Halloween and its origins. / A Origem do Halloween.🧙🏼‍♂️🧙🏼‍♀️

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Witches in all sizes. Bruxas de todos os tamanhos. 😅

To find the origin of Halloween, you have to look to the festival of Samhain in the Celtic past. Samhain had three distinct elements:
. It was an important fire festival, celebrated over the evening of October 31st and throughout the following day.
. The flames of old fires had to be extinguished and ceremonially re-lit by druids.
. It was also a festival not unlike the modern New Year’s Day in that it carried the notion of casting out the old and moving into the new.

To our ancestors it marked the end of the pastoral cycle – a time when all the crops would have been gathered and placed in storage for the long winter ahead and when livestock would be brought in from the fields and selected for slaughter or breeding. But it was also, as the last day of the Celtic year, the time when the souls of the departed would return to their former homes and when other spirits were released from the otherworld and were visible to mankind.👻

If you ask us what does this has to do with our Iberian (Portuguese and Spanish people) ancestors, we have to tell you that a team from Oxford University has discovered that the Celts, Britain’s indigenous people, are descended from a tribe of Iberian fishermen who crossed the Bay of Biscay 6,000 years ago. DNA analysis reveals they have an almost identical genetic “fingerprint” to the inhabitants of coastal regions of Spain, whose own ancestors migrated north between 4,000 and 5,000 BC.

In other cultures Samhain can be associated with:
. Yama (Hindu – Yama was the first mortal to die and go to the next world, he is appointed as king of the dead),
. Osiris (Egyptian – lord of death and rebirth),
. Demeter (Greek – through the loss of her daughter, Persephone, Demeter is linked to the changing of the seasons: the death of the fields, with Hades stealing Persephone, Demeter lets everything died for half the year. When her daughter returns to her, leaving Hades for the next six months, all is alive again) and
. Freya (Norse- associated with fertility and abundance, but also known as a goddess of battle and war).
. Christians celebrate Samhain with Halloween (some of them) and All Saints day (most of them).

So we invite you to celebrate the never ending cycle of life and our ancestors with pride and rejoice with their blessings. And some wine too. 😜

A blessed Samhain to all.🍷


Para encontrar a origem do Halloween, você tem que voltar seu olhar para o passado, ao festival de Samhain do povo Celta. O Samhain tinha três elementos distintos:
1) Foi um importante festival do fogo, celebrado durante a noite de 31 de outubro e durante todo o dia seguinte.
2) As chamas de fogueiras antigas tinham que ser extintas e cerimonialmente re-acendidas por druidas.
3) Também foi um festival não muito diferente do dia de Ano Novo moderno, na medida em que carregava a noção de expulsar o velho e mudar para o novo.

Para os nossos antepassados, marcava o fim do ciclo pastoral – uma época em que todas as colheitas já haviam sido feitas e armazenadas para o longo inverno por vir e quando o gado já tivesse sido trazido dos campos e selecionado para abate ou para a criação.
Mas era também, o último dia do ano celta, o momento em que as almas dos que partiram retornariam aos seus antigos lares e quando outros espíritos que eventualmente fossem libertados do outro mundo, seriam visíveis para os humanos. 👻

Se você se pergunta o que isso tem a ver com os nossos antepassados ​​ibéricos (portugueses e espanhóis), temos de lhe dizer que uma equipe da Universidade de Oxford descobriu que os celtas, povos indígenas da Grã-Bretanha, são descendentes de uma tribo de pescadores ibéricos. que cruzou o Golfo da Biscaia há 6.000 anos. A análise de DNA revela que eles têm uma “impressão digital” quase idêntica às dos habitantes das regiões costeiras da Espanha, cujos próprios antepassados ​​migraram para o norte entre 4.000 e 5.000 aC.

Em outras culturas, o Samhain pode ser associado a:
. Yama (Hindu – Yama foi o primeiro mortal a morrer e ir para o outro mundo, ele é apontado como o rei dos mortos),
. Osiris (Egípcia – senhor da morte e do renascimento),
. Deméter (Grega – através da perda de sua filha, Perséfone, Deméter está ligada à mudança das estações: a morte dos campos, com Hades roubando Perséfone, Deméter deixa tudo morrer durante metade do ano. Quando sua filha volta para ela, deixando Hades pelos próximos seis meses, tudo vive novamente) e
. Freya (Nórdica – associada à fertilidade e abundância, mas também conhecida como a deusa da batalha e da guerra).
. Os cristãos celebram Samhain com Halloween (alguns deles) e Finados / Todos os Santos (a maioria deles).

Então celebre o ciclo interminável da vida e nossos ancestrais com orgulho e um brinde (com vinho, claro 😜), agradecendo suas bênçãos.

Um Samhain abençoado a todos.🍷

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Rosé wine: a new habit for a new planet. / Vinho rosé: um novo hábito para um novo planeta.

Yesterday in the capital of the state of São Paulo – Brasil, thermometers recorded an incredible 32ºC (90ºF) in August and we are still ahead 21 days of spring. 30 years ago I would be in 2 pajamas and still wrapped in 3 blankets.

But this is the reality of climate change on our planet and the important thing is to adapt. Whether through the reuse, recycling or the reassessment of our attitudes.

One of the good adaptations I saw in the Brazilian wine market is its approach to rosé wine. This is a worldwide trend, but Brazilians in general have an insane attachment to red wine and still believe rosé wine is mixture of bad white wine with bad red wine. Now, the most you can achieve with this process is a bad wine of various pink colors.

 

However, since this summer the Brazilian wineries have been exploring wines in different shades of rosé, produced with the most different techniques and grapes. The techniques are different and this is subject to another post. But here’s an invitation: how about trying a rosé wine this weekend? Well, except for the gaúchos (people from the South of Brasil) who will be the only ones to suffer with radical dropping temperatures this weekend even though they provide the most part of Brazilian delicious wines. Oops! Sorry guys. 😬

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Ontem  na capital de São Paulo, os termômetros registraram incríveis 32ºC em pleno agosto, ou seja ainda faltam 21 dias para a primavera. Há 30 anos eu estaria vestindo 2 pijamas e enrolada em 3 cobertores.

Porém esta é a realidade das mudanças climáticas em nosso planeta e o importante é se adaptar. Seja através do reuso, reciclagem ou da reavaliação de nossas atitudes.

Uma das boas adaptações que vi no mercado brasileiro, é sua aproximação ao vinho rosé. Esta é uma tendência mundial, mas o brasileiro em geral tem um apego insano pelo vinho tinto e ainda acredita que vinho rosé é feito de vinho branco ruim misturado com vinho tinto ruim. Ora, o máximo que se consegue assim seria um vinho ruim de cores variadas.

Porém, desde o verão as vinícolas brasileiras vêem explorando vinhos em tonalidades diferentes de rosado, produzidas com as mais diferentes técnicas. As técnicas são diferentes e isso é assunto para outro post. Porém aqui fica o convite: que tal provar um vinho rosé neste fim de semana?  Bom exceto pelos próprios gaúchos, justamente os que fornecem boa parte destes delicosos vinhos e que serão os únicos a sofrer com a entrada de uma forte frente fria. Ups! 😬 Desculpa aí…

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Vindima no Dão / Winemaking in Dão

Que rufem os tambores!
Chegou o post sobre o tão esperado roteiro de Vindimas no Dão. Um convite para conhecer a fundo um dos segredos mais bem guardados de Portugal: o Dão, uma DOP que produz alguns dos mais elegantes Touriga Nacional do país.

No nosso mais tradicional roteiro oferecemos gastronomia, história e convivência na aldeia com o conhecimento aprofundado da elaboração do vinho, desde a vindima até a adega, em produtores artesanais, de médio e grande porte. Uma verdadeira imersão no mundo do vinho.

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Partiremos do ponto de encontro no Porto com destino à frequesia da Ínsua no conselho de Penalva do Castelo. Penalva possui uma das maiores concentrações de monumentos históricos de Portugal: sítios pré-históricos, romanos e medievais.

Já a Casa da Ínsua, uma das 4 casas que delimitam a região do Dão, foi construída na segunda metade do século XVIII. A quinta possuía a única fábrica de gelo na região, uma geradora hidroeléctrica, adegas e lagares. Tudo isso preservado com cuidados dignos de museu. Uma riqueza histórica marcante.

Dedicaremos todo um dia ao icônico Douro, berço do vinho do Porto e patrimônio mundial da humanidade. Desfrutaremos de um almoço nesta magnifíca paisagem, sua história marcante e degustaremos o mais conhecido dos vinhos portugueses: o Porto.

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Também dedicaremos um dia à Serra da Estrela, local da nascente do Rio Dão. Leve seu casaco, pois chegaremos ao ponto mais alto de Portugal, as Penhas Douradas.

Não deixaremos para tras o conhecido queijo da Serra, por isso vamos à premiada Queijaria de Germil a fim de compreender detalhadamente o rígido processo de elaboração do queijo da Serra da Estrela com direito a degustação.

Visitaremos uma oficina artesanal de cestaria, uma arte milenar cuja fabricação, decoração e utilização varia de acordo com cada país, região, povo, costumes, e tradição. Segundo a teoria de alguns pesquisadores existem muitas fontes sobre a origem da cestaria.

  • Origem Indígena, na fabricação de cestos para transportar objetos ou para armazenagens de alimentos.
  • Origem nômade, na procura de soluções do armazenamento e transporte de alimentos e na antiguidade.
  • Origem Persa, alguns escudos utilizados no batalhão dos imortais foram feitos de cestaria.
  • Origem Ibérica, outros dizem que a Vila de Gonçalo, localizada be perto de onde estaremos, foi o berço da cestaria em Portugal e Espanha.

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E por último, mas não menos importante teremos oportunidade de participar de 2 dias de vindima. É diversão da colheita ao lagar e à pisa, mas não se preocupe, se você se cansar é só parar para comer alguma coisa e tomar um copinho de água. Ou vinho. Uma experiência comunitária emocionante e que proporciona aos enófilos uma aprendizagem incrível.

Teremos 6 degustações exclusivas em produtores com perfis totalmente diferentes, proporcionando uma visão completa da região do Dão.

Fecharemos nossa viagem em Viseu que foi várias vezes residência dos condes D. Teresa e D. Henrique, pais de D. Afonso Henriques que teria nascido ali a 5 de agosto de 1109. Só para lembrar, D. Afonso Henriques é considerado ninguém menos que o pai de Portugal por ter unificado todas as regiões do agora país e mandado para casa os mouros que estavam por lá já há alguns séculos.

Voltando a Viseu, esta data da época dos celtiberos, prova disso é que encontraram num altar pagão datado do séc. I, as seguintes inscrições: “Às deusas e deuses vissaieigenses. Albino, filho de Quéreas, cumpriu o voto de bom grado e merecidamente.” Com a Romanização, a cidade ganhou grande importância, devido ao entroncamento de estradas romanas, por isso Viseu está associada à figura de Viriato, já que se pensa que este herói lusitano tenha talvez nascido nesta região.

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E outra lenda bacana que inclusive está representada no brasão da cidade. O rei Ramiro II de Leão, em viagem para outras terras, conheceu Sara, a irmã de Alboazar, rei do castelo de Gaia, e se apaixonou a tal ponto que raptou Sara. Ao saber do sucedido, o irmão de Sara vingou-se raptando a esposa do rei, D. Urraca. Ferido no orgulho, D. Ramiro teria escolhido em Viseu alguns dos seus melhores guerreiros para o acompanharem, penetrando sorrateiramente no castelo, e deixando os guerreiros nas proximidades. Enquanto Alboazar caçava, D. Ramiro conseguiu entrar no castelo e encontrar D. Urraca que, sabendo da traição do marido, recusou-se a acompanhá-lo. Quando Alboazar regressou da caça, D. Urraca decide vingar-se do marido mostrando-o ao raptor. Ramiro, aprisionado e condenado à execução, pede para, como último desejo, morrer ao som da sua buzina, que era o sinal que tinha combinado com os soldados para entrarem no castelo. Ao final do sexto toque, os soldados cercam imediatamente o castelo, incendiando-o. Alboazar morreria nas mãos dos soldados do rei Ramiro. Parabéns a D. Urraca e pena que D. Ramiro se saiu com a sua, mas assim é a história.

Viseu tem muita história, é uma cidade muito bonita (premiada várias vezes como a melhor cidade da Europa para se viver) e tem lojas, shoppings etc, para você poder levar além das lembranças, muita coisa bonita para casa.

Não perca tempo, como a hospedagem é em casa de proprietário rural (e que casa), as vagas são limitadas!

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Drums rolling!

The long-awaited post is finally here: Winemaking in Dão Tour. An invitation to know one of the best-kept secrets in Portugal: Dão, a DOP that produces some of the most elegant Touriga Nacional in the country.

In our most traditional itinerary, we offer gastronomy, history and living in a Portuguese village with in-depth knowledge of winemaking, from harvest to the winery, in small and medium-sized artisan producers. A true immersion in the world of wine.
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We will leave the meeting point in Porto to freguesía of Ínsua in Penalva do Castelo council. Penalva has one of the largest concentrations of historical monuments in Portugal: prehistoric, Roman and medieval sites.
Casa da Ínsua, 1 of the 4 houses that surround Dão, was built in the 2nd half of the 18th century. The “quinta” had the only ice factory in the region, a hydroelectric generator, wineries and mills preserved with museum-worthy care. An extraordinary historical richness.
We will dedicate a whole day to the iconic Douro, the cradle of Port wine and world heritage of humanity, enjoying lunch in this magnificent landscape, its remarkable history and tasting the best-known Portuguese wines: Porto.
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Likewise, we will dedicate one day to the Serra da Estrela, the source of the Rio Dão. Take your coat, because we will visit the highest point of Portugal, the Penhas Douradas.
We will not leave forget the well-known cheese from Serra, so we go to the award-winning cheese producer in Germil to understand the rigid handling of elaboration of the Serra da Estrela cheese. Tasting included.
We will visit a handmade basketwork workshop, an ancient art which manufacture, decoration and use vary according to each country, region, people, customs and tradition. As per researchers, the millenary art of basketry could have several origins:
  • Indigenous origin, manufacture of baskets for carrying objects or for storing food.
  • Nomad origin, in search of food storage and transport solutions.
  • Persian origin, the shields used in the battle of the immortals were made of basketry.
  • Iberian origin, others say the village of Gonçalo, near where we will be, was the cradle of basketry in Portugal and Spain.

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And last but not least we will participate in 2 days of harvest. It’s fun to harvest and drink, but do not worry, if you get bored or tired, just stop and have something to eat, drink a glass of water. Or maybe wine. An exciting community experience that gives oenophiles incredible learning.
We will have 6 exclusive tastings in producers with different profiles, providing a complete view of Dão.
We will finish our trip in Viseu that was a residence by counts D. Teresa and D. Henrique, parents of D. Afonso Henriques who was born there August 5th, 1109. Just as a reminder, D. Afonso Henriques is none other than the father of Portugal for having unified all regions of the now country and sending home the Moors who were there for several centuries.
Back to Viseu, that dates from the time of the Celtiberians, proof of this is they found on a pagan altar dated from the first century the following inscriptions: “To the Goddesses and the Gods Vissaieigenses. Albino, son of Quensas, fulfilled the vote willingly and deservedly”. With the Romanization, the city gained great importance, due to the intersection of Roman roads, so Viseu is linked with the figure of Viriato since the Lusitanian hero may have been born in this region.
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Another nice legend is represented in the coat of arms of the city: King Ramiro II of Leon, on a journey abroad, met Sara, the sister of Alboazar, king of the castle of Gaia, and fell so much in love he kidnapped Sara. On learning what had happened, Sara’s brother took avenge by kidnapping the king’s wife, D. Urraca. Wounded in pride, D. Ramiro chose in Viseu his best warriors, sneaked alone into the castle, and left his warriors nearby. While Alboazar was hunting, D. Ramiro found D. Urraca, who, knowing of her husband’s betrayal, refused to go with him. When Alboazar returned from hunting, D. Urraca took revenge on her husband by showing him the abductor. Ramiro, imprisoned and sentenced to execution, asks as his last wish to die at the sound of his horn, which was the signal for his soldiers to invade the castle. At the end of the sixth ring, the soldiers at once surround the castle, setting it on fire. Alboazar died at the hands of King Ramiro’s soldiers. Cuddles to D. Urraca and sorry that D. Ramiro could escape, but such is history.
Viseu historic heritage is vast, a delightful city (awarded several times as the best city to live in Europe) and it has shops, malls etc, so you can take not only memories but still something lovely home.
Lose no time, because accommodations are in a village house (and what a house, wow), spots are limited!
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