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Vindima no Dão / Winemaking in Dão

Que rufem os tambores!
Chegou o post sobre o tão esperado roteiro de Vindimas no Dão. Um convite para conhecer a fundo um dos segredos mais bem guardados de Portugal: o Dão, uma DOP que produz alguns dos mais elegantes Touriga Nacional do país.

No nosso mais tradicional roteiro oferecemos gastronomia, história e convivência na aldeia com o conhecimento aprofundado da elaboração do vinho, desde a vindima até a adega, em produtores artesanais, de médio e grande porte. Uma verdadeira imersão no mundo do vinho.

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Partiremos do ponto de encontro no Porto com destino à frequesia da Ínsua no conselho de Penalva do Castelo. Penalva possui uma das maiores concentrações de monumentos históricos de Portugal: sítios pré-históricos, romanos e medievais.

Já a Casa da Ínsua, uma das 4 casas que delimitam a região do Dão, foi construída na segunda metade do século XVIII. A quinta possuía a única fábrica de gelo na região, uma geradora hidroeléctrica, adegas e lagares. Tudo isso preservado com cuidados dignos de museu. Uma riqueza histórica marcante.

Dedicaremos todo um dia ao icônico Douro, berço do vinho do Porto e patrimônio mundial da humanidade. Desfrutaremos de um almoço nesta magnifíca paisagem, sua história marcante e degustaremos o mais conhecido dos vinhos portugueses: o Porto.

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Também dedicaremos um dia à Serra da Estrela, local da nascente do Rio Dão. Leve seu casaco, pois chegaremos ao ponto mais alto de Portugal, as Penhas Douradas.

Não deixaremos para tras o conhecido queijo da Serra, por isso vamos à premiada Queijaria de Germil a fim de compreender detalhadamente o rígido processo de elaboração do queijo da Serra da Estrela com direito a degustação.

Visitaremos uma oficina artesanal de cestaria, uma arte milenar cuja fabricação, decoração e utilização varia de acordo com cada país, região, povo, costumes, e tradição. Segundo a teoria de alguns pesquisadores existem muitas fontes sobre a origem da cestaria.

  • Origem Indígena, na fabricação de cestos para transportar objetos ou para armazenagens de alimentos.
  • Origem nômade, na procura de soluções do armazenamento e transporte de alimentos e na antiguidade.
  • Origem Persa, alguns escudos utilizados no batalhão dos imortais foram feitos de cestaria.
  • Origem Ibérica, outros dizem que a Vila de Gonçalo, localizada be perto de onde estaremos, foi o berço da cestaria em Portugal e Espanha.

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E por último, mas não menos importante teremos oportunidade de participar de 2 dias de vindima. É diversão da colheita ao lagar e à pisa, mas não se preocupe, se você se cansar é só parar para comer alguma coisa e tomar um copinho de água. Ou vinho. Uma experiência comunitária emocionante e que proporciona aos enófilos uma aprendizagem incrível.

Teremos 6 degustações exclusivas em produtores com perfis totalmente diferentes, proporcionando uma visão completa da região do Dão.

Fecharemos nossa viagem em Viseu que foi várias vezes residência dos condes D. Teresa e D. Henrique, pais de D. Afonso Henriques que teria nascido ali a 5 de agosto de 1109. Só para lembrar, D. Afonso Henriques é considerado ninguém menos que o pai de Portugal por ter unificado todas as regiões do agora país e mandado para casa os mouros que estavam por lá já há alguns séculos.

Voltando a Viseu, esta data da época dos celtiberos, prova disso é que encontraram num altar pagão datado do séc. I, as seguintes inscrições: “Às deusas e deuses vissaieigenses. Albino, filho de Quéreas, cumpriu o voto de bom grado e merecidamente.” Com a Romanização, a cidade ganhou grande importância, devido ao entroncamento de estradas romanas, por isso Viseu está associada à figura de Viriato, já que se pensa que este herói lusitano tenha talvez nascido nesta região.

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E outra lenda bacana que inclusive está representada no brasão da cidade. O rei Ramiro II de Leão, em viagem para outras terras, conheceu Sara, a irmã de Alboazar, rei do castelo de Gaia, e se apaixonou a tal ponto que raptou Sara. Ao saber do sucedido, o irmão de Sara vingou-se raptando a esposa do rei, D. Urraca. Ferido no orgulho, D. Ramiro teria escolhido em Viseu alguns dos seus melhores guerreiros para o acompanharem, penetrando sorrateiramente no castelo, e deixando os guerreiros nas proximidades. Enquanto Alboazar caçava, D. Ramiro conseguiu entrar no castelo e encontrar D. Urraca que, sabendo da traição do marido, recusou-se a acompanhá-lo. Quando Alboazar regressou da caça, D. Urraca decide vingar-se do marido mostrando-o ao raptor. Ramiro, aprisionado e condenado à execução, pede para, como último desejo, morrer ao som da sua buzina, que era o sinal que tinha combinado com os soldados para entrarem no castelo. Ao final do sexto toque, os soldados cercam imediatamente o castelo, incendiando-o. Alboazar morreria nas mãos dos soldados do rei Ramiro. Parabéns a D. Urraca e pena que D. Ramiro se saiu com a sua, mas assim é a história.

Viseu tem muita história, é uma cidade muito bonita (premiada várias vezes como a melhor cidade da Europa para se viver) e tem lojas, shoppings etc, para você poder levar além das lembranças, muita coisa bonita para casa.

Não perca tempo, como a hospedagem é em casa de proprietário rural (e que casa), as vagas são limitadas!

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Drums rolling!

The long-awaited post is finally here: Winemaking in Dão Tour. An invitation to know one of the best-kept secrets in Portugal: Dão, a DOP that produces some of the most elegant Touriga Nacional in the country.

In our most traditional itinerary, we offer gastronomy, history and living in a Portuguese village with in-depth knowledge of winemaking, from harvest to the winery, in small and medium-sized artisan producers. A true immersion in the world of wine.
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We will leave the meeting point in Porto to freguesía of Ínsua in Penalva do Castelo council. Penalva has one of the largest concentrations of historical monuments in Portugal: prehistoric, Roman and medieval sites.
Casa da Ínsua, 1 of the 4 houses that surround Dão, was built in the 2nd half of the 18th century. The “quinta” had the only ice factory in the region, a hydroelectric generator, wineries and mills preserved with museum-worthy care. An extraordinary historical richness.
We will dedicate a whole day to the iconic Douro, the cradle of Port wine and world heritage of humanity, enjoying lunch in this magnificent landscape, its remarkable history and tasting the best-known Portuguese wines: Porto.
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Likewise, we will dedicate one day to the Serra da Estrela, the source of the Rio Dão. Take your coat, because we will visit the highest point of Portugal, the Penhas Douradas.
We will not leave forget the well-known cheese from Serra, so we go to the award-winning cheese producer in Germil to understand the rigid handling of elaboration of the Serra da Estrela cheese. Tasting included.
We will visit a handmade basketwork workshop, an ancient art which manufacture, decoration and use vary according to each country, region, people, customs and tradition. As per researchers, the millenary art of basketry could have several origins:
  • Indigenous origin, manufacture of baskets for carrying objects or for storing food.
  • Nomad origin, in search of food storage and transport solutions.
  • Persian origin, the shields used in the battle of the immortals were made of basketry.
  • Iberian origin, others say the village of Gonçalo, near where we will be, was the cradle of basketry in Portugal and Spain.

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And last but not least we will participate in 2 days of harvest. It’s fun to harvest and drink, but do not worry, if you get bored or tired, just stop and have something to eat, drink a glass of water. Or maybe wine. An exciting community experience that gives oenophiles incredible learning.
We will have 6 exclusive tastings in producers with different profiles, providing a complete view of Dão.
We will finish our trip in Viseu that was a residence by counts D. Teresa and D. Henrique, parents of D. Afonso Henriques who was born there August 5th, 1109. Just as a reminder, D. Afonso Henriques is none other than the father of Portugal for having unified all regions of the now country and sending home the Moors who were there for several centuries.
Back to Viseu, that dates from the time of the Celtiberians, proof of this is they found on a pagan altar dated from the first century the following inscriptions: “To the Goddesses and the Gods Vissaieigenses. Albino, son of Quensas, fulfilled the vote willingly and deservedly”. With the Romanization, the city gained great importance, due to the intersection of Roman roads, so Viseu is linked with the figure of Viriato since the Lusitanian hero may have been born in this region.
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Another nice legend is represented in the coat of arms of the city: King Ramiro II of Leon, on a journey abroad, met Sara, the sister of Alboazar, king of the castle of Gaia, and fell so much in love he kidnapped Sara. On learning what had happened, Sara’s brother took avenge by kidnapping the king’s wife, D. Urraca. Wounded in pride, D. Ramiro chose in Viseu his best warriors, sneaked alone into the castle, and left his warriors nearby. While Alboazar was hunting, D. Ramiro found D. Urraca, who, knowing of her husband’s betrayal, refused to go with him. When Alboazar returned from hunting, D. Urraca took revenge on her husband by showing him the abductor. Ramiro, imprisoned and sentenced to execution, asks as his last wish to die at the sound of his horn, which was the signal for his soldiers to invade the castle. At the end of the sixth ring, the soldiers at once surround the castle, setting it on fire. Alboazar died at the hands of King Ramiro’s soldiers. Cuddles to D. Urraca and sorry that D. Ramiro could escape, but such is history.
Viseu historic heritage is vast, a delightful city (awarded several times as the best city to live in Europe) and it has shops, malls etc, so you can take not only memories but still something lovely home.
Lose no time, because accommodations are in a village house (and what a house, wow), spots are limited!
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No topo da Serra da Estrela / At the top of Serra da E​​strela

Desde os tempos de Viriato, lendário herói português, a região da Serra da Estrela encerra segredos e mistérios em sua história. Mas não para nós. Neste roteiro, vamos conhecer tudo sobre a produção do queijo, dos artigos de lã, do azeite e da história desta belíssima região com 8 das 12 Aldeias Históricas de Portugal.

Uma viagem perfeita para as férias com crianças!

Partiremos da cidade do Porto em direção à Beira Interior, e nossa primeira parada é Trancoso e seu castelo fundado nos sécs. VIII-IX em terra de fronteira, palco de diversas lutas e batalhas marcantes para a formação e independência do reino português. Foi aqui que D. Dinis celebrou suas bodas com a Rainha Santa, D. Isabel de Aragão, em 1282.

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Ali pertinho conheceremos o Castelo de Penedono e a Lenda das Duas Pedras Brancas: durante o século XI, o castelo pertençeu a uma bela moura, muito rica. Conta a lenda que as duas pedras brancas ao lado direito da fachada, são as tampas de duas caixinhas misteriosas, aí deixadas pela bela moura, para esconder a sua fortuna. A fim de que ninguém lhe roubasse, ela colocou numa caixa todos os seus tesouros e na outra a peste que causaria a morte imediata de quem se atrevesse a abrir. Como ninguém sabe em qual das caixas se escondia o tesouro, ninguém até hoje, se atreveu a tentar abrí-las, porque, quem remover a pedra errada libertará a peste que matará todos os habitantes da região. Melhor seguir viagem, né?

Já perto da fronteira com a Espanha, visitaremos Castelo Mendo, uma aldeia de características medievais, constituída por 2 núcleos amuralhados, a Cidadela e a Barbacã que foram de suma importância na defesa fronteiriça contra o reino de Leão e Castela.
A estrutura de defesa nesta região se une a Almeida cuja origem credita-se a celtiberos, dominados em 61 a.C. pelos romanos e depois pelos árabes que a chamaram de Al-Mêda (a Mesa, por sua localização), Talmeyda ou Almeydan e que aí construíram um pequeno castelo (séc. VIII- IX) cujas proporções aumentaram “um pouco” com o tempo.

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Historicamente, nenhuma povoação de fronteira exerceu por tanto tempo, um lugar tão relevante nas relações Luso-Castelhanas e na defesa do território português quanto Figueira de Castelo Rodrigo um autêntico espaço monumental que conserva importantes referências no plano medieval. Estando numa das várias rotas de peregrinos a Santiago de Compostela, aqui se ergueu a Igreja de N. Sra. de Rocamador, fundada por uma confraria de frades hospitaleiros vindos de França no séc. XIII. Em compensação, por ter tomado partido de Castela na crise de 1383-85, D. João I castigou Castelo Rodrigo, mandando que o seu brasão ficasse com as armas reais invertidas. Porém vamos ver que este muda de Portugal a Espanha e vice-versa não era nada incomum para os castelos de fronteira.

Diz a tradição que o nome Belmonte provém do lugar onde a vila se ergue (monte belo ou belo monte). Porém, há quem lhe atribua a origem de “belli monte” – monte de guerra. A história de Belmonte surge associada à história aos judeus, pois é a terra portuguesa onde a presença dos judeus é mais forte, destacando-se por ter sido um caso singular, no território peninsular, de permanência da cultura e da tradição hebraicas desde o início do século XVI até aos dias de hoje. Há um museu homenageando a comunidade que, durante séculos, resistiu aos éditos de expulsão dos reis católicos, ao decreto de expulsão ou conversão de D. Manuel I, ao olhar vigilante da Santa Inquisição e às penas do seu tribunal. Peças da Idade Média ao séc. XX, utilizadas por judeus e cristãos-novos no quotidiano ou nas práticas religiosas, encontram-se neste espaço museológico. A história de Belmonte também é associada à história dos Cabrais. Eles mesmo, pois é a terra natal de Pedro Álvares Cabral, o navegador, que no ano de 1500 comandou a segunda armada à India, durante a qual se descobriu oficialmente o Brasil. Então tem o Museu do Descobrimento, a estátua do Cabral, a casa do Cabral, a escola do Cabral, enfim…

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Próxima aldeia: Sortelha, uma das mais belas e antigas vilas portuguesas que de tão bem preservada, possibilita ao visitante recuar aos séculos passados, no castelo do séc. XIII, por entre as sepulturas medievais, junto ao pelourinho manuelino ou defronte igreja renascentista. Muita história mesmo.

Piódão é uma das aldeias mais pitorescas de Portugal, ao mesmo tempo escondidade e majestosa ao revelar-se. Suas casas distribuem-se em redor de socalcos, nas quais pontuam o azul e o xisto, por entre sinuosas ruelas. Uma graça mesmo.

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Falando de Serra da Estrela, não podemos esquecer do seu ponto mais alto, as Penhas Douradas, da lã típica da região e do famoso queijo.

Para fechar o circuito de aldeias, veremos a aldeia medieval do séc. XII, Linhares da Beira que possui uma diversidade arquitetônica ímpar, fruto do legado de várias épocas. Região que antigamente era muito próspera em comércio, contava também com uma importante comunidade judaica, minoria étnica e religiosa obrigada a viver apartada da comunidade cristã e cujo bairro – denominado judiaria.

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Fecharemos nossa viagem em Viseu que foi várias vezes residência dos condes D. Teresa e D. Henrique, pais de D. Afonso Henriques que teria nascido ali a 5 de agosto de 1109. Só para lembrar, D. Afonso Henriques é considerado ninguém menos que o pai de Portugal por ter unificado todas as regiões do agora país e mandado para casa os mouros que estavam por lá já há alguns séculos.

Voltando a Viseu, esta data da época dos celtiberos, prova disso é que encontraram num altar pagão datado do séc. I, as seguintes inscrições: “Às deusas e deuses vissaieigenses. Albino, filho de Quéreas, cumpriu o voto de bom grado e merecidamente.” Com a Romanização, a cidade ganhou grande importância, devido ao entroncamento de estradas romanas, por isso Viseu está associada à figura de Viriato, já que se pensa que este herói lusitano tenha talvez nascido nesta região.

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E outra lenda bacana que inclusive está representada no brasão da cidade. O rei Ramiro II de Leão, em viagem para outras terras, conheceu Sara, a irmã de Alboazar, rei do castelo de Gaia, e se apaixonou a tal ponto que raptou Sara. Ao saber do sucedido, o irmão de Sara vingou-se raptando a esposa do rei, D. Urraca. Ferido no orgulho, D. Ramiro teria escolhido em Viseu alguns dos seus melhores guerreiros para o acompanharem, penetrando sorrateiramente no castelo, e deixando os guerreiros nas proximidades. Enquanto Alboazar caçava, D. Ramiro conseguiu entrar no castelo e encontrar D. Urraca que, sabendo da traição do marido, recusou-se a acompanhá-lo. Quando Alboazar regressou da caça, D. Urraca decide vingar-se do marido mostrando-o ao raptor. Ramiro, aprisionado e condenado à execução, pede para, como último desejo, morrer ao som da sua buzina, que era o sinal que tinha combinado com os soldados para entrarem no castelo. Ao final do sexto toque, os soldados cercam imediatamente o castelo, incendiando-o. Alboazar morreria nas mãos dos soldados do rei Ramiro. Parabéns a D. Urraca e pena que D. Ramiro se saiu com a sua, mas assim é a história.

Viseu tem muita história, é uma cidade muito bonita (premiada várias vezes como a melhor cidade da Europa para se viver) e tem lojas, shoppings etc, para você poder levar além das lembranças, muita coisa bonita para casa.

Vem com a gente, vem!

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Since the days of Viriato, the legendary Portuguese hero, the region of Serra da Estrela holds secrets and mysteries. But not for us. In this tour, we will know the production of cheese, woollen articles, olive oil and the history of the splendid region with 8 of the 12 Historical Villages of Portugal.

A perfect trip for the holidays with children!
We will leave the city of Porto towards Beira Interior, and our first stop is Trancoso and its castle founded in the 18th century. Stage of many fights and striking battles for the formation and independence of the Portuguese kingdom. It was here that D. Dinis celebrated his wedding with the Holy Queen, D. Isabel de Aragão, in 1282.
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Nearby we find Castle of Penedono and the Legend of the Two White Stones: during the eleventh century, the castle belonged to a graceful, rich Moor-woman. Legend tells that the two white stones on the right side of the facade are the covers of two mysterious little boxes, left there by the Moor, to hide her fortune. So that no one robbed her, she placed her treasures in one of the boxes and in the other the plague that causes the immediate death of those who dared to open it. Since no one knows in which of the boxes, the treasure was hidden, no one dared to open them, because whoever removes the wrong stone will free the plague that will kill all the inhabitants of the region. Better to move on with our trip, huh?
Closer to Spain, we will visit Castelo Mendo. A village of medieval characteristics made up of 2 walled nuclei, the Cidadela and Barbacã, which were of great importance in the frontier defence against the kingdom of Leon and Castile. 
The defense system of this region likewise counts with Almeida which origin is credited to Celtiberians, dominated in 61 BC by the Romans and then by the Arabs who called it Al-Mêda (the table, for its location), Talmeyda or Almeydan and that there was built a small castle (8th-9th century) whose proportions increased “a bit” over time.
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No frontier settlement has existed for so long and so relevant in Luso-Castelhanas relations and in the defence of Portuguese territory as Figueira de Castelo Rodrigo. An authentic monumental space that preserves important references in the medieval plan. 
Located on one of the several routes of pilgrims to Santiago de Compostela, the Church of Our Lady of Rocamadour was founded here by a confraternity of hospitable friars coming from France in the 19th century. By taking the protection of Castile in the crisis of 1383-85, D. João I punished Castelo Rodrigo, ordering his coat of arms to have the royal arms upside down. But, we see that this change from Portugal to Spain and vice versa was common for a border castle.
Tradition says the name Belmonte comes from the place where the village rises (beautiful hill or mount) but, some attribute it to the origin of “belli monte” – the mound of war. 
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Belmonte’s history is associated with the Jews because where the presence of the Jews stands out. It was a singular case in the peninsular territory of the permanence of the Hebrew culture and tradition from the 16th century to the present day. 
There is a museum honouring the community that for centuries resisted the edict of expulsion from Catholic kings, the decree of expulsion or conversion of King Manuel I, the watchful eye of the Holy Inquisition and the penalties of its court. Objects from the Middle Ages to the XX century, used by Jews and New Christians in daily life or religious practices are found in this museum. 
Belmonte is further linked to the Cabrais. Yes, they themselves. Because it is the birthplace of Pedro Álvares Cabral, the navigator, who in the year 1500 commanded the second armada to India when Brazil was officially discovered. Then there is the Discovery Museum, the statue of Cabral, the house of Cabral, the school of Cabral, you get the picture …
Next village: Sortelha, one of the most fascinating and old villages so well preserved that it takes the visitor back for centuries, in the castle of the XIII century, close to the medieval graves, next to the Manueline pillory or in front of the Renaissance church. A lot of history.
Piódão is a charming village, at once hidden and majestic when it unveils itself. Their houses are distributed around terraces, in which they punctuate the blue and the schist, among sinuous alleys. A real delight.
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Speaking of Serra da Estrela, we can not forget its highest point, Penhas Douradas, the typical wool of the region and the famous cheese.
To close the circuit of villages, we will see a medieval village of the XII century. Linhares da Beira has a unique architectonic diversity, the legacy of several centuries. A very prosperous region in commerce in their days, it too had an important Jewish community, an ethnic and religious minority forced to live separated from the Christians in their neighbourhood – denominated judiaria.
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We will finish our trip in Viseu that was used as a residence by counts D. Teresa and D. Henrique, parents of D. Afonso Henriques who was born there August 5th, 1109. Just as a reminder, D. Afonso Henriques is none other than the father of Portugal for having unified all regions of the now country and sending home the Moors who were there for several centuries. 
Back to Viseu, that dates from the time of the Celtiberians, proof of this is they found on a pagan altar dated from the first century the following inscriptions: “To the Goddesses and the Gods Vissaieigenses. Albino, son of Quensas, fulfilled the vote willingly and deservedly”. With the Romanization, the city gained great importance, due to the intersection of Roman roads, so Viseu is linked with the figure of Viriato since it is thought that the Lusitanian hero may have been born in this region.
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Another nice legend is represented in the coat of arms of the city: King Ramiro II of Leon, on a journey abroad, met Sara, the sister of Alboazar, king of the castle of Gaia, and fell so much in love he kidnapped Sara. On learning what had happened, Sara’s brother took avenge by kidnapping the king’s wife, D. Urraca. Wounded in pride, D. Ramiro chose in Viseu his best warriors, sneaked alone into the castle, and left his warriors nearby. While Alboazar was hunting, D. Ramiro found D. Urraca, who, knowing of her husband’s betrayal, refused to go with him. When Alboazar returned from hunting, D. Urraca took revenge on her husband by showing him the abductor. Ramiro, imprisoned and sentenced to execution, asks as his last wish to die at the sound of his horn, which was the signal for his soldiers to invade the castle. At the end of the sixth ring, the soldiers at once surround the castle, setting it on fire. Alboazar died at the hands of King Ramiro’s soldiers. Cuddles to D. Urraca and sorry that D. Ramiro was able to escape, but such is history.
Viseu historic heritage is vast, a delightful city (awarded several times as the best city to live in Europe) and it has shops, malls etc, so you can take not only memories but still something beautiful home.
 Come with us!
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Festas Medievais em Portugal / Medieval Festivals in Portugal

Sendo brasileira, mesmo tendo oportunidade de ir para o exterior algumas vezes, nunca uma festa medieval me chamou a atenção. Porém, um belo dia, estava com um grupo muito animado (como são todos os nossos grupos) participando de uma vindima e decidimos ir a um mercado medieval. Foi amor, não, não, foi paixão à primeira vista. Depois disto, as festas medievais se tornaram um vício.

Achei que como todos os vícios, era muito pessoal, então em 2017, indo novamente a Portugal com minha filha e meus sogros, resolvi testar a minha teoria. Comprovado: festas medievais são viciantes para todos, em qualquer idade. A atmosfera, a música, a ambientação, o clima, tudo é elaborado para transportar cada um dos participantes através de um encantador túnel do tempo. Fazem com que a gente se sinta carregado pela história.

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Por isso, em 2018, resolvemos abrir o percurso de Festas Medievais em Portugal aos nosso amigos e clientes. Partiremos da cidade do Lisboa, indo até Montalegre na fronteira Norte de Portugal, ou seja, vamos percorrer o Centro-Norte de Portugal, visitando algumas das cidades mais antigas do país e curtindo festas medievais.

Visitaremos Tomar, famosa por sua Festa Templária. A cidade é vigiada por uma fortificação defensiva datada de 1160, que protegia o acesso à Coimbra, então capital do reino. Duas décadas mais tarde, o califa Abu Yusuf Ya’qub al-Mansur atacou Tomar que resistiu durante 6 dias defendida pelos Templários. Nesta ocasião, os mouros forçaram a porta do Sul e a defesa dos Templários foi tão violenta que a tal porta ficou conhecida como Porta do Sangue. O Castelo fica ao ladinho do Convento de Cristo cuja construção começou na mesma época, 1160.

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Já o Aqueduto dos Pegões que foi construído com a finalidade de abastecer de água o Convento de Cristo teve sua construção iniciada em 1593. A impressionante estrutura conta com 6 km de comprimento, altura máxima de 30 metros e 58 arcos de volta inteira.

Ali pertinho fica o Mosteiro de Santa Maria da Vitória, mais conhecido como Mosteiro da Batalha que foi construído em 1386 pelo rei D. João I de Portugal como agradecimento à Virgem Maria pela vitória contra os castelhanos na batalha de Aljubarrota. Este mosteiro foi construído ao longo de 2 séculos até cerca de 1563, durante o reinado de 7 reis de Portugal! No Mosteiro da Batalha estão sepultados vários reis e rainhas de Portugal.

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Seguindo viagem, parada no Palácio do Bussaco, na Mata Nacional do Buçaco (é assim mesmo, se escreve diferente…). O edifício do atual hotel, um dos mais bonitos do mundo, é de estilo neomanuelino e está decorado com painéis de azulejos alusivos à Epopeia dos Descobrimentos portugueses.

Já bem ao norte, paramos em Chaves, a romana Aqua Flavea. À época da invasão romana da Península Ibérica, os romanos instalaram-se no vale do rio Tâmega, onde hoje se ergue esta cidade e construíram fortificações, aproveitando alguns dos castros existentes. Tal era a importância desse núcleo urbano, que foi elevado à categoria de município no ano 79 d.C. quando dominava Tito Flávio Vespasiano. Daqui advém o nome Aquae Flaviae da atual cidade de Chaves, bem como o seu gentílico: flaviense.

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Pausa no Parque Natural de Pedras Salgadas cujas águas foram descobertas pelos locais logo cedo, especialmente dos que sofriam dos males do aparelho digestivo.

Uma bela caminhada até o mosteiro de Santa Maria das Júnias que remonta a um eremitério pré-românico, do século IX, no concelho de Montalegre. Encontra-se num vale estreito, afastado de tudo, abrigava monges pastores beneditinos, fato que acentuou o carácter humilde e ascético daqueles moradores. Justo ao lado do mosteiro está a bela Cascata de Pitões das Júnias, uma queda de águas que devido aos desníveis do terreno se desenvolve por vários patamares, sendo que o primeiro tem cerca de 30 metros de altura.

A Ponte da Mizarela (ponte do diabo) localiza-se sobre o rio Rabagão, implantada no fundo de um desfiladeiro escarpado, sendo sustentada por um único arco com cerca de 13 metros de vão. Foi erguida na Idade Média e reconstruída no início do século XIX.  Fonte de algumas lendas arrepiantes, a verdade é que a construção é muito bonita e surpreende seus visitantes.

Outro edifício histórco: o Palácio ou Solar de Mateus que foi mandado construir na primeira metade do século XVIII pelo 3º Morgado de Mateus, António José Botelho Mourão. A casa foi sempre administrada pela família Sousa Botelho. O Palácio é constituído pela casa principal, pelos jardins, adega e capela. No interior da casa encontra-se uma biblioteca com 6000 volumes, onde se destaca a célebre edição ilustrada dos Lusíadas de Luís de Camões de 1816!

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E então um pouco mais de água: Vidago é conhecida pelas suas águas gasocarbónicas, especialmente as da nascente n.º 1, são de uma alcalinidade superior a qualquer água portuguesa, excedem também em alcalinidade a de Vichy. Na Europa só há outra estância, onde se dão injecções de água viva: Uriage (França). Há quem diga que Vidago foi uma estância termal no tempo dos Romanos, que ali iam fazer as suas curas e tanto bebiam como lavavam os seus corpos nas santas águas, para curar os seus males.

Na sequência, uma cidade que eu gosto muito: Bragança. Os celtas batizaram a cidade, fundada no século II a.C., com o nome de Brigância, que se foi latinizando até passar a ser “Bragança”. Este nome é a origem do gentílico mais comum: brigantino. Aqui vamos conhecer os caretos. Acredita-se que a tradição dos Caretos tenha raízes célticas, de um período pré-romano. Um ancestral do Carnaval.

Finalmente, Montalegre e a festa das bruxas que se realiza apenas às sextas-feiras 13. Quem lá vai, procura descobrir e viver o imaginário de um território cujo isolamento ajudou a preservar uma identidade muito própria e tradições diretamente ligadas à herança celta, ao sobrenatural e à ideia de que as bruxas, chamadas “mulheres de virtude” teriam poderes curativos.

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A festa mostra a luta entre o bem e o mal, diante de uma multidão que lota o espaço entre o castelo e o palco. As mal compreendidas bruxas, exiladas durante séculos numa dimensão oculta são libertadas por …. um padre em busca do conhecimento ancestral destas guardiãs da sabedoria popular. Mais não conto porque chega de spoilers.

Pegando o caminho de volta, paramos em Óbidos, uma típica vila da Idade Média. Foi recuperada dos Mouros em 1148 e fez parte do dote de inúmeras rainhas de Portugal. Foi de Óbidos que nasceu o concelho de Caldas da Rainha, anteriormente chamado de Caldas de Óbidos (o nome mudou devido às temporadas que aí passou a rainha D. Leonor).

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São 10 dias com muita história, lendas e diversão para a família. Vem com a gente, vem!


Medieval festivals never particularly caught my attention. However, one fine day, I was with a very lively group (as all our groups are) harvesting in a winemaking tour and decided to go to a medieval market. It was love, no, no, it was passion at first sight. After this, the medieval festivals became an addiction.

I thought that like all the addictions, it was very personal, so in 2017, going again to Portugal with my daughter and my in-laws, I decided to test my theory. It was clear: Medieval feasts are addictive to everyone, at any age. The atmosphere, the music, the ambience, everything is designed to transport visitors through a charming time tunnel. We are swept off our feet by history.

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Therefore, in 2018, we decided to open the Medieval Festivals in Portugal to our friends and clients. We will depart the city of Lisbon, going to Montalegre on the northern border of Portugal, that is, we will cross the Center-North of Portugal, visiting some of the oldest cities in the country and enjoying medieval festivals.

We will visit Tomar, famous for its Templar Festival. The city is guarded by a defensive fortification dating from 1160, which protected the access to Coimbra, which as the capital of the kingdom at the time. Two decades later, the caliph Abu Yusuf Ya’qub al-Mansur attacked Tomar which resisted for 6 days defended by the Templars. On this occasion, the Moors forced the southern door and the defence of the Templars was so violent that the door is now known as the Bloody Door. The Castle is located near the Convent of Christ which construction began also by 1160.

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Pegões Aqueduct was built to supply water to the Convent of Christ. Its construction started in 1593. The impressive structure is 6 km long with a maximum height of 30 meters and 58 arches.

Nearby is the Monastery of Santa Maria da Vitoria, better known as the Monastery of Batalha was built in 1386 by King João I of Portugal as an offering to the Virgin Mary for the victory against the Castilians in the battle of Aljubarrota. This monastery was built over 2 centuries until around 1563, during the reign of 7 kings of Portugal! In the Monastery of Batalha are buried several kings and queens of Portugal.

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Next stop: the Bussaco Palace, in the Buçaco National Forest (that’s the way it is written, in different spellings …). The building of the current hotel, one of the most beautiful in the world, is neomanuelino style and decorated with panels of tiles alluding to the epic of the Portuguese Discoveries.

Towards the north, we will stop at Chaves, the Roman Aqua Flavea. At the time of the Roman invasion of the Iberian Peninsula, the Romans settled in the valley of the river Tâmega, where today stands this city and built fortifications, in order to take advantage of some of the existing castro. Such was the importance of this urban nucleus that it was elevated to the category of municipality in 79 C.E. when it ruled by Tito Flávio Vespasiano. That is the origin of the name Aquae Flaviae of the present city of Chaves, as well as the designation of their citizens: flavienses.

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Pause in the Natural Park of Pedras Salgadas. These waters were discovered by the locals in the early days, especially by those who suffered from digestion issues.

A beautiful walk to the monastery of Santa Maria das Júnias which dates back to a 9th-century pre-Roman hermitage in the Montalegre county. It is located in a narrow valley, away from everything, sheltering Benedictine shepherd monks, a fact that accentuated the humble and ascetic character of their inhabitants. Just next to the monastery is the beautiful Cascatas de Pitões das Júnias, a waterfall that due to the unevenness of the terrain cascades by several levels, the first one being about 30 meters high.

The Bridge of the Mizarela (Devil’s Bridge) is located on the river Rabagão, set in the bottom of a steep ravine and being supported by a single arc about 13 meters of span. It was erected in the Middle Ages and rebuilt in the early 19th century. Source of some creepy legends, the truth is that the bridge is beautiful and surprises its visitors.

Another historic building: the Palace or Manor of Mateus that was built in the first half of the 18th century by the 3rd Morgado de Mateus, António José Botelho Mourão. The house was always managed by the Sousa Botelho family. The Palace consists of the main house, gardens, wine cellar and a chapel. Inside the house, there is a library with 6000 volumes. Its highlight is the famously illustrated edition of Lusíadas by Luís de Camões from 1816!

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And then a little more water: Vidago is known for its gas-rich waters, especially those of spring number 1. Their alkalinity being superior to any Portuguese water also exceeds the alkalinity of Vichy. In Europe, there is only another resort, where there are injections of living water: Uriage (France). Some say that I Vidago was a spa in the time of the Romans, who went there to look for their healing powers.

Next, a city that I like very much: Bragança. The Celts named the city Brigantia when they founded it in the second century C.E. The name later became “Bragança.”  It is said that the local tradition of Caretos has Celtic roots, from a pre-Roman period. An ancestor of Brazilian Carnaval.

Finally, Montalegre and the festival of the witches that takes place only on Fridays 13. Whoever visits the region during this time, seeks to discover and live the imaginary of a territory so isolated that it preserved its very own identity and traditions directly linked to the Celtic heritage. The supernatural and the idea that witches, called “women of virtue” would have curative powers. The party shows the struggle between good and evil, in front of a crowd that occupies the space between the castle and the stage. The misunderstood witches, exiled for centuries in a hidden dimension are liberated by … a priest in search of the ancestral knowledge of these guardians of the popular wisdom. We do not tell anymore to avoid spoilers.

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On the way back to Lisbon, our last stop in Óbidos, a typical village of the Middle Ages. It was recovered from the Moors in 1148 and was part of the dowry of countless queens of Portugal. It was from Óbidos that the county of Caldas da Rainha was named, previously called Caldas de Óbidos (the name changed due to the seasons that the queen D. Leonor spent there).

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These are 10 days with lots of history, legends and fun for the whole family. Come with us!

Afinal para que mudar? / Why do we have to Change?

Durante uma transição de carreira eu conheci o mundo do vinho e imediatamente me apaixonei. E como toda apaixonada, meu amor não via limites, só oportunidades. Eram feiras e congressos, vinhos nacionais ou importados, viagens, palestras, blogs, posts, lojas, restaurantes, importadoras, representações, países, castas e métodos de vinificação distintos, enfim, um mundo sem fronteiras a explorar.

Meu encanto com todas estas opções vagarosamente, foi sendo cerceado pela realidade de uma micro-empresária no Brasil. O dilema entre o que eu queria fazer e o que eu podia fazer. O processo foi vagaroso porque sempre fui persistente (ahan teimosa) e focada em resultados (ahan super teimosa). Eu me esticava daqui, puxava dali e achava que ía conseguir conciliar inúmeros projetos, afinal, gerenciamento de projetos também era algo que eu mandava bem.

Porém eu estava acostumada com o mundo corporativo. Foram quase duas décadas trabalhando em estruturas que acomodavam inúmeros projetos, equipes diretas, indiretas etc. Agora era só eu. E estava na cara que eu não estava dando conta. Não quis aceitar. Afinal, pequenos empreendedores que querem ser grandes falam sempre de como trabalhavam muito. Só que tem um momento de dizer chega.

É terrível este momento. Doído demais. Porém necessário, convida a reflexão, à auto-avaliação e finalmente àquele abismo assustador: a mudança necessária. Porque tem a mudança desejada: você pinta a casa, muda a decoração, de romântica para gótica, pinta o cabelo preto de ruivo, sei lá, mas é fruto de sua criatividade, e não necessidade.

Enfim,  deste momento casulo, em que me fechei, me ausentei e refleti, a Eu Levo Vinho deu espaço para a Portugal com Alma. Neste processo, abri mão de muitas atividades com clientes queridos, mas eu precisava dar foco naquilo que durante uma rígida análise é evidentemente a minha maior paixão: Portugal.

O outro lado da moeda é que a Portugal com Alma já nasceu assim: amada, desejada e querida por quem a conheceu na barriga, ainda como a Eu Levo Vinho.

E como criança muito esperada nasceu espoleta, cheia de novidades, alegrias e com mais paixão ainda pela terra do meu coração. Novos roteiros, festas medievais, aldeias misteriosas, herança celta, roteiros de águas termais. Gente, muita coisa boa. E mais facilidades nos pagamentos!

O vinho não foi esquecido, claro que não. Nem as viagens por outros países. Vem mais posts por aí. No entanto, de hoje em diante, somos Portugal com Alma, porque para ser Portugal tem que ter muita alma e amor no coração.


During a career transition, I got to know the world of wine and immediately fell in love with it. Exactly like all other lovers, my passion saw no limits, only opportunities. It comprised all and everything: national and imported wines, fairs and congresses, trips, lectures, blogs, posts, shops, restaurants, importers, exporters, countries, varieties and different vinification methods. A world without limits to explore.

My infatuation was slowly being curtailed by the reality of a micro-businesswoman in Brazil. The dilemma between what I wanted to do and what I could do. The process was slow because I was always persistent (ahan stubborn) and focused on results (ahan super stubborn). I would stretch out from here, pull from there and think that I could reconcile countless projects, after all, project management was also something that I did well.

But I was used to the corporate world. Almost two decades working on structures that accommodated countless projects, direct and indirect teams, etc. However, it was just me now. And it was obvious that I couldn’t do it all. I did not want to accept it. After all, small entrepreneurs who want to grow to be the big guys always talk about how they worked sooo hard. But, there is a moment you got to say enough is enough.

This moment is terrible. Awful. But necessary. It invites reflection, self-evaluation, and finally that frightening abyss: the necessary change. Because you have the desired change: you refurbish your house, change the decoration, you change your look from romantic to gothic, dye your black hair red, whatever, but it is the result of your creativity, not a necessity.

Finally, after this cocooning period, in which I closed myself and reflected, Eu Levo Vinho gave space to Portugal com Alma.

In this process, I gave up many activities with dear clients, but I needed to focus on what is obviously my greatest passion: Portugal.

The other side of the coin is that Portugal com Alma was born this way: loved, wanted and loved by those who knew her as an embryo, Eu Levo Vinho.

And as a very expected child, Portugal com Alma was born full of energy, full of news, joy and with more passion for the country of my heart. New tours, medieval festivals, mysterious villages, Celtic heritage, thermal water fonts. Guys, lots of good stuff. And a plus: easier payment methods!

The wine was not forgotten, of course not. Neither the trips to other countries. More posts out to come soon. However, from now on, we are Portugal com Alma, because to be Portugal you have to have a lot of soul and love in your heart.

2 histórias se cruzam por um instante e 4 séculos: Solar de Mateus e Mateus Rosé

Portugal tem muitas marcas de vinhos populares ao redor do mundo, por exemplo, Casal Mendes, Periquita, Calamares, Casal Garcia e o Mateus Rosé, para mencionar alguns. Curiosamente, o Mateus Rosé não é muito popular por aqui, porém foi a primeira marca portuguesa de vinho apreciada mundialmente, estando presente em 125 países, há várias décadas.

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A história do Mateus Rosé começa em 1942, quando Fernando Van Zeller Guedes, o fundador da gigante de vinhos portuguesa, Sogrape, criou um conceito distinto, apresentado numa garrafa inovadora. A garrafa foi inspirada nos cantis usados pelos soldados na Primeira Guerra Mundial. O tal vinho era diferente: cor-de-rosa, adocicado, refrescante e com uma efervescência ligeira. O rótulo foi uma homenagem ao grandioso património histórico português.

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Antiga garrafa de Mateus à venda no eBay.

O vinho especialmente concebido para os mercados norte-americano e do norte da Europa, cresceu rapidamente nas décadas de 1950 e 1960 e, no final da década de 80, junto com a versão de branco, representou quase 40% da exportação total de vinho de mesa de Portugal.

No início dos anos 70, Mateus Rosé era o vinho mais popular do mundo. A Rainha Elizabeth está até hoje entre suas fiéis consumidoras. Diz a lenda que a Rainha ficou insatisfeita com a selecção de vinhos oferecida em uma festa privada no Hotel Savoy em Londres no início dos anos 60 e pediu ao maitre que lhe trouxesse Mateus.

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Jimmy Hendrix curtindo um Mateus.

Hoje, o vinho perdeu um pouco de sua popularidade internacional, mas mesmo assim milhares  de estrangeiros (70% dos 80.000 visitantes anuais) buscam o edifício que corre o mundo no rótulo do Mateus Rosé. O Palácio ou Solar de Mateus está situado na freguesia de Mateus, concelho de Vila Real, Distrito de Vila Real e foi construído na primeira metade do século XVIII pelo 3º Morgado de Mateus, António José Botelho Mourão para substituir a casa da família, já existente no local, desde o início do século XVII.

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Um Solar para chamar de seu.

Segundo especialistas, a construção da casa, ou pelo menos de sua fachada central e decoração, é atribuída ao artista, decorador e arquiteto italiano Nicolau Nasoni (Toscana, 2 de Junho de 1691 – Porto, 30 de Agosto de 1773), considerado um dos mais significativos arquitetos da cidade do Porto durante o século XVIII.

A fachada do palácio se destaca pela dupla escadaria que conduz à porta principal, sobre a qual aparece o escudo familiar flanqueado por duas estátuas. No interior,  pode-se visitar uma biblioteca que abriga livros do século XVI, valiosos móveis, porcelanas e quadros e um pequeno museu onde se encontra 1 edição de “Os Lusíadas” de Luís de Camões, da qual só se produziram 200 exemplares. Parte da casa é fechada à visitação, pois ainda é habitada pela família.

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O palácio encontra-se rodeado por um lindo jardim cravado de belas estátuas. Chama a atenção, uma escultura de 1981, de João Cutileiro – Dorme no Lago. E muitas vinhas. Porém, o vinho rosado das garrafinhas bojudas não é feito aqui. O Palácio produz um vinho sim, mas o Porto Quinta da Costa das Aguaneiras. Exatamente, tudo que os 2 têm em comum é a fachada da mansão no rótulo mundialmente famoso e nada mais.

Em 1911, o Palácio de Mateus foi classificado como Monumento Nacional. Acima de tudo, a Casa de Mateus é hoje uma fundação privada, criada para proteger e divulgar o patrimônio histórico e fomentar a atividade cultural.

E mesmo que estas 2 histórias se cruzem por um momento muito mais breve do que eu poderia esperar, recomendo tanto a visita ao Palácio quanto uma boa garrafa de Mateus.

Fonte: Vinho Mateus Rosé e Casa de Mateus

Receita fácil para o fim do ano. Com história e vinho é claro!

Durante as minhas andanças, eu acabo encontrando por aí estruturas cujo uso eu desconheço. Um bom exemplo disso é o super tradicional espigueiro, usado principalmente no norte de Portugal para armazenar o milho durante o inverno. Ele tem estas perninhas para não entrar em contato com a humidade do solo e afastá-lo dos roedores. Ao mesmo tempo tem estas fissuras nas parede para manter o milho ventilado.

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Quem segue o blog sabe que eu já andei bastante por aí e conheci muita coisa. Mas a gente nunca pára de aprender, então, não é que numa visita ao território português de Trás-os-Montes, dei de cara com isto:

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Esta estrutura arredondada às vezes bem no meio das casas, às vezes no meio do nada. Parecia algo para armazenar água já que é uma região bem árida, pertinho da fronteira com a Espanha, mas não fazia sentido. Estavam bem detonadas, ou seja era algo antigo. Que poderia ser??

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Não controlei a minha curiosidade e assim que parei num barzinho, perguntei o que era aquilo e me disseram que era um pombal. Congelei por alguns segundos tentando imaginar com a minha mente brasileira e urbana porque alguém ía construir uma casa para pombos? Discreta como sou, descongelei e gritei: juraaaaaa? porque? O entrevistado me olhou com cara de pena por tanta ignorância e disse: para comer.

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ECA!

Na hora, imaginei as pombas da Praça da Sé em meio ao lixo e restos de alimentos numa panela. Impossível. Hora da pesquisa. O pombo em questão é o pombo selvagem de uma espécie específica, caçada em determinadas regiões da Europa.

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Pombo selvagem

Há registros de pombais na China antiga e na civilização egípcia. Na Idade Média eles eram tão valorizados que possuí-los era uma prerrogativa dos barões donos das terras. Além de intocáveis, tinham até o direito de comer os grãos da vassalagem.

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Pombo King

Nas Américas, este tipo de animal não existe, mas algumas avícolas dos EUA criam o pombo King para abate, eles são branquinhos, possuem  mais massa corporal e, especialmente,  peito carnudo. Estas aves eram consumidas em tortas, guisadas ou ao forno.

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Vai uma receitinha de pombo aí para ficar com água na boca? É claro que leva vinho!

Ingredientes:
2 pombos depenados e eviscerados
Ervas como tomilho, sálvia e alecrim a gosto
4 dentes de alho picadinhos
2 colheres de sopa de azeite
25g de manteiga
2 fatias grossas de pão tipo italiano
150ml de vinho tinto
Sal e pimenta a gosto

  1. Aqueça o forno a 220C / 200C.
  2. Tempere as aves com sal e pimenta a gosto, inclusive por dentro e coloque ervas e azeite nas cavidades de cada uma.
  3. Aqueça o azeite e a manteiga em uma panela rasa para forno, e doure as aves por 5 minutos em todos os lados. Retire os pombos e frite o pão de um lado até ficar crocante e dourado, adicionando mais manteiga à panela se precisar.
  4. Vire o pão e coloque um pombo em cada fatia de pão. Espalhe as ervas e o alho restantes na panela, e despeje o vinho. Leve ao forno por 20 minutos, em seguida, retire e deixe descansar por 10 minutos. Sirva o pombo diretamente na panela com o pão. Acompanhe com arroz e batatas se achar legal.

Até onde eu pesquisei, não existe criação de pombo comestível no Brasil, portanto antes de comprar, cuidado para não levar gato por lebre. Ou qualquer outra coisa…

E nem imagine em sair correndo pela pracinha pegando qualquer bicho que esteja meio cochilando nos bancos.

Resista e tente a receita com carnes como a perdiz, o galeto ou mesmo o bom e velho frango. Combine com Cabernet, Tannat ou um Sangiovese, qualquer tinto que seja bem encorpado para enfrentar esta carne de caça com temperos fortes. Bom apetite.

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Que terror! Vai entender: dia das Bruxas, dia de Todos os Santos, dia dos Mortos … e seu vinho perfeito.

Se você, como eu, está confuso com o que é Dia das Bruxas, Dia de Todos os Santos e Dia dos Mortos, prepare-se porque este post vai esclarecer todas as suas dúvidas.

31 de outubro – Dia das Bruxas

O tal do Halloween é celebrado em grande parte dos países ocidentais, porém é mais presente nos (filmes de terror dos) Estados Unidos. O costume foi introduzido neste país, pelos imigrantes irlandeses em meados do séc. XIX.

A história desta data comemorativa tem mais de 2500 anos. Surgiu entre os celtas, que acreditavam que no último dia do verão (31 de outubro), os espíritos saiam dos cemitérios para tomar posse dos corpos dos vivos. Para assustar estes fantasmas, os celtas colocavam nas casas, objetos assustadores como, por exemplo, caveiras, ossos decorados, abóboras enfeitadas entre outros.

Por ser uma festa pagã foi condenada na Europa durante a Idade Média, quando passou a ser chamada de Dia das Bruxas. Por que não comemoramos este dia? Bem, porque os celtas não nos deram o prazer de sua companhia em tempos de outrora e por que a Inquisição da Igreja Católica para acabar com este fuá, começou a perseguir e condenar à fogueira quem ficava de graça por aí neste dia. Quando os europeus chegaram aqui, meio que não havia mais (leia-se, já eram) tanta gente interessada no costume.

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Os notórios excessos do Halloween…

1º de Novembro – Dia de Todos os Santos

Segundo os católicos, o Dia de Todos os Santos é uma festa em “honra a todos os santos, conhecidos e desconhecidos”. Santo Desconhecido? Ué? Mais confuso? Eu também. Voltemos as origens da celebração, ou seja ao fim do séc. II, quando os cristãos começaram a honrar os que haviam sido martirizados por sua fé e, acreditando que eles já estavam com Cristo no céu, oravam a eles para que intercedessem a seu favor. A comemoração regular começou em 13 de maio de 609 ou 610, quando o então Papa Bonifácio IV dedicou o Panteão (o templo romano em honra a todos os deuses) à Maria e a todos os mártires. Maio? Agora que achei que havia entendido….

O ponto é que a data foi mudada para novembro quando o Papa Gregório III (731-741) dedicou uma capela em Roma a Todos os Santos e ordenou que eles fossem homenageados em 1.° de novembro. Assim, sem mais nem menos. Talvez, porque o “Samhain” continuava a ser uma festa popular entre os povos celtas durante todo o tempo da cristianização da Grã-Bretanha e a Igreja Britânica tentou desviar esse interesse em costumes pagãos, acrescentando uma comemoração cristã ao calendário, na mesma data do “Samhain”. Daí o resto virou história.

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2 de novembro – Dia dos Mortos (Finados)

Para o pessoal que insistia em infernizar a vida da Igreja, com o perdão do trocadilho, com o tal Halloween, Samhain ou seja lá o que fosse, criou-se, além do dia de Todos os Santos o Dia de Finados, tentando assim  diminuir as influências pagãs na Europa Medieval.

O que fica claro é que o fim do verão era uma data muito pertinente para os celtas que habitaram a Península Ibérica por um bom tempinho, vindos da Irlanda, tanto que a cidade de Bragança, ao norte de Portugal, possuía o nome celta de Brigância. Esta cidade localizada em Trás-os-Montes abrigava um povo duro, acostumado a uma vida de comida escassa e temperaturas extremas, principalmente no inverno.

O que não impediu que em 1808 os franceses invadissem a região levando o povo transmontano a esconder todos os bens que haviam obtido a duríssimas custas. Seu vinho, por exemplo, enterram embaixo da terra, nas adegas e lagares. Quando os invasores se foram e os trasmontanos puderam recuperar seus bens, pensaram que o vinho estivesse estragado, porém ao experimentá-lo, tiveram uma bela surpresa: com o tempo passado sob o solo vinho havia adquirido novas propriedades e estava muito melhor. Pronto, daí nascia o Vinho dos Mortos, perfeito para brindar sem espanto este final de semana.

 

A Música Portuguesa a Gostar dela Mesma

A ampla cultura Portuguesa, influenciada por inúmeras raças e culturas ao longo dos séculos, mas muito arraigada em costumes milenares, obviamente produziu um espectro de atividades muito típicas.

Eu confesso que a música não é uma das coisas que mais me chama a atenção num país, porém nesta viagem, observei muitos estilos diferentes e gostaria de compartilhar com vocês.

Fica de fora o magnifico Cante Alentejano que eu ainda não assisti pessoalmente. Tá na lista.

Estas senhoras de Várzea de Calde têm sua vida em família e trabalho, mas se dedicam a uma modalidade musical muito interessante. No Rancho, enquanto cantam, mostram suas atividades diárias. É uma maneira importante de manter viva as tradições de sua aldeia.
Rancho de Várzea de Calde

Os celtas ocuparam a península ibérica antes de Cristo, acho uns 5 séculos talvez, mas deixaram muitas marcas e a música foi uma delas. Eu adoro, especialmente nas festas medievais que são uma viagem no tempo. 
Festa Medieval

A Cerimônia do Toco é realizada em Várzea de Calde no dia 03 de outubro de cada ano, a idéia é trazer os melhores e maiores pinheiros para as senhoras que passam a noite orando por São Francisco de Assis, o padroeiro da aldeia, se sentirem aquecidas. Acabou foi em festa. Vai vendo os pés de valsa brasileiros se soltando…
Baile na Cerimônia do Toco

Ama Portugal e está com o coração apertado de saudades? Então curte 1 minuto desta concertina típica de festas populares.
Concertina, a música da festa do povo.

Este vídeo é sobre o que é uma tuna, especificamente a de Lamego para seu deleite. Formadas por universitários com o objetivo de bancar suas despesas, principalmente os “extras”, elas são uma herança centenária de Espanha. Eu adorei a beleza da apresentação discreta, mas cheia de charme.
As tunas foram uma descoberta.

Você sabe a diferença entre turista e viajante?

O turista é a pessoa que gosta de visitar lugares. Observa, prova e tira muitas fotos tendo sem dúvida uma experiência agradável.

Já o viajante se propõe a explorar o novo e se mesclar ao lugar e à cultura local. É claro que esta pessoa também vai observar, provar e tirar fotos. Porém mais que isso vai viver e conviver em cada momento. É turismo de convivência e essa é a nossa proposta.

Olha só como nosso grupo se divertiu tecendo num tear tradicional, fazendo pão no forno à lenha para depois comê-lo com sardinhas na brasa e participando de uma vindima da aldeia.

Clique no link da página ou direto nos vídeos! Nossos Vídeos

 

Dia 7 – Viseu, por último mas o melhor.

Nosso último dia juntos começa cedo no Solar do Dão, localizado em Viseu. É neste antigo solar onde se localiza a Comissão Vitivinícola do Dão. Lá a turma teve a oportunidade de aprofundar seus conhecimentos técnicos sobre a região, degustar a variedade de vinhos produzidos por lá e ainda comprar algumas garrafas.

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Em seguida visitamos a estátua de Viriato, famoso personagem da história local e fomos para o centro de Viseu, conhecida como a cidade jardim pela sua beleza e considerada como uma das cidades de melhor qualidade de vida de toda a Europa.

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O almoço foi na Taberna da Milinha para conhecer uma tasca portuguesa. A bisavó do boteco.

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O chef preparou comidinhas mil que acompanharam o vinho da casa de maneira perfeita.

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E claro que não podiam faltar os enchidos e queijos locais.

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A tarde foi dedicada às compras. O grupo se soltou no Palacio do Gelo, aproveitando as ofertas e comprando os últimos presentes.

À noite tivemos a oportunidade de visitar a Adega de Penalva do Castelo que estava em plena atividade, recebendo uvas de seus mais de 1.000 associados.

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Ver tanto vinho abriu o apetite e fomos direto para o famoso leitão assado no forno à lenha, devidamente acompanhado pelos excelentes espumantes da Adega. Aliás se quiser importar os vinhos da Adega, temos o orgulho de representá-los aqui. (1 minuto pro comercial, né gente).

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Após o jantar, nossos convidados foram agraciados com um certificado de participação nas vindimas pelo Presidente da Câmara (equivale ao nosso prefeito). Afinal, tanto trabalho duro!

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E depois da cerimônia o rancho folclórico de Penalva do Castelo arrasou nas músicas tradicionais. Juntando a animação portuguesa com a brasileira foi um verdadeiro festerê com muita dança e risadas. Lembre, estas pessoas trabalharam o dia todo e vieram até aqui para defender e mostrar sua cultura. Aliás, a Dna. Luísa (do lencinho amarelinho) estava de aniversário!!! E deixou de estar com a família para estar conosco. Na aldeia é assim.

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Para fechar a noite e nossa aventura na aldeia, um brinde reunindo toda a gente que se juntou para festejar e celebrar mais um dia na aldeia.

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Gostou? Então vem com a gente!