Cerveja artesanal, um tesouro no interior de SP

A Eu Levo Vinho tem rodinha, por isso mesmo nem no final de semana a gente pára.

IMG_6403
Pé na estrada em direção ao nordeste do estado de São Paulo. 

Primeira parada: Mogi-Guaçu. Sábado foi dia de aula de cerveja no Senac Mogi-Guaçu. O público? Uma moçada muito bacana, antenada e louca para compartilhar a riqueza regional.

Cervejas degustadas em aula.
Cervejas degustadas em aula.

Foi lá que conhecemos o André e o Fabiano. Amigos de infância, ou melhor de adolescência, época em que fundaram um bloco de Carnaval e em homenagem aos hormônios efervescentes deste período chamaram o tal bloco de “Los Tarados”. O sucesso foi tanto que o bloco pareceu pouco, afinal Carnaval é só uma vez ao ano, e fundaram uma “casinha”, como eles chamam, para abrigar os outros passatempos favoritos da turma: beber cerveja e jogar cartas.  O tempo passou e a dupla ampliou este interesse. Resolveram fabricar a própria cerveja. Fizeram cursos, estudaram, pesquisaram e partiram pra briga. Hoje produzem 20 litros de cerveja por mês aproximadamente. Cada um deles devidamente degustado na “casinha” ou presenteado a amigos próximos. Mas eles querem ir mais longe e transformar o hobby em profissão. Então aguarde, um dia você ainda vai provar uma “Los Tarados”, e espero nós também, porque desta vez eles não tinham nada disponível.

Esta tem história.
Esta tem história.

Fomos direto a Itapira, atrás de um outro produtor artesanal, mas ao invés de procurar um galpão nos arredores da cidade, fomos direto ao centro dela, à uma…… barbearia.

Isso mesmo.  A Skull Barber é uma digna homenagem às barbearias vintage americanas, tanto na aparência quanto no serviço e, é claro, na cerveja.

Barbearia & Cervejaria!
Barbearia & Cervejaria!
Bem vindos à Skull Barber.
Bem vindos à Skull Barber.

 

 

 

 

 

 

 

 

O Sr. Valdir, barbeiro há mais de 20 anos na cidade, fazia questão de manter a tradição no negócio. Aí surgiu o Julio com esta idéia louca de montar uma cervejaria junto com uma barbearia tradicional. Tanto insistiu que o Sr. Valdir topou e os 2, acompanhados da esposa do Julio, a Priscila, começaram esta empreitada há alguns meses.

Sr. Valdir dando um capricho.
Sr. Valdir dando um capricho.
Não se assuste com o visual radical ao redor da Priscila, ela é uma simpatia.
Não se assuste com o visual radical ao redor da Priscila, ela é uma simpatia.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O conceito é fiel ao que o Julio imaginou e a cerveja também é receita dele. O único problema é que o cabelo até dava pra cortar, mas a cerveja estava esgotada.

O balcão da Skull Barber.
O balcão da Skull Barber.
Cortando o cabelo, mas passando vontade da cerveja artesanal.
Cortando o cabelo, mas passando vontade da cerveja artesanal.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Tudo bem, o novo lote deve chegar no fim de março e a gente volta lá para provar. Quem sabe até lá a IPTV já pintou na barbearia e o sonho do Sr. Valdir de ver a barbearia na telinha não virou realidade? Alô, alô IPTV, vocês conhecem a Skull Barber?

Só sobrou a garrafinha. Vazia...
Só sobrou a garrafinha. Vazia…

Eles ainda não têm site, mas estão no Face. Curte eles, vai.

De Itapira, fomos direto a Serra Negra. Uma surpresa super agradável. Há muitos anos (mesmo) não ía para lá. Não imaginava que o interior de São Paulo guardasse uma jóia dessas.

O Cristo de Serra Negra.
O Cristo de Serra Negra.

Como a fome apertou, o jantar foi um prato bem leve (hahahaha, só quem não nos conhece acredita): costela ao bafo no CaféBoteco. Além da fome, a sede era grande também, já que nenhum dos visitados teve cerveja disponível pra gente degustar. Atacamos de espumante. Ficou ótimo.

Costela ao bafo do CaféBoteco.
Costela ao bafo do CaféBoteco.
Espumante com costela pode? Pode.
Espumante com costela pode? Pode.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

http://www.cafeboteco.com.br/site/

Sem hospedagem reservada e já meio tarde, optamos por ficar no Hotel Cordilheira, quarto pequeno, mas tudo limpo e arrumadinho. O café da manhã é super caprichado e fica numa área bem central de fácil acesso ao centrinho.

http://www.hotelcordilheira.com.br

Bem pertinho dali visitamos a Cerveja Artesanal Boutique, uma lojinha meio escondida numa galeria, que comercializa mais de 300 rótulos de cerveja e produz cerca de uma dezena de rótulos próprios.

A Boutique tem vários rótulos de produção própria.
A Boutique tem vários rótulos de produção própria.
A maior parte da produção estava esgotada! Prova do sucesso. Do que estava disponível a com limão siciliano causou mais curiosidade.
A maior parte da produção estava esgotada! Prova do sucesso.
Olha que graça o menu na garrafinha.
Olha que graça o menu na garrafinha.

http://www.cervejaartesanalboutique.com.br

Cruzando as estradas sinuosas, desviando ora de motoqueiros, ora de bikers que sobem e descem a serra, passamos por plantações de cana de açúcar e café, 2 outras riquezas desta região a serem por nós exploradas. Motivos para voltar!

Ainda há a cachaça da região a ser explorada.
Ainda há a cachaça da região a ser explorada.
Café até onde a vista alcança.
Café até onde a vista alcança.

 

 

 

 

 

 

Saindo dali, o destino era Holambra que sempre quis conhecer e nunca tive oportunidade.   Queria ver as flores, mas terminamos com….. cerveja.

A cidade é mesmo uma pintura. Arrumada, limpa e organizada. Ignore os letreiros em português e o calor de 40 graus e você achará que está na Europa.

Comércio na principal rua de Holambra.
Comércio na principal rua de Holambra.
Capivaras tomando sol no lago da cidade. Em frente à delegacia.
Capivaras tomando sol no lago da cidade. Em frente à delegacia.

 

 

 

 

 

 

 

Deu a hora do almoço e a pacata cidadezinha começa a se encher de turistas procurando a culinária típica. Nossa escolha foi o Bar Krug F&F.

Logo na entrada da cidade.
Logo na entrada da cidade.
Isto sim são boas-vindas.
Isto sim são boas-vindas.

 

 

 

 

 

Ali degustamos 3 cervejas diferentes:

Weiss. Mais parecida com o tradicional choppinho, mas muito cremoso e mais encorpado.
Weiss. Mais parecida com o tradicional choppinho, mas muito cremoso e mais encorpado.
IPA. encorpada, aromática e com amargor interessante. Foi a nossa preferida.
IPA. encorpada, aromática e com amargor interessante. Foi a nossa preferida
Bock. Mel, chocolate e um tostado profundo.
Bock. Mel, chocolate e um tostado profundo.

 

 

 

Muito interessantes. E harmonizaram perfeitamente com nossa escolha: eisbein. Diferente do tradicional,  mas muito gostoso. Para a próxima visita queremos provar o quibe feito com o mosto da preparação da cerveja no lugar do trigo.

Eisbein pururuca.
Eisbein pururuca.

http://www.schornstein.com.br/bares-fabricas

A gente até tentou (mentira), mas não pôde resistir a dar uma passadinha numa confeitaria típica holandesa. E para isso escolhemos  a Zoet en Zout que não só tem doces e sorvetes deliciosos como também oferece uma vista espetacular do lago.

Perfeita para um doce, expresso e um momento preguiça pós almoço.
Perfeita para um doce, expresso e um momento preguiça pós almoço.

http://zoet-en-zout.com.br/web/

O interior de São Paulo é sabidamente muito quente o que sem dúvida contribui para a cultura cervejeira, além disso possuem água de qualidade em abundância, tão necessária à fabricação deste produto. Mas nada nos havia preparado para estas descobertas.

Descobrimos não só cerveja de verdade, mas também a riqueza das pessoas e do interior do nosso estado. Vamos certamente repetir.

IMG_6423

Gostou do roteiro? Aguarde nossas novidades e mais dicas.

6 comentários sobre “Cerveja artesanal, um tesouro no interior de SP

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s