de um almoço nesta magnifíca paisagem, sua história marcante e degustaremos o mais conhecido dos vinhos portugueses: o Porto.

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Também dedicaremos um dia à Serra da Estrela, local da nascente do Rio Dão. Leve seu casaco, pois chegaremos ao ponto mais alto de Portugal, as Penhas Douradas.

Não deixaremos para tras o conhecido queijo da Serra, por isso vamos à premiada Queijaria de Germil a fim de compreender detalhadamente o rígido processo de elaboração do queijo da Serra da Estrela com direito a degustação.

Visitaremos uma oficina artesanal de cestaria, uma arte milenar cuja fabricação, decoração e utilização varia de acordo com cada país, região, povo, costumes, e tradição. Segundo a teoria de alguns pesquisadores existem muitas fontes sobre a origem da cestaria.

  • Origem Indígena, na fabricação de cestos para transportar objetos ou para armazenagens de alimentos.
  • Origem nômade, na procura de soluções do armazenamento e transporte de alimentos e na antiguidade.
  • Origem Persa, alguns escudos utilizados no batalhão dos imortais foram feitos de cestaria.
  • Origem Ibérica, outros dizem que a Vila de Gonçalo, localizada be perto de onde estaremos, foi o berço da cestaria em Portugal e Espanha.

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E por último, mas não menos importante teremos oportunidade de participar de 2 dias de vindima. É diversão da colheita ao lagar e à pisa, mas não se preocupe, se você se cansar é só parar para comer alguma coisa e tomar um copinho de água. Ou vinho. Uma experiência comunitária emocionante e que proporciona aos enófilos uma aprendizagem incrível.

Teremos 6 degustações exclusivas em produtores com perfis totalmente diferentes, proporcionando uma visão completa da região do Dão.

Fecharemos nossa viagem em Viseu que foi várias vezes residência dos condes D. Teresa e D. Henrique, pais de D. Afonso Henriques que teria nascido ali a 5 de agosto de 1109. Só para lembrar, D. Afonso Henriques é considerado ninguém menos que o pai de Portugal por ter unificado todas as regiões do agora país e mandado para casa os mouros que estavam por lá já há alguns séculos.

Voltando a Viseu, esta data da época dos celtiberos, prova disso é que encontraram num altar pagão datado do séc. I, as seguintes inscrições: “Às deusas e deuses vissaieigenses. Albino, filho de Quéreas, cumpriu o voto de bom grado e merecidamente.” Com a Romanização, a cidade ganhou grande importância, devido ao entroncamento de estradas romanas, por isso Viseu está associada à figura de Viriato, já que se pensa que este herói lusitano tenha talvez nascido nesta região.

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E outra lenda bacana que inclusive está representada no brasão da cidade. O rei Ramiro II de Leão, em viagem para outras terras, conheceu Sara, a irmã de Alboazar, rei do castelo de Gaia, e se apaixonou a tal ponto que raptou Sara. Ao saber do sucedido, o irmão de Sara vingou-se raptando a esposa do rei, D. Urraca. Ferido no orgulho, D. Ramiro teria escolhido em Viseu alguns dos seus melhores guerreiros para o acompanharem, penetrando sorrateiramente no castelo, e deixando os guerreiros nas proximidades. Enquanto Alboazar caçava, D. Ramiro conseguiu entrar no castelo e encontrar D. Urraca que, sabendo da traição do marido, recusou-se a acompanhá-lo. Quando Alboazar regressou da caça, D. Urraca decide vingar-se do marido mostrando-o ao raptor. Ramiro, aprisionado e condenado à execução, pede para, como último desejo, morrer ao som da sua buzina, que era o sinal que tinha combinado com os soldados para entrarem no castelo. Ao final do sexto toque, os soldados cercam imediatamente o castelo, incendiando-o. Alboazar morreria nas mãos dos soldados do rei Ramiro. Parabéns a D. Urraca e pena que D. Ramiro se saiu com a sua, mas assim é a história.

Viseu tem muita história, é uma cidade muito bonita (premiada várias vezes como a melhor cidade da Europa para se viver) e tem lojas, shoppings etc, para você poder levar além das lembranças, muita coisa bonita para casa.

Não perca tempo, como a hospedagem é em casa de proprietário rural (e que casa), as vagas são limitadas!

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Drums rolling!

The long-awaited post is finally here: Winemaking in Dão Tour. An invitation to know one of the best-kept secrets in Portugal: Dão, a DOP that produces some of the most elegant Touriga Nacional in the country.

In our most traditional itinerary, we offer gastronomy, history and living in a Portuguese village with in-depth knowledge of winemaking, from harvest to the winery, in small and medium-sized artisan producers. A true immersion in the world of wine.
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We will leave the meeting point in Porto to freguesía of Ínsua in Penalva do Castelo council. Penalva has one of the largest concentrations of historical monuments in Portugal: prehistoric, Roman and medieval sites.
Casa da Ínsua, 1 of the 4 houses that surround Dão, was built in the 2nd half of the 18th century. The “quinta” had the only ice factory in the region, a hydroelectric generator, wineries and mills preserved with museum-worthy care. An extraordinary historical richness.
We will dedicate a whole day to the iconic Douro, the cradle of Port wine and world heritage of humanity, enjoying lunch in this magnificent landscape, its remarkable history and tasting the best-known Portuguese wines: Porto.
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Likewise, we will dedicate one day to the Serra da Estrela, the source of the Rio Dão. Take your coat, because we will visit the highest point of Portugal, the Penhas Douradas.
We will not leave forget the well-known cheese from Serra, so we go to the award-winning cheese producer in Germil to understand the rigid handling of elaboration of the Serra da Estrela cheese. Tasting included.
We will visit a handmade basketwork workshop, an ancient art which manufacture, decoration and use vary according to each country, region, people, customs and tradition. As per researchers, the millenary art of basketry could have several origins:
  • Indigenous origin, manufacture of baskets for carrying objects or for storing food.
  • Nomad origin, in search of food storage and transport solutions.
  • Persian origin, the shields used in the battle of the immortals were made of basketry.
  • Iberian origin, others say the village of Gonçalo, near where we will be, was the cradle of basketry in Portugal and Spain.

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And last but not least we will participate in 2 days of harvest. It’s fun to harvest and drink, but do not worry, if you get bored or tired, just stop and have something to eat, drink a glass of water. Or maybe wine. An exciting community experience that gives oenophiles incredible learning.
We will have 6 exclusive tastings in producers with different profiles, providing a complete view of Dão.
We will finish our trip in Viseu that was a residence by counts D. Teresa and D. Henrique, parents of D. Afonso Henriques who was born there August 5th, 1109. Just as a reminder, D. Afonso Henriques is none other than the father of Portugal for having unified all regions of the now country and sending home the Moors who were there for several centuries.
Back to Viseu, that dates from the time of the Celtiberians, proof of this is they found on a pagan altar dated from the first century the following inscriptions: “To the Goddesses and the Gods Vissaieigenses. Albino, son of Quensas, fulfilled the vote willingly and deservedly”. With the Romanization, the city gained great importance, due to the intersection of Roman roads, so Viseu is linked with the figure of Viriato since the Lusitanian hero may have been born in this region.
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Another nice legend is represented in the coat of arms of the city: King Ramiro II of Leon, on a journey abroad, met Sara, the sister of Alboazar, king of the castle of Gaia, and fell so much in love he kidnapped Sara. On learning what had happened, Sara’s brother took avenge by kidnapping the king’s wife, D. Urraca. Wounded in pride, D. Ramiro chose in Viseu his best warriors, sneaked alone into the castle, and left his warriors nearby. While Alboazar was hunting, D. Ramiro found D. Urraca, who, knowing of her husband’s betrayal, refused to go with him. When Alboazar returned from hunting, D. Urraca took revenge on her husband by showing him the abductor. Ramiro, imprisoned and sentenced to execution, asks as his last wish to die at the sound of his horn, which was the signal for his soldiers to invade the castle. At the end of the sixth ring, the soldiers at once surround the castle, setting it on fire. Alboazar died at the hands of King Ramiro’s soldiers. Cuddles to D. Urraca and sorry that D. Ramiro could escape, but such is history.
Viseu historic heritage is vast, a delightful city (awarded several times as the best city to live in Europe) and it has shops, malls etc, so you can take not only memories but still something lovely home.
Lose no time, because accommodations are in a village house (and what a house, wow), spots are limited!
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Afinal para que mudar? / Why do we have to Change?

Durante uma transição de carreira eu conheci o mundo do vinho e imediatamente me apaixonei. E como toda apaixonada, meu amor não via limites, só oportunidades. Eram feiras e congressos, vinhos nacionais ou importados, viagens, palestras, blogs, posts, lojas, restaurantes, importadoras, representações, países, castas e métodos de vinificação distintos, enfim, um mundo sem fronteiras a explorar.

Meu encanto com todas estas opções vagarosamente, foi sendo cerceado pela realidade de uma micro-empresária no Brasil. O dilema entre o que eu queria fazer e o que eu podia fazer. O processo foi vagaroso porque sempre fui persistente (ahan teimosa) e focada em resultados (ahan super teimosa). Eu me esticava daqui, puxava dali e achava que ía conseguir conciliar inúmeros projetos, afinal, gerenciamento de projetos também era algo que eu mandava bem.

Porém eu estava acostumada com o mundo corporativo. Foram quase duas décadas trabalhando em estruturas que acomodavam inúmeros projetos, equipes diretas, indiretas etc. Agora era só eu. E estava na cara que eu não estava dando conta. Não quis aceitar. Afinal, pequenos empreendedores que querem ser grandes falam sempre de como trabalhavam muito. Só que tem um momento de dizer chega.

É terrível este momento. Doído demais. Porém necessário, convida a reflexão, à auto-avaliação e finalmente àquele abismo assustador: a mudança necessária. Porque tem a mudança desejada: você pinta a casa, muda a decoração, de romântica para gótica, pinta o cabelo preto de ruivo, sei lá, mas é fruto de sua criatividade, e não necessidade.

Enfim,  deste momento casulo, em que me fechei, me ausentei e refleti, a Eu Levo Vinho deu espaço para a Portugal com Alma. Neste processo, abri mão de muitas atividades com clientes queridos, mas eu precisava dar foco naquilo que durante uma rígida análise é evidentemente a minha maior paixão: Portugal.

O outro lado da moeda é que a Portugal com Alma já nasceu assim: amada, desejada e querida por quem a conheceu na barriga, ainda como a Eu Levo Vinho.

E como criança muito esperada nasceu espoleta, cheia de novidades, alegrias e com mais paixão ainda pela terra do meu coração. Novos roteiros, festas medievais, aldeias misteriosas, herança celta, roteiros de águas termais. Gente, muita coisa boa. E mais facilidades nos pagamentos!

O vinho não foi esquecido, claro que não. Nem as viagens por outros países. Vem mais posts por aí. No entanto, de hoje em diante, somos Portugal com Alma, porque para ser Portugal tem que ter muita alma e amor no coração.


During a career transition, I got to know the world of wine and immediately fell in love with it. Exactly like all other lovers, my passion saw no limits, only opportunities. It comprised all and everything: national and imported wines, fairs and congresses, trips, lectures, blogs, posts, shops, restaurants, importers, exporters, countries, varieties and different vinification methods. A world without limits to explore.

My infatuation was slowly being curtailed by the reality of a micro-businesswoman in Brazil. The dilemma between what I wanted to do and what I could do. The process was slow because I was always persistent (ahan stubborn) and focused on results (ahan super stubborn). I would stretch out from here, pull from there and think that I could reconcile countless projects, after all, project management was also something that I did well.

But I was used to the corporate world. Almost two decades working on structures that accommodated countless projects, direct and indirect teams, etc. However, it was just me now. And it was obvious that I couldn’t do it all. I did not want to accept it. After all, small entrepreneurs who want to grow to be the big guys always talk about how they worked sooo hard. But, there is a moment you got to say enough is enough.

This moment is terrible. Awful. But necessary. It invites reflection, self-evaluation, and finally that frightening abyss: the necessary change. Because you have the desired change: you refurbish your house, change the decoration, you change your look from romantic to gothic, dye your black hair red, whatever, but it is the result of your creativity, not a necessity.

Finally, after this cocooning period, in which I closed myself and reflected, Eu Levo Vinho gave space to Portugal com Alma.

In this process, I gave up many activities with dear clients, but I needed to focus on what is obviously my greatest passion: Portugal.

The other side of the coin is that Portugal com Alma was born this way: loved, wanted and loved by those who knew her as an embryo, Eu Levo Vinho.

And as a very expected child, Portugal com Alma was born full of energy, full of news, joy and with more passion for the country of my heart. New tours, medieval festivals, mysterious villages, Celtic heritage, thermal water fonts. Guys, lots of good stuff. And a plus: easier payment methods!

The wine was not forgotten, of course not. Neither the trips to other countries. More posts out to come soon. However, from now on, we are Portugal com Alma, because to be Portugal you have to have a lot of soul and love in your heart.

Você sabe a diferença entre turista e viajante?

O turista é a pessoa que gosta de visitar lugares. Observa, prova e tira muitas fotos tendo sem dúvida uma experiência agradável.

Já o viajante se propõe a explorar o novo e se mesclar ao lugar e à cultura local. É claro que esta pessoa também vai observar, provar e tirar fotos. Porém mais que isso vai viver e conviver em cada momento. É turismo de convivência e essa é a nossa proposta.

Olha só como nosso grupo se divertiu tecendo num tear tradicional, fazendo pão no forno à lenha para depois comê-lo com sardinhas na brasa e participando de uma vindima da aldeia.

Clique no link da página ou direto nos vídeos! Nossos Vídeos

 

Dia 7 – Viseu, por último mas o melhor.

Nosso último dia juntos começa cedo no Solar do Dão, localizado em Viseu. É neste antigo solar onde se localiza a Comissão Vitivinícola do Dão. Lá a turma teve a oportunidade de aprofundar seus conhecimentos técnicos sobre a região, degustar a variedade de vinhos produzidos por lá e ainda comprar algumas garrafas.

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Em seguida visitamos a estátua de Viriato, famoso personagem da história local e fomos para o centro de Viseu, conhecida como a cidade jardim pela sua beleza e considerada como uma das cidades de melhor qualidade de vida de toda a Europa.

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O almoço foi na Taberna da Milinha para conhecer uma tasca portuguesa. A bisavó do boteco.

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O chef preparou comidinhas mil que acompanharam o vinho da casa de maneira perfeita.

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E claro que não podiam faltar os enchidos e queijos locais.

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A tarde foi dedicada às compras. O grupo se soltou no Palacio do Gelo, aproveitando as ofertas e comprando os últimos presentes.

À noite tivemos a oportunidade de visitar a Adega de Penalva do Castelo que estava em plena atividade, recebendo uvas de seus mais de 1.000 associados.

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Ver tanto vinho abriu o apetite e fomos direto para o famoso leitão assado no forno à lenha, devidamente acompanhado pelos excelentes espumantes da Adega. Aliás se quiser importar os vinhos da Adega, temos o orgulho de representá-los aqui. (1 minuto pro comercial, né gente).

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Após o jantar, nossos convidados foram agraciados com um certificado de participação nas vindimas pelo Presidente da Câmara (equivale ao nosso prefeito). Afinal, tanto trabalho duro!

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E depois da cerimônia o rancho folclórico de Penalva do Castelo arrasou nas músicas tradicionais. Juntando a animação portuguesa com a brasileira foi um verdadeiro festerê com muita dança e risadas. Lembre, estas pessoas trabalharam o dia todo e vieram até aqui para defender e mostrar sua cultura. Aliás, a Dna. Luísa (do lencinho amarelinho) estava de aniversário!!! E deixou de estar com a família para estar conosco. Na aldeia é assim.

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Para fechar a noite e nossa aventura na aldeia, um brinde reunindo toda a gente que se juntou para festejar e celebrar mais um dia na aldeia.

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Gostou? Então vem com a gente!

Dia 6 – O Douro também pode ser rural.

Se você conhece só um pouco de Portugal, certamente já escutou sobre o Douro. Nosso grupo pediu para visitá-lo pois não o conheciam e um enófilo ir a Portugal e não conhecer o Douro, bem… é como ir… Você já sabe.

A Quinta do Marrocos era o nosso destino e a vista com a qual nos receberam é digna deste patrimônio tombado pela Unesco. Muitas vinícolas desta região abrigam hotéis sofisticados e restaurantes refinados. A Quinta, no entanto, é exatamente o tipo de experiência que gostamos. Uma refeição à moda antiga, ambientada numa cozinha do século XIX foi tudo de bom.

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Sopinha de espinafre servida exatamente como antigamente como entrada e uma bela feijoada portuguesa no prato principal.

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A visita incluiu o centenário vinhedo.

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E a adega, a degustação de 3 maravilhosos vinhos do Porto além do branco e do tinto da casa. Tudo fruto do trabalho da fantástica Ana Cristina, a gentileza em pessoa.

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Passamos por todo o Douro e na volta paramos em Penédono e Trancoso para conhecer aldeias históricas.

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Mas era hora de voltar para casa porque alguém muito importante esperava por nós.

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Nossa safra Há Pão de 2016 precisava ser pisada. E a turma era só animação.

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Aqui está a prova.

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Depois de tanto gasto de energia, a galera precisou de um bacalhau a lagareiro.

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E para fechar a noite, filhoses com mel da Dna. Lourdes.

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Tá bom ou quer mais?

Dia 5 – Um dia de história e gastronomia, mas principalmente de convivência.

Lembra quando eu falei que Penalva do Castelo tem muito para ser visitado (Penalva do Castelo e seus Tesouros) e muita história para dar a conhecer? Pois bem, nesta manhã saímos cedo para conhecer o mosteiro de uma das primeiras ordens templárias. Uma história muito rica, mas só estando lá e escutando a nossa fiel companheira Sandra contá-la para se sentir transportado no tempo.

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E esta aí o pessoal super entretido nas explicações.

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Dali, fomos conhecer a ponte medieval que foi recém restaurada, atravessando o rio Dão, ela dava passagem àqueles que se dirigiam ao mosteiro.

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Para marcar nossa visita guiada, uma pose em grupo nas belas vinhas do Dão.

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A verdade é que já era hora de conhecer o Sr. Silvio e a sua rica história de vida. E com ele aprender uma arte que está desaparecendo por falta de artesãos: a cestaria. Acredite ou não esta já foi uma atividade artesanal economicamente relevante em Portugal. Mas só tem graça quando o Sr. Silvio conta.

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É claro que com tanta gentileza logo se estabeleceu uma relação de amizade e a fotinho em grupo não podia faltar. Bateu a fome e a hora era de visitar uma das queijarias premiadas da região e aprender a fazer o famoso queijo da Serra da Estrela.

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O Sr. Carlos e sua familia cuidam sozinhos desta produção artesanal, complexa e de qualidade reconhecida. Não deu outra, cada um voltou com um queijinho pra casa. É só congelar para viajar.

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Após o almoço fomos visitar a Quinta da Vegia com seus vinhos variados mas com uma coisa em comum: a qualidade.

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Nosso jantar foi em Várzea de Calde, uma aldeia pertinho da badalada Viseu.

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A razão era degustar um delicioso cabrito assado, um dos pratos típicos da Beira Alta.

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Mas também havia 2 motivos adicionais. O primeiro era ver a cerimônia do toco. Um costume cuja origem se perde no tempo e que impacta pelo vigor.

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A cerimônia foi embalada pelas senhoras do grupo folclórico local que encenaram a produção do linho enquanto cantavam as músicas tradicionais.

São senhoras que possuem casa, família e trabalho, mas que se juntam para manter viva a tradição da aldeia.

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E por falar em linho, você sabe como ele é produzido? Eu não sabia, mas a Glória do Museu Etnográfico de Várzea de Calde foi nossa guia em mais uma viagem pelo tempo e pelas coisas da aldeia.

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O museu é muito rico em peças e as guias muito gentis e bem informadas. Vale muito a pena. No fim da noite tinha gente até pensando em mudar de profissão…

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Mas acabou tudo foi na maior festa!

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Dia 3 – Penalva do Castelo e seus tesouros.

Quando pensamos numa aldeia, acho que a imagem mais comum é de um lugar pacato, parado, onde os dias passam lentos e a vida não tem novidades. Pois bem, aqui não é bem assim, Penalva do Castelo tem um monte de história, ou até de pré-história e com a pessoa certa, nossa amiga Sandra Marinho da Câmara da Freguesia, a gente passou uma manhã conhecendo um pouco destes tesouros históricos.

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Pausa para o almoço: arroz de polvo e vinho: Há Pão?

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Bom, chega de comer e vamos cozinhar com nossa mulher maravilha, a Lurdes. Sabe tudo e mostrou pra galera como se faz pão português do melhor. Há Pão e do melhor. Aqui a gente não para.

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Depois do jantar, fomos à exuberante Viagem Medieval em Canas de Senhorim.

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Dia 2 – Ao pé da Serra da Estrela para conhecer ……. vinho.

Nosso primeiro dia juntos começou com degustação. É claro. Direto para a Lusovini, a produtora de vinhos como o Flor de Nelas e o Pedra Cancela, excelentes exemplares em seu segmento. Esta antiga cooperativa foi comprada e remodelada por feras no assunto que a fizeram uma potência em termos de marcas, vendas e agora, um lugar super agradável para visitar.

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Recebidos como se recebem amigos, com um delicioso espumante, logo fizemos um visita detalhada por toda equipe da Lusovini e olha, vinho excelente que você encontra no Brasil, é que não faltou.

Seguimos para rever os amigos da Adega do Carvalhão Torto. Uma proposta totalmente diferente. Uma Adega familiar, administrada por uma família linda, envolvida com o assunto há décadas e que nos recebeu com um carinho tão grande que encantou o grupo todo. Estes vinhos ainda não têm a exposição que merecem no Brasil, mas tudo muda, não é mesmo?

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Sr. Oliveira, Luiz e sua irmã nos honraram com esta foto de grupo.

Depois de tanto vinho, só mesmo respirando um pouco de ar fresco no topo da Serra da Estrela! Ufa…

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5 dicas para aproveitar sua degustação

Acho que não há nada mais divertido para um winelover do que uma boa sessão de degustação. Eu, pessoalmente, me sinto como uma criança numa loja de brinquedos. E isso é especialmente divertido quando você está de férias em algumas das várias regiões vinícolas do mundo saltando alegremente de vinícola em vinícola se achando munido de todos os poderes de Baco. Até porque o vinho faz você se sentir assim. Então para tirar o máximo desta fantástica oportunidade de aprendizagem prazerosa, nunca podemos esquecer que estamos falando de álcool e por isso temos 5 dicas poderosas para você fazer bonito nas suas degustações.

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Tá se achando “O” Baco.
  1. Note bem: uma sala de degustação não é um bar.

Você vai num bar e paga para desfrutar de momentos especiais com amigos. Você vai a uma degustação para aprender sobre vinhos e escutar sobre eles diretamente de quem os produz ou os importa. São lugares diferentes que requerem comportamentos distintos. Portanto:

  • Não se pendure na mesa do produtor / importador. Rode a sala, busque a mesa menos atribulada e espere um momento mais adequado. Sua experiência será muito melhor.
  • Não tente chamar a atenção do sommelier falando alto ou sacudindo seu copo freneticamente. Ele é um profissional, está acostumado com estes eventos, com certeza já lhe viu e vai lhe atender oportunamente.
  • Junte-se a uma conversa para aprender sobre o vinho, mas não a interrompa. Pergunte e se interesse pelo produto, garanto que quem está lhe servindo o vinho vai se sentir recompensado. Não é hora de timidez. Pergunte mesmo.
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Tranquilidade e atenção trazem o melhor na degustação.

2. Nunca se embriague. Nunca, nunca mesmo.

Se você gosta de embriagar-se, lembre-se que há um lugar e um momento para isso. E acredite, não é numa degustação. O álcool é uma tentação. Numa sala onde você tem todo o vinho do mundo a sua disposição, a tentação de ultrapassar limites pode ser muito grande para alguns. Não ceda. Você vai pagar com sua imagem e com sua saúde. Por isso, cuspa a maior parte das vezes no recipiente adequado (as cuspideiras). Eu sei que no começo a gente fica envergonhado, mas com o tempo e a prática você pega o jeito, prova mais vinhos do que se engolisse todos, sai com sua reputação intacta e dribla a ressaca do dia seguinte. Dica: tenha sempre um guardanapinho na mão para casos de acidentes e beba a água normalmente fornecidas nestes eventos.

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3. Não leve seus 49 melhores amigos sem aviso prévio ao organizador do evento / vinícola.

Seja num evento ou numa vinícola, tenha certeza que aqueles que vão lhe recepcionar estão preparados para a quantidade de pessoas e o objetivo delas (profissionais ou enófilos?). O serviço será muito melhor e vocês aproveitarão muito mais.

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4. Seja muito elegante: compre 1 ou 2 garrafas.

Com os preços altos do vinho no Brasil, é bastante normal que em alguns eventos as empresas vendam alguns vinhos para tentar equilibrar as contas. Nas vinícolas isso é obviamente, praxe. Então seja uma pessoa bacana e compre 1 garrafa daquele que você mais gostou. Assim todo mundo fica feliz!

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Uma garrafinha só!

5. Não dirija. 

Sem fotinho, nem brincadeira. Não é exatamente novidade, mas vamos reforçar. Você pode até argumentar que cuspiu a maior parte dos vinhos, mas não vale a pena arriscar a sua vida ou a dos outros. Fora que se for pego numa blitz vai ter uma dor de cabeça imensa. E não será do vinho….

Fonte: 9 mistakes you are making at a tasting room