Água fresca descendo da montanha por entre pinheirais….

Achou que eu ía falar da Suíça? Não. Continuamos a nossa viagem pelo Dão.

Já vimos que o Dão está localizado no centro-norte de Portugal e que por lá a coisa é exatamente o contrario daqui: o norte é mais frio que o sul. Por isso podemos sentir as marcas claras do clima temperado, com invernos muito frios e chuvosos e verões secos. A amplitude térmica também é bem marcada no verão que apesar de dias quentes sempre traz noites frescas. E quanto mais perto da imponente Serra da Estrela, mais o ventinho frio se faz notar. E algumas vinícolas muito interessantes ficam exatamente no pé da Serra!

DSC07194 DSC07192

Apesar dos 3 rios principais (o Dão, o Mondego e o Alva) correrem quase paralelos, a grande quantidade de afluentes dos três, aliada ao relevo acidentado cria uma incrível variedade de microclimas. Só o rio Dão que nasce lá no norte da região demarcada, em Aguiar da Beira para se unir lá no sul da mesma, ao Mondego, tem como afluentes o Coja, o Carrapito, o Pavia, o das Hortas, e o Criz.

DSC07181 DSC_0386 IMG_4024 IMG_4025 DSC09092 DSC08951 DSC08931 DSC08928 DSC08877 DSC_0518

Já dá para prever um denso manto de nevoeiro (sempre tão amigo das vinhas), subindo do fundo dos vales por onde os rios correm e se elevando pelas montanhas, abraçados pelas serras que circundam toda a região.

DSC06807 DSC06785

O solo é um grande maciço de granito que por inúmeras vezes rompe a camada de solo de baixa fertilidade e se mostra como lindas montanhas pedregosas. Um pouco de xisto pode ser encontrado no sul e no oeste da região, lá pertinho do Douro.

DSC06007 DSC_0302

O verde da vegetação de tons, formatos e alturas diferentes pintam a paisagem. Encontramos imensos eucaliptos e pinheiros centenários dos quais se extrai seiva para a indústria química, mas que perfumam o ar da região inteira sob o sol quente do verão.

DSC_0420 DSC06849 DSC09017 DSC09012

Mas se desviamos nosso olhar para baixo percebemos a variedade de arbustos: a giesta com seus aromas marcantes, o alecrim, morangos e cerejas negras, groselhas e framboesas, tudo crescendo de maneira selvagem, em imensos arbustos que perfumam o ar até que se possa sentir o mesmo de longe.

DSC06479 DSC_0393 DSC04917 DSC05788 IMG_5039 IMG_3094

Serpenteando por estas montanhas, gozando da exposição solar nas enconstas do planalto beirão se encontram as vinhas que produzem uvas que replicam estes aromas e sabores como a Jaen e a Touriga Nacional. Ahhhhh a Jaen e a Touriga Nacional.

Mas as castas do Dão vão ficar para o próximo post. Aguarde!

Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s