Dia 7 – Viseu, por último mas o melhor.

Nosso último dia juntos começa cedo no Solar do Dão, localizado em Viseu. É neste antigo solar onde se localiza a Comissão Vitivinícola do Dão. Lá a turma teve a oportunidade de aprofundar seus conhecimentos técnicos sobre a região, degustar a variedade de vinhos produzidos por lá e ainda comprar algumas garrafas.

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Em seguida visitamos a estátua de Viriato, famoso personagem da história local e fomos para o centro de Viseu, conhecida como a cidade jardim pela sua beleza e considerada como uma das cidades de melhor qualidade de vida de toda a Europa.

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O almoço foi na Taberna da Milinha para conhecer uma tasca portuguesa. A bisavó do boteco.

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O chef preparou comidinhas mil que acompanharam o vinho da casa de maneira perfeita.

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E claro que não podiam faltar os enchidos e queijos locais.

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A tarde foi dedicada às compras. O grupo se soltou no Palacio do Gelo, aproveitando as ofertas e comprando os últimos presentes.

À noite tivemos a oportunidade de visitar a Adega de Penalva do Castelo que estava em plena atividade, recebendo uvas de seus mais de 1.000 associados.

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Ver tanto vinho abriu o apetite e fomos direto para o famoso leitão assado no forno à lenha, devidamente acompanhado pelos excelentes espumantes da Adega. Aliás se quiser importar os vinhos da Adega, temos o orgulho de representá-los aqui. (1 minuto pro comercial, né gente).

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Após o jantar, nossos convidados foram agraciados com um certificado de participação nas vindimas pelo Presidente da Câmara (equivale ao nosso prefeito). Afinal, tanto trabalho duro!

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E depois da cerimônia o rancho folclórico de Penalva do Castelo arrasou nas músicas tradicionais. Juntando a animação portuguesa com a brasileira foi um verdadeiro festerê com muita dança e risadas. Lembre, estas pessoas trabalharam o dia todo e vieram até aqui para defender e mostrar sua cultura. Aliás, a Dna. Luísa (do lencinho amarelinho) estava de aniversário!!! E deixou de estar com a família para estar conosco. Na aldeia é assim.

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Para fechar a noite e nossa aventura na aldeia, um brinde reunindo toda a gente que se juntou para festejar e celebrar mais um dia na aldeia.

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Gostou? Então vem com a gente!

Dia 5 – Um dia de história e gastronomia, mas principalmente de convivência.

Lembra quando eu falei que Penalva do Castelo tem muito para ser visitado (Penalva do Castelo e seus Tesouros) e muita história para dar a conhecer? Pois bem, nesta manhã saímos cedo para conhecer o mosteiro de uma das primeiras ordens templárias. Uma história muito rica, mas só estando lá e escutando a nossa fiel companheira Sandra contá-la para se sentir transportado no tempo.

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E esta aí o pessoal super entretido nas explicações.

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Dali, fomos conhecer a ponte medieval que foi recém restaurada, atravessando o rio Dão, ela dava passagem àqueles que se dirigiam ao mosteiro.

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Para marcar nossa visita guiada, uma pose em grupo nas belas vinhas do Dão.

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A verdade é que já era hora de conhecer o Sr. Silvio e a sua rica história de vida. E com ele aprender uma arte que está desaparecendo por falta de artesãos: a cestaria. Acredite ou não esta já foi uma atividade artesanal economicamente relevante em Portugal. Mas só tem graça quando o Sr. Silvio conta.

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É claro que com tanta gentileza logo se estabeleceu uma relação de amizade e a fotinho em grupo não podia faltar. Bateu a fome e a hora era de visitar uma das queijarias premiadas da região e aprender a fazer o famoso queijo da Serra da Estrela.

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O Sr. Carlos e sua familia cuidam sozinhos desta produção artesanal, complexa e de qualidade reconhecida. Não deu outra, cada um voltou com um queijinho pra casa. É só congelar para viajar.

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Após o almoço fomos visitar a Quinta da Vegia com seus vinhos variados mas com uma coisa em comum: a qualidade.

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Nosso jantar foi em Várzea de Calde, uma aldeia pertinho da badalada Viseu.

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A razão era degustar um delicioso cabrito assado, um dos pratos típicos da Beira Alta.

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Mas também havia 2 motivos adicionais. O primeiro era ver a cerimônia do toco. Um costume cuja origem se perde no tempo e que impacta pelo vigor.

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A cerimônia foi embalada pelas senhoras do grupo folclórico local que encenaram a produção do linho enquanto cantavam as músicas tradicionais.

São senhoras que possuem casa, família e trabalho, mas que se juntam para manter viva a tradição da aldeia.

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E por falar em linho, você sabe como ele é produzido? Eu não sabia, mas a Glória do Museu Etnográfico de Várzea de Calde foi nossa guia em mais uma viagem pelo tempo e pelas coisas da aldeia.

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O museu é muito rico em peças e as guias muito gentis e bem informadas. Vale muito a pena. No fim da noite tinha gente até pensando em mudar de profissão…

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Mas acabou tudo foi na maior festa!

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Dia 4 – O tão esperado dia da vindima.

A ansiedade do grupo era palpável durante toda a manhã. O grupo estava ansioso por sua primeira vindima e como ela seria. Um sentimento de “friozinho na barriga” comum a quando fazemos algo pela primeira vez. É intrigante como uma tarefa tão simples possa deixar as pessoas com toda esta expectativa.

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Chegando lá, o pessoal não ficou tímido, não. Luvas e tesouras tinindo de novas, se jogaram nas videiras. Alguns estreavam em meio às parreiras.

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Outros já eram veteranos.

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É claro que de vez em quando a gente precisa de uma pausa para um gole de vinho e trocar uma idéia com a galera!

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Ou para fazer uma pose no vinhedo!

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E até mesmo aprender a dirigir trator, o que seria, de fato, muito útil na Marginal Pinheiros.

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Outros ficam dizendo toda hora que “vão ao poço”. Você pode pensar, como eu, que a pessoa realmente quer se hidratar numa tarde de calor no outono. Até que você nota que tem umas 10 pessoas no poço e ninguém sai de lá.  Porque? Por que guardaram o vinho no poço para ele ficar fresquinho… O pessoal aprende rápido.

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Terminada a vindima, aqueles que deram duro para colher as uvas vão aproveitar a deliciosa merenda preparada pelos proprietários das terras, o Sr. Frutuoso e a Sra. Lourdes.

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Trabalhar juntos e depois desfrutar de uma refeição com quem é dono da terra e possui muita história para compartilhar é incomparável. Por isso, a sua vindima pode ser como muitas outras e você será mais um grupo de turismo a ter uma experiência parcial.

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Ou então você vem com a gente e tem a chance de viver intensamente a experiência completa, ser um autêntico viajante.

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Que venha a vindima 2017!

Dentre tantas castas portuguesas da gema, justo uma Cabernet no Dão? Vem ver mais esta com a gente.

Existem 3 elementos principais na hora de se produzir um bom vinho:

  1. O terroir, o terreno onde a uva vai se desenvolver. Ele engloba o clima em geral, a temperatura, a humidade, o nível de insolação e o tipo de solo.
  2. O homem e o processo que ele vai utilizar para produzir seu vinho. Sua origem, a tradição de sua região como por exemplo a pisa a pé ou os vinhos de talha.
  3. A casta, a uva que se escolhe, com maior ou menor potência, resistência ou rendimento. Ela será sem dúvida a estrela do produto final.

Quando se fala de vinhos do Dão, eu sou fã número 1 da tradicional colheita manual, da pisa a pé e da elegância dos vinhos oriundos do solo granítico e das vinhas cercadas de pinheirais. E obviamente sou uma ferrenha defensora das 250 castas autóctones de Portugal. Aliás Portugal é o país que possui o maior número de castas autóctones sendo cultivadas no mundo. A Itália também tem muitas castas locais, mas usa comercialmente apenas uma dúzia delas. Porém, no último dia oficial das vindimas do Dão, acabamos vindima um lote inteiro de …. Cabernet Sauvignon. Sim senhor, a uva tinta mais facilmente encontrada no mundo inteiro.

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Mas como? Porque? Na verdade a explicação é muito simples. Natural como a maioria dos vinhos que têm sua origem arraigada na cultura e na história de um povo. O terreno que fomos vindimar pertenceu em algum momento a um representante do corpo diplomático português na França. Este senhor, encantado pelas castas do país decidiu trazer sua rainha para o cume lusitano. Deu nisto. Cabernet no pé da Serra da Estrela.

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A produção é artesanal, para poucos mesmo. Se eu troco por uma Touriga Nacional? Sim, por algumas. Por Jaen? Acho que não.  Mas essa é a riqueza do vinho, veja o vídeo, você vai viajar com a gente também.

Vindima de Cabernet no Dão

4 razões para você aprender mais sobre a vindima em Portugal.

A gente posta estes vídeos mostrando as vindimas que fazemos em Portugal por 2 razões bem fáceis de compreender:

  1. Mostrar nosso trabalho de promoção do turismo de aldeia, levando grupos para conhecer o que bate no coração de Portugal, a apenas cerca de 2 horas do Porto, mas num mundo completamente diferente.
  2. Explicar detalhadamente o processo de vindima: o trabalho nas filas, as tesouras, os balseiros, enfim cada passo que leva a uva da vinha à adega de forma didática, com as imagens reais.

No entanto, existem outras 2 razões para você assistir esse vídeo de 3 minutinhos:

  1. Perceber o que é a essência da vida de aldeia, o espírito de cooperação e colaboração. O verdadeiro significado da expressão a união faz a força.
  2. Compreender o trabalho existente por trás da colheita manual, pois este não é só um tipo de colheita, mas um trabalho minucioso, cansativo e fundamental para a qualidade do produto final

Agora vem com a gente reviver alguns dos momentos maravilhosos vividos em Roriz. https://youtu.be/ucEOHmMhjkY

Casa de Darei, a Magia do Tempo no Coração do Dão

A primeira abordagem: desbravando o inverno do Dão.

Janeiro pode ser uma época complicada para visitar vinícolas no hemisfério norte. As videiras estão no seu soninho anual e quem trabalha muito na vinha o ano todo além do enoturismo no verão, aproveita para tirar alguns dias de folga. O nevoeiro matinal, a chuva e o frio também não ajudam.

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O Dão no inverno.

Mas como sou determinada, ano passado estava em Portugal a trabalho e parti com minha fiel GPS (a Mafalda) pelas estradinhas sinuosas. No fim, ela sinalizou que havia chegado ao meu destino e só vi um muro! Enfim, decidi explorar, enveredei por uma estradinha de terra e a única coisa que encontrei foram olhares céticos de algumas vacas. E um lamaçal. O carro atolou, consegui voltar, procurei uma via alternativa e não achei o que buscava, o Solar de Darei. Mas achei o rio Dão. Como tenho uma promessa de pôr os pés nos principais rios de Portugal, tentei fazê-lo. BBBrrrrrrrrrr. O vento e o frio mal deixavam eu me aproximar da água. Mas molhei a mão e fui embora, esperando retornar um dia.

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Olhar de “Não te conheço, mas acho que não gosto de você”.

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Momento em que você confia no GPS. Desconfiando…

 

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Mãozinha no Rio Dão porque pezinho, nem pensar.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Como dizem por aí: a terceira é a vencedora!

Finalmente, em junho deste ano, eu tive oportunidade de conhecer esta propriedade muito especial e seus vinhos vigorosos. E a surpresa foi maior que a esperada.

O Solar

Este casarão centenário comprado em 1997 pela família Ruivo, foi inteiramente restaurado usando materiais similares ao da época. Tudo reproduzido metodicamente, num trabalho que durou 7 anos e envolveu praticamente todos os membros da família.

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Casarão principal do Solar de Darei.

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Casa de hóspedes.

 

 

 

 

 

Porém o mais legal é que eles não fizeram tudo isso só para a família. Darei é hoje um aconchegante e charmoso hotel rural. Você pode se hospedar num dos quartos da propriedade principal ou alugar a casa de hóspedes.

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Charme, conforto numa viagem no tempo.

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O casarão é cercado por paisagens deslumbrantes.

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Um convite para relaxar e contemplar….

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Além da hospitalidade portuguesa, em Darei você também pode desfrutar da boa gastronomia lusitana, tudo dentro de um clima muito rústico e ao mesmo tempo elegante. Cada cantinho da casa tem algo especial.

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Repare na moldura desta porta!

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Porém as vestes da confraria revelam a verdadeira vocação do patriarca da família.

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É nas verdadeiras relíquias espalhadas pelo solar, que o transformam quase que num pequeno museu que vemos a verdadeira vocação de Darei e de seus proprietários: o vinho. Autêntico vinho do Dão.

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O Lagar de Darei

Por isso seguimos pelo assoalho de madeira, buscando o piso de pedra que vai nos indicar a proximidade da adega para por fim descobrir o segredo do vinho de Darei.

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Atrás destas grossas paredes de pedras a magia acontece.

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Aqui, a pisa é a tradicional portuguesa. A pé, no lagar de pedra, por mais ou menos 10 dias com temperatura controlada por cerca de 22 graus, buscando a melhor extração de aromas e sabores deste terroir que vamos em breve explorar.

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O lagar de Darei.

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Os tesouros da casa ….

 

 

 

 

 

 

 

As vinhas

Neste apego de preservar o melhor do passado, utilizando a ciência do presente, o cultivo das vinhas de Darei segue orientação orgânica, assunto sobre o qual temos falado muito. Um exemplo se vê na manutenção das vinhas: as ervas são parte do vinhedo, têm seu papel de forração. Ocasionalmente, são cortadas e servem de alimentos ovelhas criadas por ali perto.

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O solo de granito arenoso, típico desta região, o vento e a insolação protegem da humidade do rio e da vasta vegetação, criando um microclima que de certa forma ajuda na proteção contra doenças.

Aliás a falta de humidade é tanta, especialmente de maio a julho que Darei desenvolveu um estudo com a Universidade de Viseu para monitorar a humidade do solo e assim regulam a rega para não atrasar a colheita.

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Mas vamos aos vinhos

Desde já me desculpo por alguns rótulo que não estão atualizados. A vinícola os estava trocando na época da visita e eu preferi manter as fotos originais. Um detalhe interessante: o recorte que se vê nos rótulos é a silhueta do Rio Dão. Muito bacana!

1. Branco Private Selection 2012
Um corte de Encruzado, Malvasia Fina, Cerceal, Bical, Verdelho e Arinto. Fermentação feita em balseiros grandes de madeira, cerca de 40% do vinho, depois cerca de 10% do vinho estagia 2 meses em carvalho francês novo. O vinho revela, assim, aromas florais com um toque de madeira. Na boca, frutas brancas, complexo, mineral e uma boa acidez fazem deste um vinho muito gastronômico.
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2. Reserva 2011
Elaborado com Touriga Nacional, Jaen, Tinta Roriz e Alfrocheiro. Aromas de fruta preta madura. Na boca acrescenta toques de cacau e especiarias.

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3. Sem Abrigo 2011
Também elaborado com Touriga Nacional, Jaen, Tinta Roriz e Alfrocheiro. Sem estágio em madeira, com pisa a pé em lagar e envelhecido por 18 meses em cuba de cimento. Frutas vermelhas e toques herbáceos bem equilibrados.

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4. José 2004
Mesmo corte dos anteriores, pois assim se trabalham as casta aqui. Deste não tenho fotos do rótulo, pois é uma recente homenagem ao patriarca da Casa de Darei e ao 15 anos da primeira vindima. Aromas de fruta vermelha madura, notas de cacau, especiarias e um balsâmico fresco muito interessante. Mostra a capacidade de envelhecimento dos vinhos do Dão e sua inegável elegância.

E nos despedimos de vocês, deixando convite para que venham ao Solar de Darei, desfrutem desta casa histórica e conheçam esta jóia do Dão, bem como seus vinhos.

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A cozinha restaurada à perfeição.

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Uma pausa no tempo cria este ambiente rústico e aconchegante.

Casa de Mouraz, mergulhe numa explosão da natureza do Dão em cada garrafa

No mês de junho tive a oportunidade de desvendar mais um segredo vinícola do Dão, a Casa de Mouraz, localizada em Mouraz, uma das mais antigas aldeias de Portugal, já que o país nasceu oficialmente no século XII e Mouraz existe desde o século X. Mouraz é parte do concelho de Tondela, meia hora distante de Viseu, o coração administrativo desta região. Fui recebida pelo António Lopes Ribeiro que é advogado por profissão, mas que largou o Direito para cuidar de uma editora em Lisboa e lá conheceu a Sara Dionísio com quem criou 2 parcerias: a da vida pessoal e a de adotar técnicas pioneiras na prática de agricultura biológica nas vinhas que pertencem à sua família há muitas gerações. Se você der uma olhadinha aí embaixo, vai ficar na cara porque.

Seja Bem-vindo!

Seja Bem-vindo!

A Casa é sua.

A Casa é sua.

 

 

 

 

 

Desde que começaram a cuidar das terras da família na década de 90, António e Sara decidiram mudar a maneira como as vinhas eram tratadas.  Munidos de dedicação, paciência e persistência que só os visionários possuem, trabalharam árduos 3 anos somente para a conversão da agricultura tradicional para a orgânica. Isso acontece porque com a utilização de químicos sintéticos, não se cura a origem da doença, apenas a controlamos, enquanto isso a terra enfraquece e “vicia” nestas substâncias, afetando seu sistema imunológico e perdendo sua energia natural. Aí toca estimular e esperar a natureza. Não sou médica, mas acredito que isso ocorra também conosco e com o uso continuo de certas medicações. Mas vamos juntos descobrindo mais sobre o assunto. Não esqueça que já abordamos o tema em Tudo o que Você Precisa Saber sobre Vinhos Orgânicos e Biodinâmicos

Alho selvagem, essencial para o equilíbrio da flora. Protege a vinha!

Alho selvagem, essencial para o equilíbrio da flora. Protege a vinha!

Os frutos desta dedicação não demoraram a aparecer e em 1996 a vinícola foi certificada pela Ecocert. As adubações dos solos são feitas com base em sementeiras de plantas, especialmente as leguminosas que fixam o azoto e adubos orgânicos. Os tratamentos baseiam-se na utilização de cobre, enxofre, algas marinhas, argila, infusões de plantas e outros produtos naturais. No final de 2006 iniciou-se também o trabalho em biodinâmica.

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A forração vegetal entre fileiras de vinhas tem o seu papel.

Repare que não há combate a "ervas daninhas".

Repare que não há combate a “ervas daninhas”.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

A propriedade da Casa de Mouraz, na verdade não é uma só, ela é composta por várias vinhas separadas, como uma linda colcha de retalhos de diferentes solos, altitudes e vegetação. Algumas vinhas velhas com mais de 80 anos e outras vinhas recém-plantadas dividem a paisagem com a floresta de pinheiros, carvalhos, castanheiros e sobreiros. Nos solos os granitos típicos do Dão e as argilas variam em altitudes entre os 140 e 400 metros. Na adega as vinificações são feitas do modo tradicional português, por vinhas e não por castas, com o objetivo de manter-se fiel à essência de cada terroir.

Penedos e pinheiros. Estamos no Dão!

Penedos e pinheiros.

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Estamos no Dão!

 

 

 

 

 

Esta é uma das bandeiras de António & Sara: a biodiversidade. Em sua colcha de solos, micro-climas e vegetação, eles cultivam castas como a tradicional Touriga Nacional, Alfrocheiro, Jaen, Água-Santa, Baga, Tinta-Roriz,  Malvasia-Fina, Bical, Cerceal-Branco e Encruzado. E como Portugal tem mais de 250 castas autóctones, todas ainda utilizadas e eu adoro brincar de bingo de castas, pelos vinhedos de Mouraz eu aprendi mais 2:

  1. Alvadurão também conhecida como Siria e;
  2. Esgana Cão também conhecida como Uva Cão;
  3. A elegante Touriga é conhecida como Tourigo na região entre as cidades de Mortágua e de Tondela e durante muitas décadas foi improdutiva por não se adaptar ao mercado. Hoje é a queridinha de Portugal. O mundo dá voltas até para as uvas, né?!
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A biodiversidade é tanta que até lagostim na piscina de água absolutamente pura, aparece para uma visitinha.

E a diversidade reflete-se na personalidade, complexidade e carácter único dos vinhos por eles produzidos. Esquece esta história de vinho orgânico com gosto esquisito. Aqui a pureza da natureza traz aromas e sabores elegantemente engarrafados para você. O respeito à natureza é uma convicção!

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Este é o António e o carinho que ele tem com seu vinhedo.

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Olha essa belezinha antiga ornada de beleza e frutos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Em 2009 a Casa de Mouraz passou a ser a única vinícola portuguesa a integrar o prestigiado grupo de produtores biodinâmicos La Renaissance dês Appellations, também conhecido, em inglês como Return to Terroir. Um grupo que propõe um sistema de avaliação que não está baseado em termos de “bio ” ou  “não bio”, mas em ações que permitem que uma denominação de origem se expresse naturalmente. Assim, com cada grupo de ação adotado, pode-se ir de 1 a 3 estrelas “verdes”,  o que incentiva o produtor a fazer o seu melhor e informa o consumidor sobre o que foi ou não efeito no vinhedo ou e adega.

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Agora me diga, esta é uma planta saudável ou não?

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Já pensou se tudo o que comêssemos fosse saudável e absolutamente natural assim?

Hoje, encontramos os vinhos da Casa de Mouraz não só em Portugal, mas em mais 18 países como Inglaterra, Alemanha, Brasil, EUA e até nas feras da produção de vinhos França e Espanha.

Banquinho estratégico perto das vinhas e do rio que banha a propriedade. Propício para um momento com a natureza.

Banquinho estratégico perto das vinhas e do rio que banha a propriedade. Propício para um momento a sós com a natureza.

Não é a toa que em 2014, a Casa de Mouraz foi eleita 1 das 12 vinícolas nas quais ficar de olho pela revista americana Wine & Spirits 12 Wineries to Watch.

E como sempre, depois do nosso papo, vamos aos vinhos.

Um tanto inquieto, o António decidiu que após o pioneirismo em sua terra Natal, ele devia se aventurar pelos tradicionalíssimos Douro & Alentejo e pela região do Minho para fazer vinho verde orgânico.

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Os vinhos do Douro e Alentejo.

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A linha Caruma, também do Dão.

 

 

 

 

 

  • Air

Um Loureiro (80%) com toques de Arinto (10%) e Trajadura (10%), fermentação natural a temperaturas muito baixas.  Nesta mini vertical, degustei as safras de 2014, 2013 e 2011.

O 2014 mostrou-se leve, com um pouco de açúcar residual e muito frescor;

Já o 2013 é mais untuoso e menos ácido.

O 2011 era logicamente mais evoluído, com deliciosos aromas de mel e boca com notas peroladas. Ainda mais untuoso que o 2013.

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  • Casa de Mouraz 2013

Um floral delicado com notas de flor de laranjeira. É um incrível corte de 9 castas. No rótulo porque na garrafa são 15, mas onde todas se unem para um  delicioso frescor frutado e muito equilibrado.

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  • Casa de Mouraz 2012

Também um incrível corte das mesmas 15 castas, mas se mostrou mais cítrico e fresco.

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  • Casa de Mouraz Encruzado 2013

Novamente me impactou o frescor que aliás é uma característica deste produtor, fruto da altitude do terroir. Vinho muito gastronómico, untuoso e mineral.

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  • Casa de Mouraz Rosé 2014

Ao contrário dos tradicionais claretes produzidos com 85% de uva tinta e 15% de uva branca este Rosé leva só castas tintas e é produzido através de sangria, conferindo-lhe personalidade, um bom corpo, acidez importante com notas de morangos e cerejas delicadas. Amei de paixão.

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  • Casa de Mouraz 2010

Um fantástico corte de castas: Touriga-Nacional, Tinta-Roriz, Alfrocheiro, Jaen, Água-Santa, Tinta-Pinheira e Baga.  Vindas de parcelas com características diferentes. Manja? Não? Então prova. 15% passa em carvalho francês por 8 meses.

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  • Casa de Mouraz Elfa 2010

Museu  a céu aberto. Vinha velha, castas misturadas como manda a boa tradição. 30 castas como Baga, Jaen, Tinta-Pinheira, Alvarelhão, Alfrocheiro e muitas outras, com excepção de Touriga-Nacional (quase inexistente nesta vinha). Milagre!. Tudo vinificado junto misturado. Vinho autêntico e elegante. Sem barrica, faz um estágio de 2 anos em cuba de inox. Harmoniza com fungi.

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  • Casa Mouraz Private Selection 2011

Touriga-Nacional (70%) e castas misturadas de uma vinha velha, como Jaen, Baga, Água Santa, Alfrocheiro, Trincadeira e outras (30%). A fermentação sem engaço decorreu em inox, seguindo-se uma maceração longa. 50% do vinho estagiou em barricas de carvalho francês durante cerca de 1 ano. Presença nacional de Touriga Nacional.

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Lembrando sempre que este blog é independente, deixo vocês com 5 convites:

  1. Visite Tondela que é uma cidade muito fofa no pé da majestosa Serra do Caramulo.DSC00901
  2. Estando lá compre uma bonita Bilha do Segredo e aproveite para tirar um barato de seus amigos, como se pode ver no vídeo.
  3. Conheça a Casa de Mouraz que além de interessante é um terroir deslumbrante.
    Ciclovia que acompanha os vinhedos.

    Ciclovia que acompanha os vinhedos.

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  4. Enquanto estiver por Tondela, não deixe de visitar o Restaurante 3 Pipos. Comida típica portuguesa de comer de joelhos. Chegue apostando nos bolinhos de bacalhau ou nas moelas e depois sofra para decidir-se entre polvo frito com migas ou o cabrito. Ou peça tudo, se acabe de tanto comer e peque pela gula.

 

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Polvo frito com migas.

Moelas.

Moelas.

Cabrito.

Cabrito.

 

 

Aqui no Brasil, a Casa de Mouraz é representada pela Azavini e importada/distribuída pela Vinhos do Mundo. Entre em contato e pergunte pelo seu.

Ahhhh, em São Paulo, você pode provar o seu Casa de Mouraz na Enoteca Saint Vin Saint, especializada em vinhos orgânicos, biodinâmicos e naturais.

Do que é que eu estou falando mesmo?

Estava pensando que neste sábado abri um Quinta do Perdigão 2009 fantástico e vi que no Vivino ele tem 3.3 estrelas. O QUE???

Em tempo, uso o Vivino mais para lembrar o que e quando bebi do que para qualquer outra coisa. Percepções olfato-gustativas dependem de memória. Experiência muito pessoal, não canso de dizer.

Enfim, emblemático do Dão, este vinho traz as castas Touriga Nacional, Tinta Roriz, Jaen e Alfrocheiro. Paraíso. Frutos escuros, mas com uma securinha tipo finzinho de noz na boca, madeira e uma pitadinha de pimenta do reino. Dá pra imaginar?

Traz a elegância do Dão mas com potência porque é simplesmente uma criança rebelde demais. Sim, na minha impaciência cometi este infanticídio…

Olha só a pinta.

Olha só a pinta.

E aí eu me pergunto, será que as pessoas conseguem entender um vinho assim? Por que uma nota tão baixa? Um vinho de uns 10 euros em Portugal e uns 200 reais aqui.  São preços de vinhos bons em ambos países. Então eu lembro da pergunta que fiz para um dono de restaurante em Portugal sobre um vinho de 1996: este vinho está bom? E ele: a senhora gosta de vinho maduro?

Meu sotaque denunciou o amor pelas frutas exuberantes, baixo teor de teor de taninos e de acidez? Peeeeeeeeem. Resposta errada. Adoro vinhos potentes, até velhotes com pose de crianças insolentes.

Abacaxi em calda, especiarias e notas de verniz e petróleo. 8 aninhos!

Abacaxi em calda, especiarias e notas de verniz e petróleo. 8 aninhos!

Aqui no Brasil é muito difícil cultivar o apreço pelos vinhos antigos. Não temos espaço para guardar sapatos em nossos apartamentos espremidos em grandes centros urbanos brasileiros com imóveis de preços extorsivos. Seja compra ou aluguel. Imagina espaço para comprar o lote de seu vinho preferido com a data de nascimento do seu filho? Para abrir quando ele fizer 18 anos. Oi? E onde eu enfio o moleque até lá? Não, este hábito europeu não é para a maioria dos brasileiros…

Vou fazer uma pausa aqui para pedir para você se abrir aos vinhos maduros, aos rebeldes, aos que requerem tempo (ou decantação, não esqueça que para o vinho cada lufada de ar é uma vida que lhe consome) aos que lhe pedem paciência e compreensão.

Você tira a cápsula e encontra este cenário. Pára ou continua?

Você tira a cápsula e encontra este cenário. Pára ou continua?

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Você tenta tirar a rolha,... e bem... Não foi exatamente simples.

Você tenta tirar a rolha,… e bem… Não foi exatamente simples.

Vai encarar? 1983. 31 aninhos bem vividos.

Vai encarar? 1983. 31 aninhos bem vividos.

Liberte-se da rede de aromas e sabores primários, puras frutas e flores e disfrute o restante da roda de aromas que se escondem em um vinho maduro: o petróleo, o verniz, o vermute, frutos secos, palha e as frutas em calda.

O vinho depende bastante do álcool e do tanino para envelhecer com classe. Mas chegar equilibrado aos 30 e algo é para poucos. Tente com um vinho do Dão, você vai se surpreender. Até a semana que vem.

Casta? Que casta? Aqui manda a velha guarda...

Casta? Que casta? Aqui manda a velha guarda…

Vinho é terra, é gente, é história.

Para conhecer o significado das cooperativas vinícolas em Portugal, precisamos entender os tamanhos das propriedades agrícolas e a disponibilidade de mão de obra, ou seja, precisamos entender um pouquinho da bela história deste país.

Historicamente, quando se trata da questão da família portuguesa, se fala em dois grandes sistemas familiares, identificados um na região Norte e outro no Sul do país.

O Sul (lá pelo Alentejo) sempre apresentou as menores densidades demográficas do país e o pouco povoamento estave concentrado em torno das aldeias. Grandes latifúndios marcavam e ainda marcam a bela paisagem alentejana.

Vista de Monsaraz.

Vista de Monsaraz.

No Norte, ao contrário, desde o séc. XVI, encontrava-se a área de maior densidade demográfica de Portugal. Nessa região tipicamente montanhosa predominavam os minifúndios. A fim de evitar uma fragmentação ainda maior das propriedades, as famílias numerosas adotaram então o costume de deixar a terra para apenas um dos herdeiros que deveria dedicar-se a ela, enquanto os demais irmãos deveriam buscar casa e trabalho em outros locais. Esta característica perdurou por séculos, tanto que até 1979, de acordo com o Recenseamento Agricola do INE, mais de 56% das propriedades agrícolas no noroeste português não ultrapassavam 1 hectare.

Sim. São todos irmãs e irmãos da noiva!

Sim. São todos irmãs e irmãos da noiva!

A partir do séc XX, a vida familiar portuguesa passa por mudanças profundas causadas pela corrida das populações em direção aos centros urbanos e ao exterior. Aqueles mesmos que buscavam casa e trabalho fora de seu local de origem. A imigração foi especialmente intensa nas regiões Norte e Centro do país. Do Noroeste do país partiam mais de 30% dos portugueses que chegaram ao Brasil.

É razoável portanto supor que aos que ficaram para trabalhar a terra, onde se cultivava principalmente milho e uvas, restou muito pouca ajuda, pois os irmãos, cunhados e filhos (assim mesmo no masculino, pois era maior o número de homens que de mulheres que tentavam a sorte longe de casa) partiam para os grandes centros urbanos portugueses ou para a Suíça, França, Alemanha e claro, para o Brasil.IMG_4633

As cooerativas então foram surgindo e conquistando papel fundamental no apoio à pequena propriedade familiar sob aspectos distintos. E hoje a gente fala de uma delas, a UDACA – União das Adegas Cooperativas do Dão que existe há mais de 40 anos para dar suporte aos vitivinicultores da região do Dão. Além de apoio técnico e profissional, estas cooperativas têm função de desenvolvimento comercial dos produtos de seus cooperados dentro e fora de Portugal.

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A boa colocação dos produtos em qualquer país passa pela qualidade e competitividade do mesmo e aí a UDACA tem 2 bons exemplos de vinhos de excelente relação custo / qualidade.

Irreverente 2011

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Um vinho tinto com uma rápida passagem em madeira (5 meses). Deixa claro no rótulo o objetivo de entregar um vinho para o público jovem que sabe admirar qualidade num vinho estruturado e equilibrado. Sabores e aromas de frutas negras e de bosque  com notas de cacao e especiarias. Só provando mesmo!

UDACA Touriga-Nacional 2008

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Um vinho tinto com passagem de 12 meses em barrica dão mais persistência e personalidade através de toques de especiarias aos aromas de violeta característicos da touriga. Sabores muito redondos de frutinhos silvestres. Delícia de vinho muito gastronômico.

Invulgar 2010

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Vinho tinto também com estágio de 12 meses, mas agora em carvalho fracês. O melhor exemplo de trabalho em equipe, já que é fruto da união de forças dos enólogos da UDACA com os das Adegas Cooperaticas Penalva do Castelo, Mangualde, Silgueiros e Vila Nova de Tázem.  Desta vez a touriga nacional combina com a alfrocheiro e revela um vinho encorpado, estruturado, mas aveludado traduzindo o melhor de uma das principais características do Dão: a elegância.  Este é absolutamente imperdível.

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Se você estiver em Viseu, visite a UDACA que tem uma lojinha bem a abastecida bem ali pertinho do centro. Aqui no Brasil, ligue para a Importadora Orion que traz muitos dos bons produtos deles para cá.

Notas:

1) Ponho poucas notas de degustação porque esta é uma experiência muito pessoal, depende das suas memórias olfativas e degustativas. Não de uma tabelinha técnica. Disfrute e me conte.

2) Indico onde adquirir o produto porque acho frustrante quem elogia um monte e depois, cadê? Não ganho nada com isto.  Ao contrário, gasto com vinho, mas com prazer.

Água fresca descendo da montanha por entre pinheirais….

Achou que eu ía falar da Suíça? Não. Continuamos a nossa viagem pelo Dão.

Já vimos que o Dão está localizado no centro-norte de Portugal e que por lá a coisa é exatamente o contrario daqui: o norte é mais frio que o sul. Por isso podemos sentir as marcas claras do clima temperado, com invernos muito frios e chuvosos e verões secos. A amplitude térmica também é bem marcada no verão que apesar de dias quentes sempre traz noites frescas. E quanto mais perto da imponente Serra da Estrela, mais o ventinho frio se faz notar. E algumas vinícolas muito interessantes ficam exatamente no pé da Serra!

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Apesar dos 3 rios principais (o Dão, o Mondego e o Alva) correrem quase paralelos, a grande quantidade de afluentes dos três, aliada ao relevo acidentado cria uma incrível variedade de microclimas. Só o rio Dão que nasce lá no norte da região demarcada, em Aguiar da Beira para se unir lá no sul da mesma, ao Mondego, tem como afluentes o Coja, o Carrapito, o Pavia, o das Hortas, e o Criz.

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Já dá para prever um denso manto de nevoeiro (sempre tão amigo das vinhas), subindo do fundo dos vales por onde os rios correm e se elevando pelas montanhas, abraçados pelas serras que circundam toda a região.

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O solo é um grande maciço de granito que por inúmeras vezes rompe a camada de solo de baixa fertilidade e se mostra como lindas montanhas pedregosas. Um pouco de xisto pode ser encontrado no sul e no oeste da região, lá pertinho do Douro.

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O verde da vegetação de tons, formatos e alturas diferentes pintam a paisagem. Encontramos imensos eucaliptos e pinheiros centenários dos quais se extrai seiva para a indústria química, mas que perfumam o ar da região inteira sob o sol quente do verão.

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Mas se desviamos nosso olhar para baixo percebemos a variedade de arbustos: a giesta com seus aromas marcantes, o alecrim, morangos e cerejas negras, groselhas e framboesas, tudo crescendo de maneira selvagem, em imensos arbustos que perfumam o ar até que se possa sentir o mesmo de longe.

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Serpenteando por estas montanhas, gozando da exposição solar nas enconstas do planalto beirão se encontram as vinhas que produzem uvas que replicam estes aromas e sabores como a Jaen e a Touriga Nacional. Ahhhhh a Jaen e a Touriga Nacional.

Mas as castas do Dão vão ficar para o próximo post. Aguarde!