O dilema do Ménage a Trois

Caso você está avaliando se ainda dá tempo de um “Ménage à Trois” antes da quarta-feira de Cinzas, saiba que o Grupo Portman que regulamenta o uso de marcas em bebidas alcoólicas no Reino Unido, autuou a vinícola norte americana Trinchero, dona da linha.


A linha foi lançada em 1996 e é uma das mais vendidas nos EUA. A variedade autuada é a Midnight que promete “satisfazer seus desejos mais profundos” e “apagar as luzes e saborear os prazeres da escuridao”.


Após a autuação, um porta-voz da Trinchero informou que a empresa revisará o rótulo para remover qualquer referência ao sexo. 😬

Investimento em vinho supera relógios, carros e jóias em 2018

Esta é para quem recebe críticas ao comprar vinho, pois está desperdiçando dinheiro:

De acordo com o último “Índice de Investimento de Luxo”, da consultoria Knight Frank, os preços dos vinhos finos aumentaram 9% em 2018 e superaram o desempenho de relógios, carros, móveis, diamantes, selos e jóias durante o ano. Entre os artigos de luxo colecionáveis, itens como obras de arte igualaram a marca dos vinhos e apenas moedas e uísques a superaram, com aumentos de 12% e 40% respectivamente.

Nick Martin, da Wine Owners, a plataforma de negociação de vinhos que forneceu os dados do índice, afirmou: “Quando pensamos que os limites estavam sendo testados, 2018 viu uma rápida escalada de preços para a Borgonha, notadamente os principais Grands Crus, elevando nosso índice de Borgonha em 33%”.

Ele também destacou o desempenho dos vinhos da Califórnia (que aumentou 17,5% no ano) e um ressurgimento de “Riojas subvalorizados e acessíveis”, como os de Tondonia e CVNE.

No longo prazo, o índice de vinhos Knight Frank subiu 147% nos últimos 10 anos, ficando em sexto no ranking atrás do uísque (582%), moedas, arte, carros e selos.

Fonte: https://revistaadega.uol.com.br/artigo/investimento-em-vinho-supera-relogios-carros-e-joias-em-2018_11707.html

Produtor de Chablis protesta contra instalação de turbinas eólicas em vinhedos

Um projeto para instalar turbinas eólicas em vinhedos de Chablis “estragará completamente” a paisagem, de acordo com um dos viticultores mais emblemáticos da região, Jean-Marc Brocard.

Ele acredita que as turbinas, planejadas para ficarem na vila de Préhy, a 6 km de Chablis, poderiam colocar em risco a economia de toda a região, que atualmente está vendo um aumento no turismo.

“Essas turbinas eólicas estragarão completamente o campo… O tamanho monstruoso dessas máquinas irá desfigurar tudo. Uma série de máquinas colossais, visíveis de todos os diferentes locais que compõem nossa herança cultural, exige oposição radical à sua escala gigantesca e à sua incongruência. Deve o panorama magnífico dos vinhedos Grand Cru ser reduzido à visão de turbinas eólicas circundando as colinas com mastros que sobem a 150 metros?”, questionou.

Nós aqui, acreditamos que a pergunta é válida, mas em tempos em que a energia alternativa é tão necessária e o aquecimento global é uma ameaça cada vez mais concreta no mundo do vinho, talvez valha a pena o Monsieur Brocard repensar sua preocupação com o visual do seu vinhedo.

Fonte: https://revistaadega.uol.com.br/artigo/produtor-de-chablis-protesta-contra-instalacao-de-turbinas-eolicas-em-vinhedos_11706.html

Adega sugere que vinhos eram guardados com temperatura controlada desde a antiguidade

Uma adega recentemente localizada em Tel Kom alTrogy, na província da Biheira, no delta do Nilo, norte do Cairo, não continha garrafas de vinho, mas os arqueólogos descobriram moedas da era ptolemaica, fragmentos de cerâmica e mosaicos, assim como verificaram um design arquitetônico sofisticado para controlar as temperaturas internas usando vários tipos e formas de pedras.

Mostafa Waziri, secretário-geral do conselho de antiguidades do Egito, descreveu um projeto arquitetônico com grossas paredes de tijolos de barro de várias profundidades, misturadas com blocos de calcário de formato irregular. Ele sugere que esses blocos poderiam ter sido inseridos para controlar a temperatura adequada para armazenar vinho.

Segundo Ayman Ashmawy, chefe do Ministério de Antiguidades do Egito, a região era conhecida por produzir alguns dos melhores vinhos durante o período greco-romano, que abrangeu desde o século 4 a.C. até a chegada do Islã no século VII. Ashmawy apontou que fragmentos com gesso colorido, que uma vez cobriram as paredes de um prédio, foram encontrados junto com partes de uma camada de mosaico que pode ter sido usada para cobrir o chão. Esses elementos, segundo ele, indicam que há outro prédio na área que provavelmente foi usado pelos supervisores e pelos funcionários da vinícola.

Fonte: https://revistaadega.uol.com.br/artigo/adega-sugere-que-vinhos-eram-guardados-com-temperatura-controlada-desde-antiguidade_11712.html

Pesquisadora espanhola consegue reduzir o grau de álcool do vinho sem afetar suas propriedades sensoriais

O aquecimento global está afetando a vitivinicultura por todo o globo e, segundo estudos, uma das consequências mais notáveis é o aumento do volume de álcool dos vinhos. Por isso, diversos pesquisadores estão buscando soluções para baixar o teor alcoólico sem prejudicar outras propriedades da bebida. Recentemente, um grupo de pesquisa do Instituto de Ciências da Vinha e do Vinho (ICVV) em Rioja, Espanha, apresentou uma proposta de redução do teor alcoólico dos vinhos sem diminuir as suas propriedades sensoriais. A técnica atinge reduções de até 3 e 4 graus no laboratório (microvinificações) e entre 1 e 2 graus em maior escala (tanques de 30 litros).

Alda João Sousa Rodrigues, biotecnologia geneticista, lidera grupo de pesquisa do Instituto de Ciências da Vinha e do Vinho e é responsável pela tese de doutorado “Características fisiológicas da Saccharomyces cerevisiae e espécies alternativas de levedura em relação à redução do teor de álcool de vinho”, um trabalho que o grupo “MicroWine” do ICVV continuará a investigar. “As perspectivas de sua aplicação prática na indústria vinícola são muito interessantes. Identificamos três genes de levedura cuja eliminação reduz significativamente a produção de ácido acético e já temos duas cepas muito promissoras”, afirmou a pesquisadora.

Alda diz que foram feitas provas dos vinhos resultantes e eles não têm mostrado “perda significativa de qualidade ou características organolépticas, assim a porta está aberta para começar a trabalhar com vinificações em nível industrial”.

Embora já existam técnicas e máquinas para tirar o álcool dos vinhos, a proposta é muito menos agressiva e ajuda a manter conceitos importantes como o terroir ou o próprio perfil do vinho original: “É preciso ser desenvolvida, mas é uma técnica disponível para praticamente todos, não tem impacto econômico, então acredito que pode ter resultados importantes”, afirmou Alda.

Fonte: https://revistaadega.uol.com.br/artigo/pesquisadora-espanhola-consegue-reduzir-o-grau-de-alcool-do-vinho-sem-afetar-suas-propriedades-sensoriais_11718.html

APAS SHOW 2019

A APAS Show 2019 aconteceu em São Paulo, na segunda semana de maio e foi um evento de tamanho e propósito impressionantes. A feira reuniu nos seus enormes 5 pavilhões do Expo Center Norte, 100.000 visitantes, um crescimento de 23% em relação a 2018.

A APAS Show que vem se firmando como uma das mais importantes feiras no cenário mundial, contou com a participação de cerca de 13.600 empresas e, segundo seus organizadores, movimentou o número record de US$ 330 milhões em negócios internacionais.

Todo este tamanho não deixa de supreender, especialmente se considerarmos que a economia ainda gira lenta no Brasil, desapontando quem apostava numa guinada em 2019.

Os números da APAS SHOW não só surprendem, mas também, representam esperança de que finalmente a tão esperada guinada venha e ainda chamam a atenção para o nosso assunto preferido: o vinho. Dos cerca de 700 expositores, 11% eram empresas relacionadas ao mundo do vinho!

As empresas do mundo do vinho se refugiaram na APAS Show após ficarem sem teto com a extinção da Expovinis. Nossa opinião é que a confusa Expovinis já foi tarde. A APAS Show é, sem dúvida nenhuma, um solo muito mais fértil para o mundo dos négocios e só tem a estimular este segmento tão promissor em nosso país. Seu público é muito mais profissional e objetivo, afastando a multidão que frequentava a Expovinis achando que participava de uma enorme, gratuita e desenfreada happy-hour.

Também ficamos muito felizes em ver tanto que Portugal brilhou na feira com inúmeros expositores do setor de alimentos e bebidas quanto em verificar que além do impactante stand da Vinhos de Portugal, muitas outras vinícolas estiveram presentes no evento, prometendo mais e melhores rótulos para o futuro, vindos da querida terrinha.

Por isso, pessoal do Rio de Janeiro e de São Paulo, não percam a última etapa do roadshow da Vinhos de Portugal aqui no Brasil, de 31.05 a 02.06 no CasaShopping do Rio e de 07 a 09.06 no JK Iguatemi de São Paulo. Só coisa boa!

The APAS Show 2019 was held in São Paulo in the second week of May and was an event of impressive size and purpose. The trade fair gathered in its enormous 5 pavilions of Expo Center North, 100,000 visitors, a growth of 23% compared to 2018.

The APAS Show, which has established itself as one of the most important trade fairs around the world, had the participation of around 13,600 companies and, according to its organizers, handled the record number of US$ 330 million in international business.

All these numbers are surprising, especially considering that the economy is still slow in Brazil, disappointing who was betting on a turn around in 2019.

The numbers of the APAS SHOW are not only surprising but they also represent hope that finally the long awaited turn around will come and they still draw attention to our favorite subject: wine. Of the approximately 700 exhibitors, 11% were companies related to the wine world!

Wine companies have taken refuge in the APAS Show after being left homeless with the extinction of Expovinis. Our opinion is that the confusing Expovinis was gone too late. The APAS Show is undoubtedly a soil much more fertile for the world of business and it can only stimulate this segment which is so promising in our country. The trade fair audience is much more professional and objective, pushing away the crowd that went to Expovinis thinking that it was a huge, free and rampant happy-hour.

We were also thrilled to see that Portugal shone at the fair with many exhibitors from the food and beverage sector and to verify that besides the impressive stand of the Wines of Portugal, many other wineries were present at the event, promising more and better labels for the future, from the dear land.

Therefore, Rio de Janeiro and São Paulo, do not miss the last stage of the Wines of Portugal roadshow here in Brazil from 31.05 to 02.06 at CasaShopping in Rio and from 07 to 09.06 at JK Iguatemi in São Paulo. Only good stuff!

Fonte / Source: http://apasshow.com.br/blog/index.php/2019/05/10/balanco-apas-show-2019-evento-movimenta-us-330-milhoes-em-negocios-internacionais/

https://www.infomoney.com.br/blogs/economia-e-politica/um-brasil/post/8172785/a-economia-brasileira-em-2019-nova-decepcao

http://www.winesofportugal.com/br/news-and-events/news/vinhos-de-portugal-na-apas-2019/

https://oglobo.globo.com/projetos/vinhosdeportugal/sp.html

Halloween and its origins. / A Origem do Halloween.🧙🏼‍♂️🧙🏼‍♀️

img_1151
Witches in all sizes. Bruxas de todos os tamanhos. 😅

To find the origin of Halloween, you have to look to the festival of Samhain in the Celtic past. Samhain had three distinct elements:
. It was an important fire festival, celebrated over the evening of October 31st and throughout the following day.
. The flames of old fires had to be extinguished and ceremonially re-lit by druids.
. It was also a festival not unlike the modern New Year’s Day in that it carried the notion of casting out the old and moving into the new.

To our ancestors it marked the end of the pastoral cycle – a time when all the crops would have been gathered and placed in storage for the long winter ahead and when livestock would be brought in from the fields and selected for slaughter or breeding. But it was also, as the last day of the Celtic year, the time when the souls of the departed would return to their former homes and when other spirits were released from the otherworld and were visible to mankind.👻

If you ask us what does this has to do with our Iberian (Portuguese and Spanish people) ancestors, we have to tell you that a team from Oxford University has discovered that the Celts, Britain’s indigenous people, are descended from a tribe of Iberian fishermen who crossed the Bay of Biscay 6,000 years ago. DNA analysis reveals they have an almost identical genetic “fingerprint” to the inhabitants of coastal regions of Spain, whose own ancestors migrated north between 4,000 and 5,000 BC.

In other cultures Samhain can be associated with:
. Yama (Hindu – Yama was the first mortal to die and go to the next world, he is appointed as king of the dead),
. Osiris (Egyptian – lord of death and rebirth),
. Demeter (Greek – through the loss of her daughter, Persephone, Demeter is linked to the changing of the seasons: the death of the fields, with Hades stealing Persephone, Demeter lets everything died for half the year. When her daughter returns to her, leaving Hades for the next six months, all is alive again) and
. Freya (Norse- associated with fertility and abundance, but also known as a goddess of battle and war).
. Christians celebrate Samhain with Halloween (some of them) and All Saints day (most of them).

So we invite you to celebrate the never ending cycle of life and our ancestors with pride and rejoice with their blessings. And some wine too. 😜

A blessed Samhain to all.🍷


Para encontrar a origem do Halloween, você tem que voltar seu olhar para o passado, ao festival de Samhain do povo Celta. O Samhain tinha três elementos distintos:
1) Foi um importante festival do fogo, celebrado durante a noite de 31 de outubro e durante todo o dia seguinte.
2) As chamas de fogueiras antigas tinham que ser extintas e cerimonialmente re-acendidas por druidas.
3) Também foi um festival não muito diferente do dia de Ano Novo moderno, na medida em que carregava a noção de expulsar o velho e mudar para o novo.

Para os nossos antepassados, marcava o fim do ciclo pastoral – uma época em que todas as colheitas já haviam sido feitas e armazenadas para o longo inverno por vir e quando o gado já tivesse sido trazido dos campos e selecionado para abate ou para a criação.
Mas era também, o último dia do ano celta, o momento em que as almas dos que partiram retornariam aos seus antigos lares e quando outros espíritos que eventualmente fossem libertados do outro mundo, seriam visíveis para os humanos. 👻

Se você se pergunta o que isso tem a ver com os nossos antepassados ​​ibéricos (portugueses e espanhóis), temos de lhe dizer que uma equipe da Universidade de Oxford descobriu que os celtas, povos indígenas da Grã-Bretanha, são descendentes de uma tribo de pescadores ibéricos. que cruzou o Golfo da Biscaia há 6.000 anos. A análise de DNA revela que eles têm uma “impressão digital” quase idêntica às dos habitantes das regiões costeiras da Espanha, cujos próprios antepassados ​​migraram para o norte entre 4.000 e 5.000 aC.

Em outras culturas, o Samhain pode ser associado a:
. Yama (Hindu – Yama foi o primeiro mortal a morrer e ir para o outro mundo, ele é apontado como o rei dos mortos),
. Osiris (Egípcia – senhor da morte e do renascimento),
. Deméter (Grega – através da perda de sua filha, Perséfone, Deméter está ligada à mudança das estações: a morte dos campos, com Hades roubando Perséfone, Deméter deixa tudo morrer durante metade do ano. Quando sua filha volta para ela, deixando Hades pelos próximos seis meses, tudo vive novamente) e
. Freya (Nórdica – associada à fertilidade e abundância, mas também conhecida como a deusa da batalha e da guerra).
. Os cristãos celebram Samhain com Halloween (alguns deles) e Finados / Todos os Santos (a maioria deles).

Então celebre o ciclo interminável da vida e nossos ancestrais com orgulho e um brinde (com vinho, claro 😜), agradecendo suas bênçãos.

Um Samhain abençoado a todos.🍷

[mc4wp_form id=”11759″]

Rosé wine: a new habit for a new planet. / Vinho rosé: um novo hábito para um novo planeta.

Yesterday in the capital of the state of São Paulo – Brasil, thermometers recorded an incredible 32ºC (90ºF) in August and we are still ahead 21 days of spring. 30 years ago I would be in 2 pajamas and still wrapped in 3 blankets.

But this is the reality of climate change on our planet and the important thing is to adapt. Whether through the reuse, recycling or the reassessment of our attitudes.

One of the good adaptations I saw in the Brazilian wine market is its approach to rosé wine. This is a worldwide trend, but Brazilians in general have an insane attachment to red wine and still believe rosé wine is mixture of bad white wine with bad red wine. Now, the most you can achieve with this process is a bad wine of various pink colors.

 

However, since this summer the Brazilian wineries have been exploring wines in different shades of rosé, produced with the most different techniques and grapes. The techniques are different and this is subject to another post. But here’s an invitation: how about trying a rosé wine this weekend? Well, except for the gaúchos (people from the South of Brasil) who will be the only ones to suffer with radical dropping temperatures this weekend even though they provide the most part of Brazilian delicious wines. Oops! Sorry guys. 😬

20180204_153549


 

Ontem  na capital de São Paulo, os termômetros registraram incríveis 32ºC em pleno agosto, ou seja ainda faltam 21 dias para a primavera. Há 30 anos eu estaria vestindo 2 pijamas e enrolada em 3 cobertores.

Porém esta é a realidade das mudanças climáticas em nosso planeta e o importante é se adaptar. Seja através do reuso, reciclagem ou da reavaliação de nossas atitudes.

Uma das boas adaptações que vi no mercado brasileiro, é sua aproximação ao vinho rosé. Esta é uma tendência mundial, mas o brasileiro em geral tem um apego insano pelo vinho tinto e ainda acredita que vinho rosé é feito de vinho branco ruim misturado com vinho tinto ruim. Ora, o máximo que se consegue assim seria um vinho ruim de cores variadas.

Porém, desde o verão as vinícolas brasileiras vêem explorando vinhos em tonalidades diferentes de rosado, produzidas com as mais diferentes técnicas. As técnicas são diferentes e isso é assunto para outro post. Porém aqui fica o convite: que tal provar um vinho rosé neste fim de semana?  Bom exceto pelos próprios gaúchos, justamente os que fornecem boa parte destes delicosos vinhos e que serão os únicos a sofrer com a entrada de uma forte frente fria. Ups! 😬 Desculpa aí…

20180204_153549

Lounge do Vinho a “nova” Expovins / Wine Lounge the “new” Expovinis

A partir deste ano, a ExpoVinis Brasil, que era considerada a principal feira do mercado de vinhos, destilados e acessórios da América Latina, não será mais realizada. Ela foi engolida pela Fispal Food Service – maior exposição do segmento de alimentação fora do lar do Brasil que acontece de 12 a 15 de junho, no Expo Center Norte, em São Paulo.

A Expovinis foi, provavelmente de modo muito adequado, renomeada Lounge do Vinho e segundo os organizadores “terá o objetivo de proporcionar aos empresários do setor as melhores opções de vinhos a serem comercializados em bares, restaurantes e pizzarias e que podem se tornar importante opção para complementar as vendas no cardápio e aumentar a margem de lucro dos estabelecimentos.”

Vamos lembrar que lounge é uma palavra em inglês, que pode significar sala de estar, sala de espera ou ante-sala. Um sala onde nada acontece. Um lounge bar, por sua vez, é um salão onde pessoas podem se encontrar, interagir de uma maneira relaxada e desfrutar de algumas bebidas. Parece muito com a Expovinis para esperar alguma mudança. Nem deveriam ter escolhido outro nome.

A Expovinis estava meio perdida, sem rumo certo, com pouca gente conseguindo realizar negócios e contactar os profissionais do setor, principais objetivos da feira. A maioria do público se comportava como numa feira destinada ao consumidor: perguntando pouco e bebendo muito. Até demais.

Parece razoável mover a Expovinis para uma feira maior e relacionada ao setor, mas neste caso, deveríamos falar sobra a APAS, a feira anual da Associção de Supermercados. Afinal é neste canal que ocorre a maior parte das vendas de vinho no Brasil. É onde se encontra as oportunidades de crescimento imediato. No entanto esta opção parece ter ficado fora do cardápio, pois as empresas organizadoras dos 2 eventos são diferentes e mais uma vez, o setor de vinho no Brasil, separado por interesses diferentes, incapaz de encontrar um denominador comum entre importadores e produtores nacionais, perderá oportunidades de crescimento que ficam como outras tantas, só nas promessas.

Tremenda furada.

B0qyrUkIMAE8KQa

 

E a razão é simples: a venda de vinho em bares e restaurantes corresponde a menos de 25% no Brasil e até em vários países do mundo que têm uma tradição muito mais arraigada de consumir vinho durante as refeições. Isso ocorre porque os restaurantes cobram muito caro pelo vinho, tornado-o pouco atraente para o consumidor destes locais. E sem uma mudança radical destes empresários, é pouco provável que algo se modifique.

Muito importadores e produtores nacionais participaram de maneira expontânea na APAS, buscando obviamente a presença no principal canal de venda de vinhos e um público quase 2 vezes maior daquele que visita a Fispal. Porém isso aumenta custos de promoção, diminui o impacto e dilui resultados.

Segundo o site da Fispal, o consumo de vinho no Brasil aumentou 15,85% nos último três anos, o que qualquer profissional de marketing pode reconhecer como crescimento vegetativo, ou seja, junto com a população. Ainda conforme eles, até 2030, o Brasil será a quinta nação que mais consome vinho no mundo, o que também é um angulo “diferente” de interpretar os números, pois alguns dos grandes países do mundo (Rússia, China e Índia) possuem uma cultura e consumo de vinho ainda muito incipiente e com isso fica fácil ser o quinto no mundo, enquanto o consumo per capita, o que importa de verdade, segue ainda engatinhando em 1,8 litros há anos.

Acho melhor guardar o espumante e deixar a comemoração disso tudo para depois que tomarmos iniciativas estrategicamente melhor colocadas para um real desenvolvimento do vinho no Brasil.

 

Fonte:  Fispal Foodservice – Lounge do Vinho

__________________________________________________________________________________________

As of this year, ExpoVinis Brasil, which was considered the main Latin American wine fair will no longer be held. It was swallowed up by the Fispal Food Service – the largest exhibition of the foodservice segment in the country that will take place from June 12 to 15 at Expo Center Norte in São Paulo.

Expovinis was, probably very appropriately, renamed Wine Lounge and according to the organizers “will have the objective of providing the sector’s entrepreneurs with the best wine options to be marketed in bars, restaurants and pizzerias and that may become an important option for supplement the sales on the menu and increase the profit margin of the establishments. ”

Let’s remember that lounge is an English word, which can mean living room, waiting room or anteroom. A room where nothing happens. A lounge bar, in turn, is a lounge where people can meet, interact in a relaxed manner and enjoy a few drinks. It looks a lot like Expovinis to expect any kind of change.

Expovinis was a little off, no clear direction, attracting few people able to conduct business and contact the professionals of the sector, main objectives of the fair. Most of the public behaved like in a consumer fair: asking little and drinking a lot. More often that not, too much.

It seems reasonable to move Expovinis to a major sector-related fair, but in this case, we should talk about APAS, the annual trade fair of the Supermarket Association. After all, it is in this channel that most of the sales of wine in Brazil take place. It is where you find the opportunities for immediate growth. However, this option seems to have been left out of the menu because the organizers of the two events are different and once again the wine sector in Brazil, separated by different interests, unable to find a common denominator between importers and national producers, will lose growth opportunities that remain like so many others, only in the promises.

What a fail.

B0qyrUkIMAE8KQa

And the reason is simple: the sale of wine in bars and restaurants corresponds to less than 25% in Brazil and even in several countries of the world that have a much more deeply rooted tradition of consuming wine during meals. This is because restaurants charge too much for the wine, making it unattractive to the consumer of these places. And without a radical change of these entrepreneurs, it is unlikely that something will change.

Many importers and national producers participated spontaneously in the APAS, obviously looking for presence in the main wine sales channel and a public almost two times bigger than the one that visits Fispal. However, this increases promotion costs, decreases impact and results.

According to Fispal’s website, wine consumption in Brazil increased by 15.85% in the last 3 years, which any marketer can recognize as population growth. Still according to them, by 2030, Brazil will be the 5th most consuming wine in the world, which is also a “different” angle of interpreting numbers, since some of the great countries of the world (Russia, China and India) have a culture and consumption of wine still very incipient and thus it is easy to be the 5th in the world, while consumption per capita, which really matters, has been crawling around a mere 1.8 liters for years.

I think it is better to keep the sparkling wine in the fridge and celebrate after we take initiatives strategically better placed for a real development of wine in Brazil.

 

Fonte:  Fispal Foodservice – Lounge do Vinho

Vinhos de Portugal 2018, provavelmente o evento de vinhos mais legal que você tem no país. Veja porque.

Todo mundo sabe que Portugal possui uma das produções vinícolas mais premiadas do mundo, graças a uma feliz combinação de clima, solo e uma grande diversidade de uvas autóctones. Porém o que você não sabe é que:

1. Esta será a maior edição do Vinhos de Portugal desde a sua estréia em 2014, e o maior evento de vinhos portugueses para consumidores no estrangeiro, contando com 84 produtores portugueses e quase 600 rótulos vindos diretamente da terrinha.

2. O evento vai propiciar aquelas típicas degustações diretamente com os produtores, e também degustações especiais onde você terá a chance de descobrir aromas, sabores e possibilidades de harmonizações em sessões de 1 hora com críticos renomados. Eles abordarão temas como: Grandes Vinhos do Alentejo, O que dez anos fazem a um grande vinho, Grandes Vinhos do Douro, entre outros.

3. E outra atividade muito bacana: um curso de introdução aos Vinhos de Portugal, com uma hora de duração dando direito a certificado da ViniPortugal no final.

4. Também ocorrerão provas especiais conduzidas pelo único Master of Wine de língua portuguesa, o brasileiro Dirceu Vianna Jr..

 

Tudo isto vai acontecer de 08 a 10.06 no JK Iguatemi – Av. Pres. Juscelino Kubitschek, 2041 – 3°piso – Vila Olímpia onde você ainda vai encontrar uma loja com doces, comidinhas e a possibilidade de comprar os vinhos que acabou de provar no evento.

Mas compre seu ingresso logo porque normalmente os lugares acabam rápidinho. Mais informações:  Vinhos de Portugal 2018

BANNER_320x250_MOCKUP03