2 tendências do vinho alemão que você precisa conhecer

Um produtor tradicional e um 3 dos maiores mercados mundiais para o vinho, a Alemanha fez questão de falar sobre algumas de suas principais tendências durante a última Vinexpo e a gente traz as 2 mais interessantes para você.

Durante a feira, eu aproveitei para conhecer melhor os vinhos de alguns países que pouca ou nenhuma atenção dedicam ao mercado brasileiro pelas razões que a gente já está saturado de saber. E a Alemanha esteve muito bem representada pela simpática e descolada sommelière Romana Echensperger.

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http://www.tongmagazine.com/romana-echensperger

A Romana cobriu vários pontos sobre a produção de vinho na Alemanha, mas vou focar nas 2 que me chamaram mais a atenção.

1) Riesling

Calma, calma. A gente sabe que a Riesling não só é originária da Alemanha como também é a uva símbolo deste país.

O Riesling alemão, proveniente de encostas ensolaradas, geralmente próximas ao Reno ou ao Mosel, amadurecido lentamente nesta região de clima frio, tem seduzido os amantes do vinho com suas notas florais e frutas recheadas de toques minerais e petroladas há séculos. Então que “tendência” é essa?

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Bom, quem vai ditar as regras serão os membros da Geração Riesling. Quem são?

  • mais de 400 profissionais que cultivam não apenas a famosa variedade, alguns trabalham outras castas também;
  • têm menos de 35 anos;
  • são altamente treinados, têm orientação internacional e estão dispostos a assumir a liderança na produção do vinho alemão.

A idéia por traz da formação da rede chamada de Geração Riesling foi:

  • gerar novas idéias e conceitos de marketing;
  • abrir oportunidade de ações em conjunto e mesmo assim enfatizar a individualidade dos produtores.

Fica a dica. Siga este grupo e aguarde porque eles prometem trazer muitas novidades por aí.

http://www.generation-riesling.de

2) Spätburgunder, a Pinot Noir alemã.

Agora pasme, porque devido ao aquecimento global, a Alemanha está tendo que trocar seus vinhedos. A casta escolhida é a spätburgunder, a Pinot Noir alemã. O sucesso tem sido tamanho que antes 89% do vinho alemão era branco, agora só 64% devido à mudança no clima. E a spätburgunder lidera a mudança.

Os clones utilizados são diferentes dos da França, pois apresentam mais fruta e têm menos notas terrosas. Certamente esta variedade promete, pois hoje a Alemanha já é o 3° maior produtor mundial de Pinot depois da França e dos EUA.

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Não é tarefa fácil achar bons vinhos alemães por aqui. Por favor, esqueça nosso amigo da garrafa azul, tão famoso na década de 90, responsável também pelas maiores ressacas da mesma década e ainda presente nas prateleiras dos supermercados. Tente começar procurando a Weinkeller, uma importadora especializada em vinhos alemães, eles são muito empenhados em trazer boas novidades de lá.

http://weinkeller.com.br/index.html

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